A oportunidade de Marques Mendes

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Aos 20 anos, já Luís Marques Mendes era vice-presidente da Câmara Municipal de Fafe. Com 28, foi secretário de Estado e, com 35, ministro, nos executivos de Cavaco Silva. Voltou ao Governo com Durão Barroso, em 2002, e em 2005, após a maioria absoluta de José Sócrates nas legislativas, alcançou a presidência do PSD, cargo em que se viu atacado pela estratégia da intriga permanente apoiada por boa parte do baronato do partido, vindo a ceder o lugar, em 2007, a Luís Filipe Menezes.

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Advogado, de raciocínio linear e  comunicação brilhante, Marques Mendes gosta de estudar, de se preparar e de trabalhar à noite, hábito que lhe vem dos tempos da formação académica, como revelou numa entrevista, em 1991: ”Devo ser o membro do Governo que mais tarde sai do gabinete”. À falta de melhores argumentos e à boa maneira portuguesa, os inimigos tentaram sempre diminuí-lo por causa da baixa estatura e dificuldade em pronunciar os erres.

Afastado da política activa, exibe hoje a velha regra da preparação no comentário político, no Jornal da Noite, da SIC, que o transferiu da edição de sábado para a de domingo, na expectativa de contrariar o domínio do Jornal das 8, da TVI, que perdeu o professor Marcelo. Mas as primeiras audiências não ajudam, pois o telejornal da TVI mantém-se com perto de um milhão e meio de telespectadores e o da SIC continua na casa dos 900 mil. Não será esta, ainda, a hora do miúdo chegar lá acima? Fico, confesso, a torcer por ele.

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Parece que foi ontem, Sábado, 29OUT15

 

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