A noite em que o professor Marcelo me identificou como… benfiquista

No último domingo, dia em que entrei no nono (!) ano como diretor deste jornal, a minha filha Inês foi um dos três jovens de 18 anos – a idade da TVI – que estiveram no Jornal Nacional, a fazer perguntas a Marcelo Rebelo de Sousa. Com ela em estúdio, a amiga Catarina, sobrinha de Henrique Garcia, um jornalista que me traz as piores e as melhores recordações. Piores porque trabalhámos juntos, com insanáveis divergências, nos terríveis tempos que se seguiram a abril de 1974. Melhores porque se trata – e já assim era na altura – de um profissional de enorme qualidade.

Mas recordo tudo isto para contar o episódio final, quando Júlio Magalhães – que temos de novo o prazer de ler nas colunas de Record – revelou ao professor que eu era o pai da Inês. Marcelo, homem bem informado, confirmou, com inesperada exceção, a regra: “Ah, ele é do Benfica, não é?!…”

Mesmo que em vez de nove, eu aqui estivesse 90 anos, haveria sempre quem me considerasse ora “sportinguista” ora “benfiquista”, o que só por si é prova de que não sou nem uma coisa nem outra. Belenense até à morte, caríssimo professor.

Passe curto, publicado na edição impressa de Record de 24 fevereiro 2011

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