A morte de Eusébio e a hipocrisia

A morte de Eusébio traz-nos de tudo: desde a sentida homenagem pública a um dos maiores futebolistas de todos os tempos às penosas considerações de quem nunca o viu jogar e se permite tentar definir-lhe as capacidades futebolísticas, aproveitando a onda para aparecer.

Para já nem sequer falar das lágrimas de crocodilo dos que nem sequer gostavam de Eusébio e do que representava – a popularidade do futebol e o êxito individual conseguido através dele.

Na manhã de hoje, foi reconfortante ouvir personalidades como Toni, António Simões, José Augusto e poucos mais a referirem-se, com a autoridade de quem sabe do que fala, ao artista maior que fisicamente nos deixa agora.

Com muitos outros que se chegam à frente para emitirem opiniões ocas, e mesmo hipócritas, confesso que não perdi tempo. Para espertalhões, há muito que perdi a paciência.

Estás livre dessa gente, que nada te deu e que até no fim do caminho se serve de ti, King. Partes, ficando – e essa imortalidade é um exclusivo daqueles cuja grandeza faz a diferença.

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