A lei de Costinha é impor as regras

Perdoe-me o leitor alguma vaidade que se possa vislumbrar nesta frase: no Record, não toleramos faltas de respeito entre os que cá trabalham.

Ou seja, manda quem pode, obedece quem deve, discute quem precisa, discorda quem entende – tudo é permitido menos aquilo que atente, primeiro contra os interesses dos leitores, e depois contra a honra, a dignidade de cada um de nós. Quem não respeitar o jornal ou os companheiros tem a vida complicada aqui dentro.

Isto para dizer que estou totalmente de acordo com a linha de rigor profissional que Costinha está a tentar impor no futebol do Sporting, ao que parece – e aplaudo também – com o apoio de toda a estrutura dirigente da SAD leonina.

Foi assim que Paulo Bento durou em Alvalade bem mais do que se augurava. Não interessa se é Veloso ou Moutinho, se é Liedson ou Izmailov. O grupo e os objectivos estão acima dos interesses individuais e das “pancas” de cada um. Se o russo não quer seguir as regras, que se vá embora.

Por muito que essa rigidez pareça dura, e mesmo arriscada, o futuro do Sporting dependerá, em grande parte, da capacidade de definir princípios e de os fazer cumprir.

Passe curto, a publicar na edição impressa de Record de 24 março 2010

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