A Juventus que leve 4, nós não!

Canto

Gostava de me associar às comemorações dos três minutos mágicos com que Messi semidestruiu o indestrutível Bayern, apenas para contrariar a corrente geral que faz vénias ao segundo golo, tão vulgar no repertório do astro. Para mim, mais fantástico pareceu o primeiro, o do abrelatas, que começou a decidir um jogo até então em tudo empatado. Encontrar aquela aberta entre os defesas, ou fabricá-la, e depois executar – à velocidade da luz! – um remate rasteiro, seco e de fora da área, que reduziu a zero os metros de pernas e braços de Neuer, isso é que foi obra. Só ele.

Também queria referir o Belenenses, que lá perdeu o 6.º lugar (agora europeu) em que Lito Vidigal o deixou, para endereçar daqui os parabéns aos que conseguiram, com os seus ódios de burro, prejudicar uma vez mais o clube. É uma maldição de que nunca nos livraremos.

O espaço final vai – surprise… – para o Real Madrid, que continua a rubricar exibições horrorosas e me convenceu, na partida contra o Valência, que a última coisa que lhe interessa é apanhar com o Barcelona na final da Champions, poupando-se assim a uma bem provável humilhação. Porque podemos dizer de Mourinho o que quisermos, mas foi com a estratégia dele – dentro e fora do campo – que por algum tempo o Real “enganou” a melhor equipa, o Barça, e foi com ele que nos pudemos livrar do inferno da era Guardiola, agora refeita por Luis Henrique e pelos demónios que voltou a juntar.

Ancelotti ainda vendeu ilusões com o trabalho que ficou de Mou e os golos de Cristiano, mas vive há muito à conta dos rendimentos. E não faço bluff – embora sempre me habilite ao Prémio Enganaste-te Outra Vez: estou mesmo convencido que, na quarta-feira, os Pirlos nos vão mandar cano abaixo.

Canto direto, Record, 11MAI15

Nota – Infelizmente, ganhei o Prémio Acertaste Outra Vez. Melhor assim…

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