A “explosão” em Alvalade ou a crónica de um macaco de rabo pelado

 

Para minha desgraça, passaram já seis décadas sobre o primeiro jogo que vi, no antigo Campo das Amoreiras. Mal aprendi a ler, passei a devorar a imprensa desportiva da época, da qual o meu pai não perdia uma edição, pelo que posso dizer que acompanhei, tão de perto quanto possível, mas sempre com indesmentível avidez, todos os escândalos, mini-escândalos e pseudo-escândalos do futebol português, desde os anos 50 até aos nossos conturbados dias.
Sou, por isso, um macaco de rabo pelado a contemplar mais esta bronca, agora a rebentar no reino do leão, que isto parece ser à vez e tocar a todos. A minha posição é a mesma que adotei em relação ao Apito Dourado: acredito pouco, pouquíssimo, nos homens, acredito um bocadinho mais na sua justiça, ainda que desiludido por algumas decisões das doutas figuras em que desesperamos por acreditar até ao fim.
Tal como em casos anteriores, acredito que também neste a montanha irá parir um rato. Porque desconfianças há muitas, suspeitas não faltam, indícios escorrem pelas paredes, investigações são o pão-nosso das polícias, julgamentos sumários acontecem todos os dias, processos de intenção tornaram-se na especialidade de certos comentadores e, infelizmente, de alguns jornalistas.
O que quero é provas. Melhor explicado, o que me interessa é ver a prova feita no local próprio, que é em tribunal e só em tribunal. Tudo o que fuja desta baliza não me merece mais do que a atenção que dou a qualquer notícia.
O que lamento – e isso sim, preocupa-me – é que mais este problema atinja o Sporting e que Godinho Lopes, que já perdeu Carlos Barbosa, fique sem outro vice-presidente, sem outro apoio valioso. O tempo dirá, infelizmente bem antes de nos revelar se ele é inocente ou culpado, a importância que Paulo Pereira Cristóvão tinha num equilíbrio de forças e de serenidades que permitia ao clube de Alvalade ir ultrapassando as suas próprias fraquezas. E eu cá sei porque digo isto.

Para minha desgraça, passaram já seis décadas sobre o primeiro jogo que vi, no antigo Campo das Amoreiras. Mal aprendi a ler, passei a devorar a imprensa desportiva da época, da qual o meu pai não perdia uma edição, pelo que posso dizer que acompanhei, tão de perto quanto possível, mas sempre com indesmentível avidez, todos os escândalos, mini-escândalos e pseudo-escândalos do futebol português, desde os anos 50 até aos nossos conturbados dias.

Sou, por isso, um macaco de rabo pelado a contemplar mais esta bronca, agora a rebentar no reino do leão, que isto parece ser à vez e tocar a todos. A minha posição é a mesma que adotei em relação ao Apito Dourado: acredito pouco, pouquíssimo, nos homens, acredito um bocadinho mais na sua justiça, ainda que desiludido por algumas decisões das doutas figuras em que desesperamos por acreditar até ao fim.

Tal como em casos anteriores, acredito que também neste a montanha irá parir um rato. Porque desconfianças há muitas, suspeitas não faltam, indícios escorrem pelas paredes, investigações são o pão-nosso das polícias, julgamentos sumários acontecem todos os dias, processos de intenção tornaram-se na especialidade de certos comentadores e, infelizmente, de alguns jornalistas.O que quero é provas. Melhor explicado, o que me interessa é ver a prova feita no local próprio, que é em tribunal e só em tribunal. Tudo o que fuja desta baliza não me merece mais do que a atenção que dou a qualquer notícia.

O que lamento – e isso sim, preocupa-me – é que mais este problema atinja o Sporting e que Godinho Lopes, que já perdeu Carlos Barbosa, fique sem outro vice-presidente, sem outro apoio valioso. O tempo dirá, infelizmente bem antes de nos revelar se ele é inocente ou culpado, a importância que Paulo Pereira Cristóvão tinha num equilíbrio de forças e de serenidades que permitia ao clube de Alvalade ir ultrapassando as suas próprias fraquezas. E eu cá sei porque digo isto.

Canto direto, publicado na edição impressa de Record de 14 abril 2012

 

Partilhar

Os comentários estão fechados.