Colunista do "Record" e do "Correio da Manhã", anarco-individualista e adepto do Belenenses e do Real Madrid, Alexandre Pais foi diretor do "24horas", de 2001 a 2003, e do "Record", de 2003 a 2013, tendo iniciado o seu percurso jornalístico no "Mundo Desportivo", em 1964.

A diretora de “social” que percebe até de bola

A Luísa, com o jornalista Paulo Abreu e o gráfico Carlos Antunes, exibindo o Prémio M&P de 2017 para a Melhor Revista de Televisão, a “TV Guia”

Caía o ano de 1997 quando conheci a Luísa Jeremias nas instalações do extinto diário 24horas, então a constituir a equipa de jornalistas. Foi um contacto breve porque eu era chefe de redação e deixei de ser, e ela em breve regressaria a A Capital. Reencontrámo-nos em 2001, quando fui dirigir o Tal&Qual e a convidei para chefiar a equipa redatorial.

Segurámos a barra – ajudando também a fazer renascer o projeto do 24horas, que agonizava – até ao final de 2002, altura em que eu já negociava a minha transferência para o Record. Ela disse-me então que precisava de um novo desafio e que ia aceitar o convite para diretora da revista TV 7Dias, que ficara sem o Nuno Farinha, recrutado pela Cofina para a TV Guia.

Em 2008, num processo que pude acompanhar de perto, a Luísa viria por sua vez a ser contratada pela Cofina para liderar a TV Guia, que Nuno Farinha entretanto abandonara para ser diretor adjunto do Record, veja-se as voltas que a vida dá… E no início de 2009, ela acumulou o cargo com o da direção da Flash!, o que ainda hoje acontece.

Este ano, a TV Guia ganhou o prémio de melhor revista de televisão e a Flash!, que passou para o digital, lidera no seu segmento de mercado. Como se fosse pouco, a Luísa, que na última jornada da Liga acertou nos três resultados certos – uma raridade em 14 anos de TotoRecord – estará na sexta-feira 20 à frente dos especialistas do desportivo cá da casa. Sim, duas décadas depois, ela percebe de bola. Perceber não percebia, mas até isso aprendeu!

Parece que foi ontem, Sábado, 12OUT17