A corte da hipocrisia que cercava Eduardo Beauté

No seu imparável desfile de grandeza e miséria, as redes sociais ferveram esta semana com os comentários sobre a morte de Eduardo Beauté. Os vermes destilaram o habitual veneno e algumas das supostas amigas do cabeleireiro aproveitaram para ficar bem na fotografia, com mensagens rebuscadas de saudade e hipocrisia.

A vida é o que é e muitas das madames que adulavam Beauté faziam-no com o único objetivo de arranjar o cabelo sem pagar – fossem estrelas pálidas da televisão ou figurinhas de terceira em busca de protagonismo. E nem as propaladas dificuldades financeiras do “amigo” as impediam de o continuar a explorar, vertendo hoje lágrimas de crocodilo.

Este comportamento, que conheci bem nos dez anos em que frequentei, por dever de ofício, a corte cor de rosa, foi rejeitado pela família de Eduardo, que levou o corpo para a Marinha Grande e forçou o “jet setinho” lisboeta a reservar um espaço para se pavonear à frente das câmaras da TV.

A vaidade é insaciável e não perde tempo com vítimas. Ainda há dias, figuras públicas que juram odiar os “paparazzi” acorreram à entrega de prémios de uma revista que amanhã, como dela se espera, as colocará na capa por não pagarem a conta da água. Pobre Beauté!

Antena paranoica, Correio da Manhã, 14set19

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