E se a realidade ultrapassar a ficção? (da série “Ainda bem que chumbei a Matemática”)

No passado dia 21, e após a ministra da Saúde ter indicado 14 de abril (por que não 12 ou 16? não percebi) como a data prevista para o pico da pandemia, projetei aqui para cerca de 55 mil o número de casos positivos que então se verificariam, calculando uma taxa de aumento diário de infetados de 20%. As reações foram diversas, desde um amigo pessimista, que me aconselhou a multiplicar os números por 15 (!), até às ratazanas das redes sociais, que bolsaram os insultos sem os quais não... Leia o resto →

Precisamos de presidentes da junta!

A junta da União de Freguesias de Ovar, São João, Arada e São Vicente de Pereira Jusã, no concelho de Ovar, que se encontra desde o dia 18 em estado de calamidade, cancelou, no sábado, os eventos públicos. Não o fez até 9 de abril, 1 de maio ou 10 de junho… fê-lo até final do ano. Quer isto dizer que Bruno Silva, o presidente da junta, é mais inteligente ou tem mais juízo na cabeça do que boa parte dos dirigentes desportivos, que à nora com o desconhecido vão... Leia o resto →

Fechados em casa

Aquela fauna das redes sociais que tenta, com desespero, demonstrar a incapacidade de António Costa no meio da tragédia – agarrando-se às falhas do SNS, inevitáveis numa fase de extrema conturbação – ficou KO com o resultado do inquérito revelado esta semana, no qual três em quatro inquiridos aprovam o trabalho do primeiro-ministro. A validação de Costa muito deve à ação da Direção Geral da Saúde – igualmente com nota bem positiva no escrutínio – e ao poder de comunicação de Graça Freitas, a mulher olhada de soslaio quando substituiu... Leia o resto →

Excitações de Domingo 22mar20 – ano 3, edição 143

Excitações, página da revista Domingo, do Correio da Manhã, de 22 de março de 2020 – edição 143 assinada pelo escriba (início em maio de 2017) Nota – Um erro gráfico fez com que se repetisse, na frase de Siza Vieira, a piadola de Cristina Ferreira. O que estaria certo: volta a abrir os bares até às 6 da manhã que logo vês…

Quantos por cento de quê? (da série “Ainda bem que chumbei a Matemática”)

Na minha crónica do Record, na passada segunda-feira, escrevi, a propósito do coronavírus, que a Alemanha tinha menos de meio por cento de mortes em relação ao número de casos positivos. E tinha. Acontece que essa não é a percentagem mais relevante, como um amigo se deu ao trabalho de me alertar. Porque o que verdadeiramente interessa é saber, não entre os infetados mas entre os que se livraram do vírus, quantos por cento morreram e quantos por cento recuperaram. Isso só pode fazer-se, de forma fidedigna, em países onde... Leia o resto →

Maluquinhos da bola vivem no mundo da fantasia

Em Itália e em Espanha, os mortos diários pelo coronavírus são às centenas neste final de março – no sábado, 651 e 347, respetivamente – e alguns maluquinhos da bola continuam em negação. Nem a dureza da realidade os acorda lá no mundo imaginário onde vivem. O presidente da Liga espanhola, Javier Tebas, adiantou os meados de maio – realizando a partir daí quatro jogos em 10 dias! – para prosseguir o campeonato. Como se em seis ou sete semanas se estancasse a tragédia e se reunissem ainda as condições... Leia o resto →

Duplo chapeau!

Na noite de estreia, “24 horas de vida”, da SIC, alcançou a terceira posição do dia, com mais de 1,2 milhões de telespetadores, “metido” entre os telejornais que, por esta altura, estão em alta. E quem esperava uma descida de audiência na segunda edição do programa, no passado domingo, enganou-se, uma vez que tornou a ficar em terceiro e até com mais 32 mil pessoas a assistir – apesar do líder, que voltou a ser “Isto é gozar com quem trabalha”, se ter aproximado de 1,8 milhões, uma loucura. O... Leia o resto →

Ainda bem que chumbei a Matemática

Se fosse bom a fazer contas, teria ficado horrorizado com a indicação de 14 de abril como o dia em que se verificará o pico de infetados com o coronavírus. É que faltando 24 dias para essa data, e mesmo com um aumento diário não especulativo de 20%, como sucede por esta altura, os 1 280 casos de hoje seriam cerca de 55 mil, a 14 de abril. E mantendo-se também a percentagem “benigna” de 1% de desenlaces fatais, o número de mortos rondaria então os 550. E se pensarmos... Leia o resto →

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