Salazar e a razão de Victor Moura-Pinto

A TVI classifica de “crónica política” umas graçolas sobre um conjunto de “apanhados” de personalidades que percorrem o país. No domingo, na rubrica “Seis por meia dúzia”, do “Jornal das 8”, Victor Moura-Pinto reuniu – e legendou com “mhons”… – diálogos de comes e bebes na Feira de Santarém, em que ficámos a saber que Marcelo gosta de línguas de gato Roveredo, Catarina tem rinite alérgica, Costa acha que o porco preto é o melhor ou que Rio entende que devíamos exportar comentadores. O repórter-cronista ligou os dez minutos (!)... Leia o resto →

Elogios de amigos em “Conta-me como és”

O êxito do “Alta definição”, na SIC, cuja fórmula permite a Daniel Oliveira o distanciamento que faz dos entrevistados os efetivos protagonistas, leva a que outros comunicadores se atrevam a tentar a sua sorte no género. Foi o caso de Fátima Lopes, cuja popularidade a TVI aproveitou para lançar “Conta-me como és”. A apresentadora, com o jeito peculiar que a distingue, criou uma espécie de clube de amigos, em que as entrevistas – que ela classifica de “intimistas” – se transformam em sessões de elogios mútuos, a que Fátima soma... Leia o resto →

Espuma dos dias

A pobre exibição da Seleção paira como um sonâmbulo que espera por segunda-feira voltado para o autocarro de Carlos Queiroz. A crise do Sporting voltou a dominar os debates, com o “happening” de ontem a tomar largas horas de transmissões televisivas. Infelizmente, os ânimos extremaram-se tanto que o apelo de Rogério Alves para se “abolir a linguagem bélica” caiu em saco roto e a violência anda no ar. E nesta questão de abuso de palavreado e postura agressiva, a culpa é menos da marginalidade e mais de quem se admitia... Leia o resto →

A propósito de Henrique Garcia: a máquina do tempo é cruel

Vivemos num país que valoriza pouco a experiência e sempre se entusiasma com a novidade e a presunção. Profissionais de cabelos brancos, que o Estado convida a seguir em ação, são postos de lado à primeira oportunidade por quem só depende de números e ignora a memória e a gratidão. Não defendo causa própria, pois reduzi a atividade na altura certa e sinto-me preparado para o inevitável dia em que o leitor estará cá e eu já não. Escrevo isto a propósito de Henrique Garcia, que aos 70 anos foi... Leia o resto →

Manuel Luís Goucha ganhou a aposta

Em fevereiro, na véspera da estreia da sétima edição de “Secret story”, escrevi aqui que Manuel Luís Goucha, para alcançar um novo êxito sem sacrificar o seu prestígio profissional, teria de ultrapassar um dilema: promover o asneiredo e a rasquice, e assim puxar pelas audiências, ou subir o nível e perder público. Seis semanas decorridas, com lideranças sucessivas e outro primeiro lugar no “top 10” no último domingo, com 1,21 milhões de telespectadores, podemos afirmar que Goucha não só aumentou a popularidade da “Casa dos segredos”, em relação à anterior... Leia o resto →

Teresa e Rita: dois casos diferentes

A semana “televisiva” foi marcada por um reaparecimento infeliz e por um desaparecimento injusto. Reapareceu Teresa Guilherme, por notícias de alegados problemas com dinheiro. Agora, são supostas dívidas à produtora de “A casamenteira”, depois de um antigo colaborador ainda há pouco a ter acusado de “escravatura”. De súbito, tudo passou a correr menos bem a Teresa, com a audiência de estreia da “Casa dos segredos 7”, conduzida por Manuel Luís Goucha, a ajudar à festa: mais 674 mil espectadores do que a edição 6, apresentada por La Guilherme. Já o... Leia o resto →

O regresso de Fernando Mendes e Miguel Vital

Em março de 2017, a novidade que foi o “Apanha se puderes”, da TVI, entrou de imediato no “top 5” dos programas mais vistos, com audiências médias superiores a um milhão de telespectadores e o “share” a rondar os 30%. Esse êxito levou à queda de “O preço certo”, da RTP, transmitido no mesmo horário, que manteve apenas cerca de meio milhão de fiéis – abaixo de metade do concorrente. Na altura, vaticinei o rápido regresso à ribalta do concurso da estação oficial, uma previsão errada que também aqui tive... Leia o resto →

Haverá loucos para a segunda série de “Pesadelo na cozinha”?

Com 1 milhão e 866 mil espectadores no último episódio – triturando “Just duet”, da SIC, e o filme “Ronaldo”, da RTP1 – “Pesadelo na cozinha” acabou no domingo. O sucesso da primeira série impõe à TVI a segunda, mesmo que Ljubomir Stanisic exija que lhe decupliquem o cachê. Se Portugal fosse um país normal e de gente esclarecida, o polémico “chef” não se safava. Sim, depois da revelação das esterqueiras escondidas nas zonas privadas de restaurantes e que mais não são que uma amostra da porcaria que existe noutras... Leia o resto →

ASAE voltou do estado de hibernação: obrigado, Ljubomir!

Não há Globos de Ouro, curiosidade pelas fatiotas do nosso “beautiful peoplezinho” ou calhandrice pela vida alheia que resista aos 1,4 milhões de telespectadores – e liderança destacada das noites de domingo e da semana – que insistem em premiar “O pesadelo na cozinha”, de Ljubomir Stanisic e da TVI. A audiência do programa segue tão alta e a porcaria que nos mostra continua tanta que o alarme social pôs fim ao estado de apatia da tradicional hiperatividade da ASAE, que parecia desaparecida em combate. Há agora sinais diários do... Leia o resto →

A dura verdade de Alberto João Jardim

Manuel Luís Goucha surpreende-nos regularmente com uma boa entrevista na TVI. Foi o que sucedeu na terça-feira, no “Você na TV”, a propósito do livro de Alberto João Jardim, “Relatório de combate”, numa conversa com o autor que à primeira vista me parecia a repetição de um discurso com 40 anos. Devo confessar que aprecio Jardim, as atitudes politicamente incorretas, as vitórias sucessivas nas urnas, o modo como desenvolveu a Madeira e a inexistência de sinais visíveis de riqueza, o que significará que serviu e não roubou – e se... Leia o resto →

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