Centeno, o anestesista

Quem gere orçamentos só dispõe de um recurso quando as receitas não bastam: reduzir custos. Foi por certo isso, e não o contrário, que fez Daniel Oliveira ao assumir a direção de programas da SIC. Ou seja, para contratar Cristina Ferreira, ele não aumentou as despesas da estação e terá precisado até de as diminuir, cortando talvez retribuições menos rentáveis ou limpando gorduras do anterior “star system” e retocando a grelha – exemplo: a recuperação para o “late night” do canal principal de uma rubrica cor de rosa de sucesso... Leia o resto →

Bom para Cristina, mau para Júlia

O árbitro sueco Mohamed Lahyani, um dos melhores do Mundo, ficará para sempre ligado ao US Open de ténis, que amanhã finda, por ter sido intérprete de um caso insólito. Incomodado com o descontrolo emocional do australiano Nick Kyrgios, um dos novos talentos da modalidade, que perdia com o francês Pierre-Hugues Herbert, Lahyani desceu da cadeira e tentou serenar Kyrgios. Mas as câmaras de TV captaram parte do diálogo, em especial uma frase do juiz: “Eu quero ajudar-te”. Aquilo que parecia um ato piedoso e louvável, rapidamente passou a tema... Leia o resto →

Como irá a SIC aproveitar Cláudio Ramos?

Na data em que esta coluna completa oito anos, faço questão de não cair num dos erros que por vezes aqui cometo: o de analisar programas e protagonistas à luz da verdade eterna. E na vida, afinal, pouca coisa é imutável. Nunca fui apreciador de Cláudio Ramos, e refiro-me ao estilo e não à pessoa, pela ligeireza com que comenta matérias que, ainda por cima, nada me interessam – vai longe a minha passagem pelo “cor de rosa”! E o certo é que o tempo foi passando e eu mantive-me... Leia o resto →

São as audiências que pagam o salário de Cristina Ferreira

“Amor… para sempre!” – escreveu o vertical Manuel Luís Goucha, na terça-feira, no Instagram. A frase legendava uma foto sua com Cristina Ferreira, que em menos de 24 horas recebeu 50 mil “gostos”, sinal claro da popularidade de ambos. Já noutras redes, a inveja social saiu do esgoto para insultar a apresentadora pelo contrato milionário com a SIC. Como se: 1 – O novo salário saísse do bolso dos contribuintes; 2 – A negociação nas empresas privadas não fosse livre; 3 – Uma estação de TV pagasse um valor tão... Leia o resto →

Elogios de amigos em “Conta-me como és”

O êxito do “Alta definição”, na SIC, cuja fórmula permite a Daniel Oliveira o distanciamento que faz dos entrevistados os efetivos protagonistas, leva a que outros comunicadores se atrevam a tentar a sua sorte no género. Foi o caso de Fátima Lopes, cuja popularidade a TVI aproveitou para lançar “Conta-me como és”. A apresentadora, com o jeito peculiar que a distingue, criou uma espécie de clube de amigos, em que as entrevistas – que ela classifica de “intimistas” – se transformam em sessões de elogios mútuos, a que Fátima soma... Leia o resto →

Teresa e Rita: dois casos diferentes

A semana “televisiva” foi marcada por um reaparecimento infeliz e por um desaparecimento injusto. Reapareceu Teresa Guilherme, por notícias de alegados problemas com dinheiro. Agora, são supostas dívidas à produtora de “A casamenteira”, depois de um antigo colaborador ainda há pouco a ter acusado de “escravatura”. De súbito, tudo passou a correr menos bem a Teresa, com a audiência de estreia da “Casa dos segredos 7”, conduzida por Manuel Luís Goucha, a ajudar à festa: mais 674 mil espectadores do que a edição 6, apresentada por La Guilherme. Já o... Leia o resto →

Os bobos do recreio

Não vou engrossar o coro de críticas a “Supernanny” porque desde 2010 perdi a conta às ocasiões em que condenei aqui os programas que exploram crianças. E vejo até com algum gozo a “indignação” vinda daqueles papás que expõem os filhos a torto e a direito nas redes sociais – por simples vaidade e tantas vezes de modo grotesco. O problema de “Supernanny” é que marca a fogo as pequenas vítimas e as sujeita ao terrível fenómeno do “bullying”. Porque há uma grande diferença na exposição pública em ambientes de... Leia o resto →

É triste fazer de “Ellen” dos pobrezinhos

Ao serviço do “Queridas Manhãs”, da SIC, a economista Florbela Oliveira avançou para Alambique, Tondela, ao encontro do pedido de ajuda de uma família que perdeu quase tudo. Sobrou a casa principal, onde hoje vivem nove pessoas, salva à “mangueirada” pelo patriarca do agregado. Reduzida a cinzas ficou ainda a pequena ordenha que constituía a base do sustento – e desapareceram as 130 ovelhas e o seu pastor. Naturalmente tocada, a repórter ocasional acabou abraçada a uma das vítimas e garantiu: “Sou chata como a potassa, sou terrível, miudinha e... Leia o resto →

Conceição Lino voltou em grande forma

Há as figuras públicas que são notícia por razões escabrosas – que vão de não pagarem a água a fugirem à pensão de alimentos – e as que ultrapassam as contingências da vida com transparência e sabedoria. Bom exemplo disso foram agora Fátima Lopes, que anunciou a sua separação do marido, e Júlia Pinheiro, que deu conta, através de comunicado (!), não vá o diabo tecê-las, de ter entrado na menopausa. Mas há ainda outro tipo de figuras públicas – e públicas em Portugal são as da televisão, mesmo que... Leia o resto →

Um presente de Natal da CMTV

A CMTV termina o ano com o lançamento de “Separados pela Vida”, uma rubrica – e não rÚbrica, como alguns comunicadores insistem erradamente em dizer – incluída num dos programas de maior sucesso da nossa estação, o “Rua Segura”. Trata-se de um trabalho de serviço público que nos remete para o “Ponto de Encontro” que Henrique Mendes apresentou na SIC – mais de 200 episódios entre 1994 e 2002 – e que foi retomado pelo “Você na TV”, da TVI. Como a “transferência” de Carnaxide para Queluz do “Querido mudei... Leia o resto →

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