Elogios de amigos em “Conta-me como és”

O êxito do “Alta definição”, na SIC, cuja fórmula permite a Daniel Oliveira o distanciamento que faz dos entrevistados os efetivos protagonistas, leva a que outros comunicadores se atrevam a tentar a sua sorte no género. Foi o caso de Fátima Lopes, cuja popularidade a TVI aproveitou para lançar “Conta-me como és”. A apresentadora, com o jeito peculiar que a distingue, criou uma espécie de clube de amigos, em que as entrevistas – que ela classifica de “intimistas” – se transformam em sessões de elogios mútuos, a que Fátima soma... Leia o resto →

Teresa e Rita: dois casos diferentes

A semana “televisiva” foi marcada por um reaparecimento infeliz e por um desaparecimento injusto. Reapareceu Teresa Guilherme, por notícias de alegados problemas com dinheiro. Agora, são supostas dívidas à produtora de “A casamenteira”, depois de um antigo colaborador ainda há pouco a ter acusado de “escravatura”. De súbito, tudo passou a correr menos bem a Teresa, com a audiência de estreia da “Casa dos segredos 7”, conduzida por Manuel Luís Goucha, a ajudar à festa: mais 674 mil espectadores do que a edição 6, apresentada por La Guilherme. Já o... Leia o resto →

Os bobos do recreio

Não vou engrossar o coro de críticas a “Supernanny” porque desde 2010 perdi a conta às ocasiões em que condenei aqui os programas que exploram crianças. E vejo até com algum gozo a “indignação” vinda daqueles papás que expõem os filhos a torto e a direito nas redes sociais – por simples vaidade e tantas vezes de modo grotesco. O problema de “Supernanny” é que marca a fogo as pequenas vítimas e as sujeita ao terrível fenómeno do “bullying”. Porque há uma grande diferença na exposição pública em ambientes de... Leia o resto →

É triste fazer de “Ellen” dos pobrezinhos

Ao serviço do “Queridas Manhãs”, da SIC, a economista Florbela Oliveira avançou para Alambique, Tondela, ao encontro do pedido de ajuda de uma família que perdeu quase tudo. Sobrou a casa principal, onde hoje vivem nove pessoas, salva à “mangueirada” pelo patriarca do agregado. Reduzida a cinzas ficou ainda a pequena ordenha que constituía a base do sustento – e desapareceram as 130 ovelhas e o seu pastor. Naturalmente tocada, a repórter ocasional acabou abraçada a uma das vítimas e garantiu: “Sou chata como a potassa, sou terrível, miudinha e... Leia o resto →

Conceição Lino voltou em grande forma

Há as figuras públicas que são notícia por razões escabrosas – que vão de não pagarem a água a fugirem à pensão de alimentos – e as que ultrapassam as contingências da vida com transparência e sabedoria. Bom exemplo disso foram agora Fátima Lopes, que anunciou a sua separação do marido, e Júlia Pinheiro, que deu conta, através de comunicado (!), não vá o diabo tecê-las, de ter entrado na menopausa. Mas há ainda outro tipo de figuras públicas – e públicas em Portugal são as da televisão, mesmo que... Leia o resto →

Um presente de Natal da CMTV

A CMTV termina o ano com o lançamento de “Separados pela Vida”, uma rubrica – e não rÚbrica, como alguns comunicadores insistem erradamente em dizer – incluída num dos programas de maior sucesso da nossa estação, o “Rua Segura”. Trata-se de um trabalho de serviço público que nos remete para o “Ponto de Encontro” que Henrique Mendes apresentou na SIC – mais de 200 episódios entre 1994 e 2002 – e que foi retomado pelo “Você na TV”, da TVI. Como a “transferência” de Carnaxide para Queluz do “Querido mudei... Leia o resto →

Passos Coelho a dormir na forma

A entrevista que Clara de Sousa fez a Passos Coelho, na terça-feira, na SIC, trouxe uma novidade na estratégia, pois o líder da oposição exibiu a sua versão mais moderada, substituindo, por exemplo, o agastamento da semana anterior – quando afirmou que “o défice ficará confortavelmente acima” do que proclama António Costa – por um cândido “espero que o País atinja este ano as metas orçamentais”. Passos teve o momento alto ao criticar a cativação de despesas por parte do Governo, dizendo à entrevistadora – que se “esqueceu” de lhe... Leia o resto →

A televisão do absurdo

Em 2015, vi no cabo, na Fox, quase toda a temporada inicial de “CSI: Cyber”, um fiasco que chegou aos 31 episódios, nos Estados Unidos, mas que a CBS cancelou. Estranhamente, a SIC transmitiu na passada segunda-feira – 14 meses depois da Fox – o primeiro episódio, e colocou no ecrã a palavra “estreia”. Se para o ano a série for repetida na SIC Mulher, o episódio n.º 1 voltará a ser uma estreia? Os autores das novelas portuguesas metem com frequência agentes da polícia nas casas das pessoas para... Leia o resto →

Coração d’Ouro, atores de lata

A novela “Coração d’Ouro”, da SIC, disputa à da TVI, “A Única Mulher”, a liderança das audiências. E mesmo perdendo, seja por 30 mil ou por 250 mil espectadores, lá vai dando luta graças a dois trunfos poderosos: o guião, em que encontramos alguma originalidade no mundo já batido das novas histórias de cordel, e o talento, enorme, de Rita Blanco. A intérprete de “A Gaiola Dourada” integra um cartaz de atores de qualidade, como Lúcia Moniz ou Mariana Monteiro, José Raposo ou Miguel Guilherme, João Perry ou Ana Padrão,... Leia o resto →

“E se fosse consigo?” é mesmo connosco

Quando a imaginação falha ou o interesse do público arrefece, uma rubrica de apanhados, repetida ou apresentada de forma supostamente original, funciona. Gostamos de ver os outros a fazer de palhaços, quem sabe se para nos convencermos de que não estamos sozinhos. O mérito de “E se fosse consigo?”, da SIC, vai muito para além da simples captação de audiências, embora os resultados sejam bons: 1,25 milhões de espectadores, na última segunda-feira, “metendo-se” na luta das telenovelas e ficando bastante acima dos telejornais. É que o programa de Conceição Lino,... Leia o resto →

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