O longo 10 de julho de 2016

Para alívio dos que não gostam daquilo que apelidam de “pontapé na bola”, terminaram trinta e tal dias de pesadelo, mas para os adeptos da mais bela modalidade desportiva do Planeta perdurarão por muito tempo as imagens da saga que levou de novo Portugal às páginas de ouro da história do futebol. Feito um balanço, podemos dizer que a TV portuguesa nos ofereceu praticamente tudo sobre o Europeu e a vitória lusitana. E dezenas de analistas completaram bem, com estilos para todos os gostos, inúmeros diretos e reportagens. Como era... Leia o resto →

Les petits Français

Compatriotas de Nicolas Chauvin, soldado condecorado por Napoleão pelo seu heroísmo e depois mais conhecido pela sua imensa vaidade, “les petits Français” deram à Seleção o empurrão que faltava, puxando pelo brio dos nossos futebolistas e adormecendo, em simultâneo, o ego sobredimensionado dos seus próprios jogadores – alguns bons, poucos geniais, todos a valer vento e milhões. Nojento. Esse chauvinismo, exercido com paixão pela comunicação social gaulesa, expressou-se com clareza e deselegância, e foi desde o “futebol nojento” da equipa portuguesa à “falta de visão de jogo e lucidez tática... Leia o resto →

A jogar assim, da final não passamos

Começámos mal, ainda mais pessimistas do que estamos hoje, porque após o empate com a Islândia só ouvíamos, sobre o ombro, o porta-voz da nossa costela de velhos do Restelo: ná, a jogar assim, da fase de grupos não passamos… Lâmpada. Passámos, com mais dois empates e uma sorte dos diabos – e afortunadamente em terceiros do grupo – graças ao facto de Cristiano, vendo o País a arder e o inimigo interno eufórico, atiçado por todo o rancor do Mundo, ter retirado da lâmpada o seu geniozinho para marcar... Leia o resto →

Renato Sanchez e o fantasma de Fernando Santos

A fé de Fernando Santos é mesmo para levar a sério. Portugal voltou a jogar para empatar e acabou dominado pela superior qualidade da Croácia – com Vida a errar de cabeça por centímetros e com Kalinic (ou Perisic?) a atirar ao poste… Mas eis se não quando um quarteto de génios da bola resolve a passagem aos “quartos”, fugindo a uma maléfica recordação que nada prometia de venturoso: a da eliminação, por penáltis, aos pés da Espanha, em 2012, embora desta vez João Moutinho e Bruno Alves não estivessem... Leia o resto →

Sou o que vem das Salésias ou o Guardiola caseiro que não gosta de velhos

Tremo antes de começar a perorar, estou como a Seleção, com a confiança abalada. Um remate de fora da área, que passa pelo buraco da agulha e entra na baliza, e depois mais dois golos quase iguais – de um jogador que só tem um pé – e ambos na sequência de ressaltos, são azares em excesso. Já eu não me queixo de falta de sorte, mas apenas de um remoque do “Guardiola” dos comentadores intestinos, que me acusou no Facebook de escrever sobre futebol como se vivesse nos tempos... Leia o resto →

Quarta-feira é dia de eclipse

Não é coincidência, é uma maneira de ser: quando vemos um jogador da Seleção a disponibilizar-se para estar com os adeptos, dar autógrafos, fazer selfies e distribuir sorrisos, há para aí 90 por cento de probabilidades de que esse voluntário seja Pepe. Ontem, num dia que não terá sido propriamente feliz, lá estava ele, o brasileiro, disponível e solidário com a nossa gente, que tornou sua. Já foi assim que conquistou o madridismo, após uma ou duas épocas em que atitudes menos positivas dentro do campo fizeram dele um nome... Leia o resto →

A Seleção dos tarzões sem sorte

Agora que o insuspeito e mui conceituado diário “i” o considerou como o “Guardiola dos comentadores”, acompanho a teoria de Carlos Daniel – que ontem, na RTP, classificou de “anárquica” a tática da Seleção no jogo com os austríacos. Isso permite que este modesto Karadas da escrevinhadura futeboleira, que sou, se contenha ao ponto de não ter de jurar que não deu por tática alguma. Ou, como sei que Fernando Santos é um patriota, admita, com relutância, que tenha passado aos jogadores a célebre tática do seu homónimo, o grande... Leia o resto →

Não chegámos prà Islândia… nem prò Butão!

Tenho um amigo que vive à frente do tempo: ele sabe sempre o que fazer para resolver um problema antes de a questão se colocar. Posso pôr-me enfim ao seu nível e dar o meu contributo para a hipótese de termos de despedir o engenheiro do penta, caso levemos, já no sábado, em Paris, uma cabazada das antigas dos austríacos – que vão ter de se esfarrapar todos depois da derrota com a Hungria. É que mal terminou a partida de Saint-Étienne, e como a RTP cortou a transmissão, mudei... Leia o resto →

Algo não bate certo com o valor da Seleção

Nani chegou a acordo para se transferir para o Inter de Milão; Renato Sanches custará pelo menos 35 milhões de euros ao Bayern de Munique; o Valencia rejeitou uma oferta de 40 milhões do Chelsea por André Gomes; o Borussia Dortmund vai pagar 12 milhões ao Lorient por Raphael Guerreiro; o Real Madrid irá prolongar por mais um ano (até 2018) o contrato de Pepe e quer manter Fábio Coentrão no plantel; Bruno Alves assinou com o Cagliari por duas épocas; a José Fonte não faltam pretendentes em Inglaterra e... Leia o resto →

Tudo em grande forma e eu de pé atrás

Sexa, o Presidente, deu conhecimento aos portugueses de que os jogadores da Seleção estão “em grande forma”, repetindo assim a garantia ouvida da boca de Sexa, o primeiro-ministro, de que Cristiano está “em grande forma”. Por mim, nada de dúvidas. Porque as declarações dos principais responsáveis políticos do País, assentando na fé, trazem a chancela de dois por vezes irritantes conhecedores de futebol, que não falam só por falar. Por outro lado, a concludente exibição, com goleada, dos nossos rapazes frente à seleção da Estónia, 94.ª classificada – e 40.ª... Leia o resto →

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