Voltou o pesadelo de Fábio Coentrão

A Seleção lá ganhou uma vez mais à tangente, cumpridora no objetivo mas pálida na exibição, como quase sempre. Nem quando passaram a jogar contra dez os nossos puxaram pelos galões do seu (muito) melhor futebol e marcaram um segundo golo tranquilizador, pelo que nos aconteceu o habitual – sofremos sem necessidade. Mas estamos a duas vitórias da qualificação direta para o Mundial, pelo que, como diria Jorge Jesus, siga para bingo. Quero destacar quatro jogadores: André Silva, o homem que decidiu a contenda, Cristiano Ronaldo, que paga a fatura... Leia o resto →

Futebol em dias de pesadelo

Quem tem de escrever sobre futebol nestes desgraçados dias sabe que faz figura de imbecil: o que interessa isso quando centenas de portugueses perderam todos os seus bens e muitos deles a própria vida ou a vida daqueles que lhes eram mais queridos? À hora a que escrevo, há pessoas que tentam identificar o que restou dos seus familiares, um pesadelo que jamais os abandonará. Não me apetece, por isso, debater qualquer outro tema, mas o respeito devido aos leitores obrigaria outro a preencher este espaço se eu não quisesse... Leia o resto →

A velharia de Fernando Santos

Quando Fernando Santos chegou à Seleção, os mesmos plumitivos que aplaudiram as saídas de Scolari e Paulo Bento, “autorizaram” a nomeação do selecionador nacional com a alegação de que ele iria ter de renovar uma equipa envelhecida. O engenheiro cedo dissipou as dúvidas com uma convocatória inicial conservadora, na qual não faltou sequer um Bosingwa já com poucas condições para altas cavalarias. E a partir daí foi chamando, uma a uma, as muitas revelações em que felizmente é fértil o futebol português, procedendo à renovação com segurança e sem desaproveitar,... Leia o resto →

Rui Jorge, o terceiro vértice

Não foram ontem tão brilhantes contra as Honduras como antes frente à Argentina, os nossos olímpicos do futebol. Mas venceram de novo claramente, tendo deixado por concretizar muitas oportunidades – embora a defesa portuguesa tenha sido feliz ao ver o adversário falhar também hipóteses de golo. E aquela fantástica assistência de Bruno Fernandes a Carlos Mané, sobre a hora de jogo, define bem a classe de uma seleção em que ninguém apostava um chavo quando, há três semanas, o bravo Rui Jorge divulgou uma lista de 18 convocados… apenas com... Leia o resto →

Haverá renovação da Seleção no Mundial de 2018?

Quando Fernando Santos chegou à Seleção, há dois anos, dizia-se que iria ser o homem da renovação de uma equipa… acabada. Mas o primeiro sinal do esperado rejuvenescimento foi o regresso às convocatórias dos proscritos mas já nada jovens Danny, Bosingwa e Ricardo Carvalho. Santos sabia, como ninguém, que renovar não significava dispensar talentos pelo cartão do cidadão. A Seleção é para os que rendem mais, respondem melhor à pressão e criam laços mais fortes no grupo de trabalho, tenham os 18 anos de Renato Sanches ou os 38 de... Leia o resto →

O longo 10 de julho de 2016

Para alívio dos que não gostam daquilo que apelidam de “pontapé na bola”, terminaram trinta e tal dias de pesadelo, mas para os adeptos da mais bela modalidade desportiva do Planeta perdurarão por muito tempo as imagens da saga que levou de novo Portugal às páginas de ouro da história do futebol. Feito um balanço, podemos dizer que a TV portuguesa nos ofereceu praticamente tudo sobre o Europeu e a vitória lusitana. E dezenas de analistas completaram bem, com estilos para todos os gostos, inúmeros diretos e reportagens. Como era... Leia o resto →

Les petits Français

Compatriotas de Nicolas Chauvin, soldado condecorado por Napoleão pelo seu heroísmo e depois mais conhecido pela sua imensa vaidade, “les petits Français” deram à Seleção o empurrão que faltava, puxando pelo brio dos nossos futebolistas e adormecendo, em simultâneo, o ego sobredimensionado dos seus próprios jogadores – alguns bons, poucos geniais, todos a valer vento e milhões. Nojento. Esse chauvinismo, exercido com paixão pela comunicação social gaulesa, expressou-se com clareza e deselegância, e foi desde o “futebol nojento” da equipa portuguesa à “falta de visão de jogo e lucidez tática... Leia o resto →

A jogar assim, da final não passamos

Começámos mal, ainda mais pessimistas do que estamos hoje, porque após o empate com a Islândia só ouvíamos, sobre o ombro, o porta-voz da nossa costela de velhos do Restelo: ná, a jogar assim, da fase de grupos não passamos… Lâmpada. Passámos, com mais dois empates e uma sorte dos diabos – e afortunadamente em terceiros do grupo – graças ao facto de Cristiano, vendo o País a arder e o inimigo interno eufórico, atiçado por todo o rancor do Mundo, ter retirado da lâmpada o seu geniozinho para marcar... Leia o resto →

Renato Sanchez e o fantasma de Fernando Santos

A fé de Fernando Santos é mesmo para levar a sério. Portugal voltou a jogar para empatar e acabou dominado pela superior qualidade da Croácia – com Vida a errar de cabeça por centímetros e com Kalinic (ou Perisic?) a atirar ao poste… Mas eis se não quando um quarteto de génios da bola resolve a passagem aos “quartos”, fugindo a uma maléfica recordação que nada prometia de venturoso: a da eliminação, por penáltis, aos pés da Espanha, em 2012, embora desta vez João Moutinho e Bruno Alves não estivessem... Leia o resto →

Sou o que vem das Salésias ou o Guardiola caseiro que não gosta de velhos

Tremo antes de começar a perorar, estou como a Seleção, com a confiança abalada. Um remate de fora da área, que passa pelo buraco da agulha e entra na baliza, e depois mais dois golos quase iguais – de um jogador que só tem um pé – e ambos na sequência de ressaltos, são azares em excesso. Já eu não me queixo de falta de sorte, mas apenas de um remoque do “Guardiola” dos comentadores intestinos, que me acusou no Facebook de escrever sobre futebol como se vivesse nos tempos... Leia o resto →

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