Fernando Santos: o notável engenheiro geracional

Uma palavra de apreço é devida à Seleção e ao notável trabalho de renovação protagonizado por Fernando Santos. Disputar duas partidas fora e ganhá-las com clareza sem ter, no grupo de 25, jogadores da qualidade de Ricardo Quaresma, João Moutinho, Anthony Lopes, Rafael Guerreiro, Manuel Fernandes, Bruno Alves, Gonçalo Guedes, André Gomes, Ricardo Pereira ou Gelson Martins, para nem sequer valorizar a ausência de Cristiano Ronaldo – e só nesta “short list” são 11 os “excluídos” – é proeza tanto maior quanto, ao contrário do que muitas vezes sucede, a... Leia o resto →

Jogámos a passo, devagar e devagarinho, à espera do mesmo de sempre

A bola sobe fora do alcance do mais alto da barreira, Piqué, faz a barba a Busquets, que estica a cabeça em desespero sem lhe conseguir tocar e desce para a gaveta de De Gea, incapaz de reparar, com uma defesa impossível, o seu erro descomunal no segundo golo de Cristiano: e assim fez o capitão, ao cair do pano, o imerecido empate para Portugal. Imerecido não é talvez o termo adequado porque no futebol não há justiça e os protagonistas é que contam, sejam 11 ou apenas um, como... Leia o resto →

A defesa está ótima, o pior é o manicómio

Grande foi a demonstração de capacidade da Seleção, superando claramente uma Bélgica fortíssima, a atuar em casa e a não lograr o que raramente falha: golos. Fernando Santos parece ter acertado no quarteto defensivo titular – não por acaso, o da final do Europeu – que se exibiu a alto nível, permanecendo, todavia, um velho problema. É que com a carga de jogos do Mundial vai ser preciso rodar e as quatro alternativas não estão no mesmo patamar – por experiência a mais ou experiência a menos. Recordo o erro... Leia o resto →

Tributo a um herói do que realmente é importante

Acusado de nunca aparecer nos momentos importantes e, até há dois meses, de estar “acabado”, bastaram dois minutos e dois centros de Quaresma para Cristiano Ronaldo transformar a derrota iminente numa vitória quase inacreditável. Mas atenção ao resto. Igualmente na senda do que se tornou comum, a Seleção jogou poucochinho com o Egito, pelo que nos deixou mais preocupados quanto ao que poderá acontecer hoje na Suíça. Só que também aí se espera que os nossos jogadores honrem a tradição dos últimos anos e desenvolvam o trabalho necessário para vencer.... Leia o resto →

Da exibição da Seleção em Andorra ao génio de Bryan Ruiz

Está calor. O Benfica procura um central, como se não soubéssemos já a falta que ele fazia, o Sporting tem os pontas de lança condicionados, e são nada menos de três – metendo Alan Ruiz no saco – e o FC Porto, em êxtase, lambe ao sol as feridas cicatrizadas. Pelo Minho, o Sp. Braga e Abel parecem ter conseguido estabilizar a equipa, ao contrário do V. Guimarães, onde os sócios se viram ao presidente e o bruxo de Fafe lidera a amostragem de lenços brancos a Pedro Martins. É... Leia o resto →

Voltou o pesadelo de Fábio Coentrão

A Seleção lá ganhou uma vez mais à tangente, cumpridora no objetivo mas pálida na exibição, como quase sempre. Nem quando passaram a jogar contra dez os nossos puxaram pelos galões do seu (muito) melhor futebol e marcaram um segundo golo tranquilizador, pelo que nos aconteceu o habitual – sofremos sem necessidade. Mas estamos a duas vitórias da qualificação direta para o Mundial, pelo que, como diria Jorge Jesus, siga para bingo. Quero destacar quatro jogadores: André Silva, o homem que decidiu a contenda, Cristiano Ronaldo, que paga a fatura... Leia o resto →

Futebol em dias de pesadelo

Quem tem de escrever sobre futebol nestes desgraçados dias sabe que faz figura de imbecil: o que interessa isso quando centenas de portugueses perderam todos os seus bens e muitos deles a própria vida ou a vida daqueles que lhes eram mais queridos? À hora a que escrevo, há pessoas que tentam identificar o que restou dos seus familiares, um pesadelo que jamais os abandonará. Não me apetece, por isso, debater qualquer outro tema, mas o respeito devido aos leitores obrigaria outro a preencher este espaço se eu não quisesse... Leia o resto →

A velharia de Fernando Santos

Quando Fernando Santos chegou à Seleção, os mesmos plumitivos que aplaudiram as saídas de Scolari e Paulo Bento, “autorizaram” a nomeação do selecionador nacional com a alegação de que ele iria ter de renovar uma equipa envelhecida. O engenheiro cedo dissipou as dúvidas com uma convocatória inicial conservadora, na qual não faltou sequer um Bosingwa já com poucas condições para altas cavalarias. E a partir daí foi chamando, uma a uma, as muitas revelações em que felizmente é fértil o futebol português, procedendo à renovação com segurança e sem desaproveitar,... Leia o resto →

Rui Jorge, o terceiro vértice

Não foram ontem tão brilhantes contra as Honduras como antes frente à Argentina, os nossos olímpicos do futebol. Mas venceram de novo claramente, tendo deixado por concretizar muitas oportunidades – embora a defesa portuguesa tenha sido feliz ao ver o adversário falhar também hipóteses de golo. E aquela fantástica assistência de Bruno Fernandes a Carlos Mané, sobre a hora de jogo, define bem a classe de uma seleção em que ninguém apostava um chavo quando, há três semanas, o bravo Rui Jorge divulgou uma lista de 18 convocados… apenas com... Leia o resto →

Haverá renovação da Seleção no Mundial de 2018?

Quando Fernando Santos chegou à Seleção, há dois anos, dizia-se que iria ser o homem da renovação de uma equipa… acabada. Mas o primeiro sinal do esperado rejuvenescimento foi o regresso às convocatórias dos proscritos mas já nada jovens Danny, Bosingwa e Ricardo Carvalho. Santos sabia, como ninguém, que renovar não significava dispensar talentos pelo cartão do cidadão. A Seleção é para os que rendem mais, respondem melhor à pressão e criam laços mais fortes no grupo de trabalho, tenham os 18 anos de Renato Sanches ou os 38 de... Leia o resto →

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