O imposto da inveja

As cabeças vinham dos tempos de vertigem, dos hábitos de lassidão, das mordomias e dos esquemas. Cada eminência parda consultada pelo acionista pedia fortunas à Cofina para lançar um canal de televisão. E tudo foi ficando em stand by até ao dia em que a companhia percebeu que tinha dentro de casa um visionário com um projeto editorialmente credível – assente numa filosofia clara e inovadora, a informação primeiro – e financeiramente adequado à profunda crise que atravessavam os média e o país. Avançou, então, a Cofina. E cinco anos... Leia o resto →

No tempo em que a lista dos Oscars era cavada à mão

Quer saber em que ano começarama ser atribuídos os Oscars? Com que filme alcançou Frances McDormand o primeiro galardão? Quantas vezes Meryl Streep foi nomeada? Se Jane Fonda ganhou alguma estatueta dourada? Se o pentacampeão olímpico de natação, Johnny Weissmuller, mereceu a escolha da Academia de Hollywood pelo seu papel de Tarzan? Nada mais fácil: faz uma pesquisa na internet, escrutina a fonte se for caso para tanto, e logo tem o que pretende. A última cerimónia de entrega dos Oscars, transmitida em direto pela SIC – sem tradução simultânea,... Leia o resto →

A esperança de Assunção Cristas

A sondagem da Aximage para o Correio da Manhã atribuía, no início do mês, 5,4% das intenções de voto ao CDS. É com esse valor, ou com outro mais recente que lhe dá 6,6%, que em pouco mais de um ano não conseguirá duplicar – e ainda inebriada pelo bom resultado, por falta de comparência do PSD, nas eleições para a Câmara de Lisboa – que Assunção Cristas assume a candidatura a primeira-ministra. Mas essa ambição só se concretizaria com o total afundamento de Rui Rio e do seu partido... Leia o resto →

José Pestana em ação 30 anos depois

Entusiasmado com a recente visita de Marcelo Rebelo de Sousa a São Tomé e Príncipe, o diretor de relações exteriores da EuroAtlantic Airways – acionista da companhia aérea de São Tomé e Príncipe, a STP Airways – divulgou, nas redes sociais, fotos que confirmaram o que as televisões já nos tinham mostrado: o êxito de mais uma viagem presidencial. A novidade para mim, na reportagem, foi o “reaparecimento” público desse diretor da EuroAtlantic, o meu velho amigo José Caetano Pestana. Na longínqua Lisboa noturna das décadas de 80 e 90,... Leia o resto →

Fernando Negrão? Demasiado decente

Foi comovente e ao mesmo tempo dececionante assistir ao primeiro debate entre António Costa e o novo líder parlamentar do PSD. Comovente por se confirmar que a política pode ser melhor desde que exista vontade e um nível intelectual superior, como é o caso de Fernando Negrão, uma pessoa respeitável e respeitadora, um deputado que transitou da área da justiça, um juiz que tem da política uma visão de serviço e na vida uma postura vertical. António Costa e Ferro Rodrigues não perderam a oportunidade para o saudar e sorrisos... Leia o resto →

Raul Figueiredo ou a luta contra o esquecimento

Filho do famoso Raul Soares de Figueiredo, Tamanqueiro – futebolista internacional que brilhou no Olhanense e no Benfica – Raul António Leandro de Figueiredo, que por estes dias completou 88 anos, pouco diz hoje, aliás como o pai, aos adeptos do desporto-rei. Ele fez parte das equipas do Belenenses que iluminaram a minha década de 50 com o vibrante futebol que eu via nas Salésias. Jogou ao lado de Matateu e Di Pace, e chegou também à Seleção Nacional. Era um central de grande poder físico e de uma entrega... Leia o resto →

A maldição dos aparelhos partidários

No regresso à ribalta, António Capucho não poderia ter sido mais claro: “Estão a tentar fazer a cama a Rui Rio”. Afinal, o ex-presidente da Câmara de Cascais conhece bem essa arte, já que só não fez a cama a Passos Coelho porque lhe faltavam lençóis. Mas a lata de Capucho vai mais longe ao defender que os deputados sociais-democratas que não concordam com a linha política traçada por Rio deviam afastar-se do Parlamento – e alguns, coitados, iriam viver de quê? Curiosamente, o ex-ministro de Soares e Cavaco não... Leia o resto →

No tempo dos concursos de misses

O final da década de 80 constituiu um período de grande atividade nas discotecas de Lisboa, longe de ser invadida pela marginalidade e mesmo pelo crime. A internet e as televisões privadas vinham longe e sair à noite estava in. De igual modo, viveu-se a época dourada dos concursos de beleza, que iam desde o clássico Miss Portugal, que o Correio da Manhã patrocinava, com enorme êxito, e cuja final decorria no Casino Estoril – até desfiles mais ligeiros como os de Miss Primavera, ou mesmo mais arrojados, como os... Leia o resto →

A tarde em que o Jordão não apareceu ao Bonzinho

O semanário Off-Side publicou-se entre 1982 e 1984, no tempo em que jornalistas e agentes desportivos mantinham uma relação saudável e amiga. Um dos jogadores que mais colaboravam com o jornal chamava-se, e chama-se, Rui Jordão. Era tal a confiança que o João Bonzinho, o mais próximo do craque sportinguista, acertou com ele uma entrevista para a tarde do feriado de 1 de novembro de 1984, véspera de saída do jornal. Ao princípio da noite, a edição estava quase fechada, faltavam as páginas centrais e a primeira, dependentes da conversa... Leia o resto →

Adolfo e Jaime: dois homens, duas gerações

No último sábado, choquei com dois títulos fortes. Um foi o da entrevista de Adolfo Mesquita Nunes ao Expresso, o outro era do CM online: Liga de Bombeiros faz ultimato ao Governo. Pertenço a uma geração que só tarde conviveu com a tolerância às orientações sexuais e com a expressão das opções individuais. Assisti a quase tudo, de sentimentos de vergonha a graçolas e insultos, passando pela coragem de casos pontuais, em especial de figuras públicas – Manuel Luís Goucha, então, foi determinante para ultrapassar preconceitos – e lamento que... Leia o resto →

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