A DONA que abriu a porta da imprensa cor de rosa

Em 1990, se a memória não me trai, a TV Guia e a Nova Gente vendiam mais de 200 mil exemplares por edição. Uma tratava exclusivamente de televisão e a outra encontrara uma fórmula de êxito sui generis, entre temas de sociedade e a atualidade, com uma pitada de social. De tal modo, que o editor Jacques Rodrigues repetia o discurso a cada novo diretor que entrava – e era sempre a bombar: “Você aqui não mexe em nada, fecha isto todas as semanas tal e qual como está”. Sentindo... Leia o resto →

Marcelo em minha casa

Nos dois anos da “colaboração institucional” com António Costa, a popularidade de Marcelo Rebelo de Sousa foi extraordinária. Só terá caído um pouco (terá?) a partir do dia em que o PR teve de apontar um caminho ao Governo e este se apressou a segui-lo, permitindo depois o PS que figuras menores mordessem nas canelas do Presidente, em nome da “liberdade de expressão” – que tem as costas largas. Mas a maioria das pessoas é mais influenciada pela realidade que lhe chega através da televisão do que pelas manobras da... Leia o resto →

Off-Side: o patinho feio chegou há 35 anos

No início da década de 80, A Bola vivia um período áureo, e a Gazeta dos Desportos e o Record lutavam mais para sobreviver. Em outubro de 1982, quando a editora CEIG lançou um semanário sobre desporto, o Off-Side, com uma linguagem diferente e conteúdos inovadores – nós dizíamos ser o outro jornal – os desportivos clássicos olharam para o recém-nascido com indiferença e sobranceria: disto só nós é que percebemos, o que é que estes tipos querem agora? Dos tipos, eu era dos mais velhos, havia muita malta nova... Leia o resto →

Desapareceu o pioneiro da glória olímpica

O nome de Manuel de Oliveira, desaparecido há dias, na véspera de completar 77 anos, já dizia pouco aos mais jovens e aos mais desmemoriados. Mas ele foi um atleta de eleição, não o primeiro fundista ou meio-fundista a alcançar êxitos internacionais – como vi escrito algures – mas o primeiro a andar perto da glória olímpica, ao chegar em 4.º lugar na final dos 3.000 metros com obstáculos, nos Jogos de Tóquio, no outono de 1964. Por essa altura, o futebol português andava nas nuvens, vivia-se ainda a euforia... Leia o resto →

Não nos iludamos: as incompetências vão continuar a matar

A troca de acusações entre sacos da mesma farinha tornou-se pornográfica: a tragédia dos incêndios, com o seu cortejo de morte e destruição, faz com que, havendo poucos inocentes, os culpados se apontem uns aos outros para esconderem as misérias próprias. Cientistas e comentadores, estes divididos entre os relativamente sabedores e os totalmente ignorantes, apontam, para a desgraça, causas múltiplas que vão de teses profundas sobre desertificação à simples estupidez. É um penoso menu, que nada adiantará aos mortos e de pouco servirá aos vivos, que jamais disporão de todos... Leia o resto →

O fax de Macau e o meu amigo João Tito de Morais

No dia em que foram conhecidas as acusações do Ministério Público a José Sócrates, recuei a 1990 para recordar o caso Emaudio ou do fax de Macau – durante anos o mais mediático acerto de contas da justiça com a classe política. Esse processo envolveu, entre outros, aquele que foi um dos meus melhores amigos de toda a vida: João Tito de Morais. Acusado de corrupção ativa, foi julgado e condenado, apesar de Carlos Melancia, ex-governador de Macau e alegado corrompido, ter acabado absolvido. Acompanhei de perto o drama do... Leia o resto →

Arquitetos ou amigos das primas?

Passaram as eleições, já dá para protestar. Em baixo, uma foto, minha, mostra como nas recentes obras do Saldanha, em Lisboa, alguém optou por não subir o lancil, nem colocar pilaretes, no passeio central da Avenida Praia da Vitória, o que fez com que os carros dos selvagens destruíssem as plantas e o sistema de rega. Na segunda foto, de Olga Borges, vemos como na Praça Prof. Santos Andreia, em Benfica, também na capital, o arranjo urbanístico não contou com a circulação de autocarros. Em ambos os casos, o trabalho... Leia o resto →

A diretora de “social” que percebe até de bola

Caía o ano de 1997 quando conheci a Luísa Jeremias nas instalações do extinto diário 24horas, então a constituir a equipa de jornalistas. Foi um contacto breve porque eu era chefe de redação e deixei de ser, e ela em breve regressaria a A Capital. Reencontrámo-nos em 2001, quando fui dirigir o Tal&Qual e a convidei para chefiar a equipa redatorial. Segurámos a barra – ajudando também a fazer renascer o projeto do 24horas, que agonizava – até ao final de 2002, altura em que eu já negociava a minha transferência... Leia o resto →

Só good news para António Costa

Na segunda-feira em que escrevo esta coluna prevê-se para quarta o anúncio da candidatura de Rui Rio à presidência do PSD e aguarda-se que Pedro Santana Lopes avance igualmente para o duelo grisalho de punhos de renda. Paulo Rangel, que após a bênção de Passos Coelho mais facilmente conquistaria o aparelho e poderia mandar, retirou-se antes de se apresentar, e Luís Montenegro, que se afastou da liderança parlamentar com a precisão de um relógio suíço, optou por intervir por fora. Duplo de Passos, este não é o seu tempo. São... Leia o resto →

Sofro pela Catalunha

Gosto de Espanha e gosto da Espanha tal como está. Mas esta questão da Catalunha aflige-me. Aos 18 anos, o meu batismo de voo levou-me a Barcelona, e a primeira cidade estrangeira onde pernoitei foi Gerona. Mais de meio século volvido, a capital catalã é uma das minhas cidades preferidas, e muito por causa do elevado nível cívico e cultural da sua gente que, na verdade, tem pouco de ibérica. Há menos de dois meses, fui a Camp Nou ver o Barça-Real Madrid para a Supertaça e pensei estar noutra... Leia o resto →

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