Adolfo e Jaime: dois homens, duas gerações

No último sábado, choquei com dois títulos fortes. Um foi o da entrevista de Adolfo Mesquita Nunes ao Expresso, o outro era do CM online: Liga de Bombeiros faz ultimato ao Governo. Pertenço a uma geração que só tarde conviveu com a tolerância às orientações sexuais e com a expressão das opções individuais. Assisti a quase tudo, de sentimentos de vergonha a graçolas e insultos, passando pela coragem de casos pontuais, em especial de figuras públicas – Manuel Luís Goucha, então, foi determinante para ultrapassar preconceitos – e lamento que... Leia o resto →

A água não cai só do céu

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal avisou há dias que em 2018 a seca poderá constituir uma “calamidade ainda maior do que no ano passado”. Foi o derradeiro grito de alerta dos muitos que se têm feito ouvir e que são, afinal, o sublinhar de uma evidência. Entrámos no inverno numa situação grave em matéria de recursos hídricos, em janeiro pouco choveu e fevereiro parece ir pelo mesmo caminho. Se março e abril mantiverem a tendência, a água secará nas torneiras no próximo estio. Perante o pesadelo, o... Leia o resto →

A propósito do desaparecimento de Edmundo Pedro

A morte recente de Edmundo Pedro fez-me voltar aos tempos do gabinete de análise de imprensa que integrei e que serviu, entre 1977 e 1978, o primeiro e o segundo governos constitucionais de Mário Soares. Numa sala do edifício onde trabalhávamos, deu-se, numa tarde, a preparação de uma entrevista a Álvaro Cunhal, a ter lugar nessa noite, nos estúdios da RTP. Presentes, Edmundo Pedro, então presidente da estação, Seruca Salgado, um dos fundadores do PS e que seria o entrevistador, e José Lechner, o luso-magiar que era líder do nosso... Leia o resto →

Maria Germana Tânger: partiu uma amiga

Na manhã da fria segunda-feira da semana passada, soube por um post de João Soares que Maria Germana Tânger nos deixara, aos 98 anos. E coube-me dar a má nova à minha mãe, contemporânea e amiga da desaparecida, veterana de um dos dramas da vida longa: saber da morte dos que amamos. Declamadora, atriz, encenadora e professora de arte de dizer no Conservatório Nacional – quis o destino que eu fosse parar à turma do prof. Carlos de Sousa e não à dela – Maria Germana distinguiu-se também por uma... Leia o resto →

No tempo em que il Mago passou pelo Belenenses

O mais relevante dos fatores que caracterizam um grande treinador de futebol é a sua capacidade para fazer magia: com jogadores menos cotados, conseguir vencer as melhores equipas do Mundo. Ainda hoje, por muito que os resultados globais favoreçam Guardiola, o maior mérito de Mourinho foi ter conseguido travar a hegemonia do Barcelona de Pep, talvez o melhor onze da história. Pensei nisso quando vi, há precisamente um mês, no Estádio Bernabéu, o Barça de Ernesto Valverde ganhar (3-0) ao Real Madrid, o mesmo RM que em agosto triunfara em... Leia o resto →

Os grandes 60 anos de Carlos Manuel

A ver o delicioso Bar SportTV, conclui-se que Carlos Manuel encontrou nova vocação. Ele é um excelente contador de histórias e um facilitador da conversa alheia, qualidades que tempera com um espírito de humor que bem falta faz no triste ambiente em que vive o futebol português. Antigo jogador de raras capacidades e carreira brilhante, treinador auto-suspenso sem o mesmo êxito – breves passagens pelo Sporting e pelo Sp. Braga foi o melhor que conseguiu, não se pode ser bom em tudo – Carlos Manuel será sempre lembrado pela sua imagem... Leia o resto →

Pedro e Rui: não se lhes ouve uma ideia

A campanha para a liderança do PSD está a ser marcada por pormenores folclóricos e não se ouve aos candidatos uma ideia para o País, não se lhes conhece um projeto de rutura ou algo de inovador. Tenho pena que Pedro Santana Lopes, de quem gosto, optasse por esta tentativa de renascimento político nas atuais circunstâncias, favoráveis a António Costa e à nova geração que se lhe seguirá. Como Rio, Santana pensa que basta aparecer, utilizar o seu poder de comunicação e dizer: “Eu estou aqui e sou maravilhoso”. Em... Leia o resto →

Manuel Faria, o “herói” da corrida de São Silvestre

Recordei aqui, há poucos meses, Manuel Oliveira, quarto classificado nos 3.000 metros obstáculos dos JO de Tóquio, em 1964, e percursor dos feitos olímpicos que viriam a assinar atletas como Carlos Lopes, Rosa Mota ou Fernanda Ribeiro. Mas dez anos antes de Oliveira nascera Manuel Faria, o fundista que foi o verdadeiro pioneiro da era dourada de Lopes, Mamede e dos manos Castro. Foi ele o primeiro português a triunfar na célebre corrida de São Silvestre, que ocorria na própria noite de 31 de dezembro, em São Paulo, no Brasil,... Leia o resto →

Kirk Douglas, um monstro que resiste

A gloriosa década de 60, foi o meu período de cinéfilo furioso: mais de mil sessões e perto de dois mil filmes. As tardes de cinema eram passadas, no final das aulas e, se fosse caso disso, em seu prejuízo, numa dúzia de salas: Paris, Cinearte, Chiado Terrasse, Europa e Jardim Cinema, quase sempre, Monumental, São Jorge, Império e Condes, algumas vezes, Politeama, Eden, Avis ou Tivoli, mais raramente. Foram os tempos de glória de grandes nomes da Sétima Arte, muitos deles desconhecidos hoje das novas gerações, reféns das séries... Leia o resto →

Vieira da Silva? Tomara que não caia

Após duas horas e tal de esclarecimentos na Assembleia da República, na segunda-feira, Vieira da Silva e eu – já explicarei porquê – respirámos de alívio: a modéstia da intervenção do PSD e o exagero da interpelação do CDS permitiu-nos sair vivos de S. Bento. Mal refeitos do stress da tarde, caiu a noite com José Miguel Júdice a citar uma conversa com Santana Lopes para envolver Vieira da Silva num outro suposto caso – o da entrada da Santa Casa da Misericórdia no capital do Montepio, que Santana condicionara, com a... Leia o resto →

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