A Seleção vai inexplicavelmente no rumo certo

“In illo tempore”, viviam ainda os professores na ilusão da terra onde escorria o leite e o mel, era a estrelinha de António Costa que empalidecia, com os Kamov avariados, as capoeiras por restaurar, a pressão dos lóbis a exigir mais meios, enfim o verão bombeiral a ameaçar deixar tudo descalço outra vez. Mas a entrada em parafuso do presidente do Sporting aspirou o interesse dos média e as emoções da canalha com a gula com que o papel mataborrão absorve a tinta – e Costa refugiou-se no limbo. Encravado,... Leia o resto →

Cristiano e Messi: o mais forte de todos e o melhor da história

Vejo como um caso de estudo que a justa euforia em torno do histórico desempenho de Cristiano Ronaldo, frente à Espanha, seja acompanhada por críticas absurdas a Lionel Messi, por não ter convertido um penálti e carregado a seleção argentina às costas. Vão ser esses os comentadores que amanhã, se Cristiano estiver mais apagado face a Marrocos e Messi fizer um jogo ao seu nível contra a Croácia, dirão ou escreverão precisamente o contrário do que fizeram nos últimos dias. Tantos anos a ver futebol sem entenderem que, num minuto,... Leia o resto →

Jogámos a passo, devagar e devagarinho, à espera do mesmo de sempre

A bola sobe fora do alcance do mais alto da barreira, Piqué, faz a barba a Busquets, que estica a cabeça em desespero sem lhe conseguir tocar e desce para a gaveta de De Gea, incapaz de reparar, com uma defesa impossível, o seu erro descomunal no segundo golo de Cristiano: e assim fez o capitão, ao cair do pano, o imerecido empate para Portugal. Imerecido não é talvez o termo adequado porque no futebol não há justiça e os protagonistas é que contam, sejam 11 ou apenas um, como... Leia o resto →

Federer e Nadal voltaram a ser os donos do ténis

São 17 títulos do Grand Slam, 11 dos quais em Roland Garros – sete na última década – a juntar a quatro taças Davis, a 32 torneios Masters 1000, às medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de 2008 e 2016, a 100 milhões de dólares de “prize money” e por aí fora: eis o extraordinário palmarés de Rafael Nadal, após ter vencido ontem, em Paris, um troféu que lhe permite manter-se como n.º 1 do ranking ATP e confirmar a sua condição de melhor tenista em terra batida da história.... Leia o resto →

A defesa está ótima, o pior é o manicómio

Grande foi a demonstração de capacidade da Seleção, superando claramente uma Bélgica fortíssima, a atuar em casa e a não lograr o que raramente falha: golos. Fernando Santos parece ter acertado no quarteto defensivo titular – não por acaso, o da final do Europeu – que se exibiu a alto nível, permanecendo, todavia, um velho problema. É que com a carga de jogos do Mundial vai ser preciso rodar e as quatro alternativas não estão no mesmo patamar – por experiência a mais ou experiência a menos. Recordo o erro... Leia o resto →

Obrigado, querido Sergio Ramos!

Carles Puyol, lenda viva do Barcelona e da seleção espanhola, convida os responsáveis catalães à reflexão: com o melhor Barça da história, como pôde o Real Madrid ganhar quatro das cinco últimas ligas dos Campeões? A resposta imediata será a do talento. Zidane soma nove títulos conquistados em dois anos e meio – e isso é matemática, como diz aquele divertido senhor na televisão. Haverá outra explicação: é que se existem camisolas que ganham jogos, elas são do Real. A final de Kiev foi, aliás, um exemplo desse fenómeno. Acossados... Leia o resto →

Acabou um pesadelo no Sporting? Vêm aí outros…

A semana de pesadelo sportinguista terminou ontem, com uma exibição digna no Jamor, insuficiente, no entanto, para a conquista da Taça de Portugal. A missão era impossível, após tantos dias de martírio psicológico, de falta de preparação técnica, de intranquilidade e até de abandono por parte de quem devia apoiar a equipa e se colocou em posição de não o poder fazer. E novo insucesso se somou à “perda” da Champions. A semana negra findou, mas hoje começou outra, talvez aquela em que várias cargas de cavalaria, pesadas e veremos... Leia o resto →

Sérgio Conceição, o recuperador de ativos

Naquele tipo de comentário esquizofrénico tão comum em Portugal, ecoam por montes e vales as odes de glória a Sérgio Conceição – agora que não resta outra coisa. Mas quero cair nesse pecado e insistir em fazer chover no molhado para sublinhar o que noto ser menos valorizado nas capacidades do treinador do FC Porto: a notável recuperação de jogadores a que com tanto sucesso se dedicou. Voltei a recordar esse “pormenor”, no sábado, na “manif” dos Aliados, perante duas imagens emblemáticas, ambas com o mesmo intérprete, o internacional mexicano... Leia o resto →

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