O que falta no futebol português é um gesto de grandeza

Tive de chegar ao final da entrevista de Rui Pedro Soares, na edição de Record de sábado, para encontrar a melhor frase do seu depoimento e uma das poucas em que o discurso me pareceu razoável: “Estamos a fanatizar uma geração!” Imediatamente antes, o diretor da SAD azul justificava a opinião com “o mal que está na ser feito ao futebol e o ódio que está a ser introduzido”, por culpa dos três “grandes”, diz, e da “guerra mediática” que promovem e que “prejudica” os outros 15 clubes da liga.... Leia o resto →

Nuno, o reinventor

Sinto-me dividido quanto à contratação de Nuno Espírito Santo pelo FC Porto. Por um lado, alinho com a estranheza de alguns – e a falta de entusiasmo de quase todos – pela escolha de um técnico de currículo modesto, arrancado ao desemprego e ferido pela calamitosa passagem pelo Valencia, embora, verdade se diga, os seus sucessores não tenham feito melhor. E também pela velha teoria de que os guarda-redes nunca deram grandes treinadores, como Lopetegui confirmou. Por outro lado, parece-me adequada a opção por um homem da casa, amarrado para... Leia o resto →

Os nervos de aço de Lopetegui

A vitória retumbante sobre o Bayern tirou de vez as dúvidas, a quem ainda teimava em mantê-las, quanto ao acerto da contratação de Julen Lopetegui por parte do FC Porto e à razão que assistia a Pinto da Costa quando, contra a opinião de muita gente, “segurou” o técnico e lhe renovou mandato e confiança. Quero recordar que mesmo sabendo que a capacidade de Lopetegui não podia estar em causa, duvidei que triunfasse no Dragão. Por um lado porque nunca jogara ou treinara fora de Espanha e era um líder... Leia o resto →

Jorge Jesus vai ter de voltar ao princípio

O Barcelona gastou 145 milhões de euros em cinco novos jogadores e o Real Madrid 110 milhões só em James e Kroos. É o campeonato dos clubes milionários, esse em que participam os dois gigantes espanhois e no qual não entra, por exemplo, o Valência, que pagou 16 milhões de euros por um guarda-redes cujo currículo se fica por meia época de qualidade no Benfica. Por cá, a capacidade de investimento – ou de esbanjamento – é outra e os “grandes” fizeram compras de 50 e tal milhões de euros,... Leia o resto →

A revolta de Mangala

Poucos acreditavam que Pinto da Costa segurasse Paulo Fonseca após a derrota com o Estoril, no Dragão, e menos seriam, depois de mais esse descalabro – igualmente exibicional – os crentes no êxito portista na Alemanha. Mas quem tem jogadores de qualidade pode não ter equipa, como vem sucedendo demasiadas vezes com o FC Porto, mas dispõe sempre de capacidade para tirar um coelho da cartola. E foi o que aconteceu em Frankfurt, ainda por cima graças a um protagonista improvável: Mangala. Improvável, digo bem. Desejado por meia Europa dos... Leia o resto →

O regresso de Quaresma

Há futebolistas que nasceram para jogar num clube, e esse é o caso de Ricardo Quaresma, que regressa ao FC Porto para uma última tentativa de relançar a sua carreira. Foi, aliás, o que sucedeu já em 2004, quando o avançado se mostrava inadaptado em Barcelona – onde arranjou conflitos com o treinador Frank Rijkaard – e os portistas o resgataram, por 6 milhões de euros e no processo da “venda” de Deco, para o que viriam a ser as melhores temporadas do seu percurso. Nada vocacionados para jogadores problemáticos,... Leia o resto →

FC Porto e Belenenses: êxito começa na gestão

Pinto da Costa lançou no FC Porto, com avanço de pelo menos uma década sobre a concorrência, a gestão profissional do futebol. Não profissional para distribuir salários pelos amigos, mas profissional porque feita por especialistas, por gente competente que o próprio Pinto da Costa foi escolhendo com um rigor de laboratório. Hoje, felizmente, já outros responsáveis de outros clubes entenderam que só há um caminho – e é esse. O caso do Belenenses é o derradeiro exemplo do que distingue a competência da falta dela. Enquanto se ia vivendo de... Leia o resto →

Agora já sabemos por que foi o FC Porto contratar Liedson

A guerra pela nomeação de Pedro Proença terminava empatada, como o resultado que se verificava a 10 minutos do fim: o árbitro fez o seu trabalho, com alguma habilidade na gestão dos amarelos mas genericamente com a competência que se lhe reconhece. E o FC Porto, a atuar no Dragão, tinha o título perdido. O que pode fazer um treinador quando o desgaste é já total, o jogo se aproxima do fim, a plateia rói as unhas, a bola não entra na área adversária, o banco parece sem soluções, e... Leia o resto →

Pinto da Costa, o pensador

Ou Pinto da Costa já não é o mesmo ou estamos perante um enigma, uma dúvida insolúvel, algo que não entendemos e que quero partilhar com os meus leitores, talvez isso me ajude. Comecemos pela “hesitação” de Luís Filipe Vieira em prolongar o contrato de Jorge Jesus, uma “hesitação” que só a certeza do título, ainda longe de se verificar, poderá matar. Parece-me lógico considerar que se o Benfica não for campeão o ciclo do técnico no clube estará terminado, ainda que a eventual conquista da Liga Europa e da... Leia o resto →

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