Igrejas Caeiro não merecia isto

“Não é verdade que não tinha nada, eu tinha o rádio ligado” – Marilyn Monroe, mito do cinema, 1926-1962 Bem antes do 25 de abril, subi no meu Fiat 600 ao Alto do Lagoal, em Caxias, para ver onde morava Francisco Igrejas Caeiro, de que só conhecia a fama – e que silêncio, que vista sobre o Tejo, que casa, que sítio fabuloso! Estava então longe de imaginar que visitaria um dia a moradia – projetada pelo arquiteto Keil do Amaral – e o proprietário. Isso aconteceria largos anos depois,... Leia o resto →

O homem que não resistia a subsídios

Há pessoas com tendência para fazer inimigos e pagar pela irritação coletiva. É o caso de Feliciano Barreiras Duarte, ex-secretário-geral do PSD, acusado de ter melhorado o seu currículo académico, e atingido de novo, antes de poder recuperar do primeiro tiro, por supostamente ter recebido, largos anos atrás, como deputado, um subsídio de residência a que não teria direito. Integrante do núcleo duro de Rui Rio, líder político que se tem distinguido pela defesa de princípios, Barreiras Duarte teve de se demitir. Sorte dele porque os inimigos, de dentro e... Leia o resto →

Aurélio Pereira: o formador de campeões que recusa protagonismo

Cristiano Ronaldo, Futre, Figo, Nani e Quaresma são apenas os nomes maiores dos excelentes futebolistas que devem a Aurélio Pereira terem encontrado o caminho para o êxito na profissão e na vida. Porque o responsável pelo departamento de Prospeção e Recrutamento do Sporting tem tido a capacidade de ser, em simultâneo, descobridor de talentos, fazedor de campeões e formador de homens. Há dias, por proposta da Federação Portuguesa de Futebol, a UEFA atribuiu ao técnico a Ordem de Mérito pelo seu contributo – de quase 50 anos! – para o... Leia o resto →

No tempo em que a lista dos Oscars era cavada à mão

Quer saber em que ano começarama ser atribuídos os Oscars? Com que filme alcançou Frances McDormand o primeiro galardão? Quantas vezes Meryl Streep foi nomeada? Se Jane Fonda ganhou alguma estatueta dourada? Se o pentacampeão olímpico de natação, Johnny Weissmuller, mereceu a escolha da Academia de Hollywood pelo seu papel de Tarzan? Nada mais fácil: faz uma pesquisa na internet, escrutina a fonte se for caso para tanto, e logo tem o que pretende. A última cerimónia de entrega dos Oscars, transmitida em direto pela SIC – sem tradução simultânea,... Leia o resto →

José Pestana em ação 30 anos depois

Entusiasmado com a recente visita de Marcelo Rebelo de Sousa a São Tomé e Príncipe, o diretor de relações exteriores da EuroAtlantic Airways – acionista da companhia aérea de São Tomé e Príncipe, a STP Airways – divulgou, nas redes sociais, fotos que confirmaram o que as televisões já nos tinham mostrado: o êxito de mais uma viagem presidencial. A novidade para mim, na reportagem, foi o “reaparecimento” público desse diretor da EuroAtlantic, o meu velho amigo José Caetano Pestana. Na longínqua Lisboa noturna das décadas de 80 e 90,... Leia o resto →

Raul Figueiredo ou a luta contra o esquecimento

Filho do famoso Raul Soares de Figueiredo, Tamanqueiro – futebolista internacional que brilhou no Olhanense e no Benfica – Raul António Leandro de Figueiredo, que por estes dias completou 88 anos, pouco diz hoje, aliás como o pai, aos adeptos do desporto-rei. Ele fez parte das equipas do Belenenses que iluminaram a minha década de 50 com o vibrante futebol que eu via nas Salésias. Jogou ao lado de Matateu e Di Pace, e chegou também à Seleção Nacional. Era um central de grande poder físico e de uma entrega... Leia o resto →

No tempo dos concursos de misses

O final da década de 80 constituiu um período de grande atividade nas discotecas de Lisboa, longe de ser invadida pela marginalidade e mesmo pelo crime. A internet e as televisões privadas vinham longe e sair à noite estava in. De igual modo, viveu-se a época dourada dos concursos de beleza, que iam desde o clássico Miss Portugal, que o Correio da Manhã patrocinava, com enorme êxito, e cuja final decorria no Casino Estoril – até desfiles mais ligeiros como os de Miss Primavera, ou mesmo mais arrojados, como os... Leia o resto →

A tarde em que o Jordão não apareceu ao Bonzinho

O semanário Off-Side publicou-se entre 1982 e 1984, no tempo em que jornalistas e agentes desportivos mantinham uma relação saudável e amiga. Um dos jogadores que mais colaboravam com o jornal chamava-se, e chama-se, Rui Jordão. Era tal a confiança que o João Bonzinho, o mais próximo do craque sportinguista, acertou com ele uma entrevista para a tarde do feriado de 1 de novembro de 1984, véspera de saída do jornal. Ao princípio da noite, a edição estava quase fechada, faltavam as páginas centrais e a primeira, dependentes da conversa... Leia o resto →

A propósito do desaparecimento de Edmundo Pedro

A morte recente de Edmundo Pedro fez-me voltar aos tempos do gabinete de análise de imprensa que integrei e que serviu, entre 1977 e 1978, o primeiro e o segundo governos constitucionais de Mário Soares. Numa sala do edifício onde trabalhávamos, deu-se, numa tarde, a preparação de uma entrevista a Álvaro Cunhal, a ter lugar nessa noite, nos estúdios da RTP. Presentes, Edmundo Pedro, então presidente da estação, Seruca Salgado, um dos fundadores do PS e que seria o entrevistador, e José Lechner, o luso-magiar que era líder do nosso... Leia o resto →

Desapareceu a mulher que deu a volta ao Luís Afonso

O velho mundo da imprensa em formato papel não se tem vindo a desintegrar apenas porque os tempos mudaram e o audiovisual nos comanda hoje a vida. Mudou igualmente porque foram desaparecendo, um após outro, os gigantes dessa indústria. O último a partir, há poucos dias, foi quase uma lenda: Maria Margarida Ribeiro dos Reis, até há cerca de dez anos administradora de A Bola e filha de António Ribeiro dos Reis, um dos fundadores do jornal da Travessa da Queimada. Quem com ela privou já lhe teceu os merecidos... Leia o resto →

« Entradas mais antigas

 
Back to top