A tarde em que o Jordão não apareceu ao Bonzinho

O semanário Off-Side publicou-se entre 1982 e 1984, no tempo em que jornalistas e agentes desportivos mantinham uma relação saudável e amiga. Um dos jogadores que mais colaboravam com o jornal chamava-se, e chama-se, Rui Jordão. Era tal a confiança que o João Bonzinho, o mais próximo do craque sportinguista, acertou com ele uma entrevista para a tarde do feriado de 1 de novembro de 1984, véspera de saída do jornal. Ao princípio da noite, a edição estava quase fechada, faltavam as páginas centrais e a primeira, dependentes da conversa... Leia o resto →

A propósito do desaparecimento de Edmundo Pedro

A morte recente de Edmundo Pedro fez-me voltar aos tempos do gabinete de análise de imprensa que integrei e que serviu, entre 1977 e 1978, o primeiro e o segundo governos constitucionais de Mário Soares. Numa sala do edifício onde trabalhávamos, deu-se, numa tarde, a preparação de uma entrevista a Álvaro Cunhal, a ter lugar nessa noite, nos estúdios da RTP. Presentes, Edmundo Pedro, então presidente da estação, Seruca Salgado, um dos fundadores do PS e que seria o entrevistador, e José Lechner, o luso-magiar que era líder do nosso... Leia o resto →

Desapareceu a mulher que deu a volta ao Luís Afonso

O velho mundo da imprensa em formato papel não se tem vindo a desintegrar apenas porque os tempos mudaram e o audiovisual nos comanda hoje a vida. Mudou igualmente porque foram desaparecendo, um após outro, os gigantes dessa indústria. O último a partir, há poucos dias, foi quase uma lenda: Maria Margarida Ribeiro dos Reis, até há cerca de dez anos administradora de A Bola e filha de António Ribeiro dos Reis, um dos fundadores do jornal da Travessa da Queimada. Quem com ela privou já lhe teceu os merecidos... Leia o resto →

No tempo em que il Mago passou pelo Belenenses

O mais relevante dos fatores que caracterizam um grande treinador de futebol é a sua capacidade para fazer magia: com jogadores menos cotados, conseguir vencer as melhores equipas do Mundo. Ainda hoje, por muito que os resultados globais favoreçam Guardiola, o maior mérito de Mourinho foi ter conseguido travar a hegemonia do Barcelona de Pep, talvez o melhor onze da história. Pensei nisso quando vi, há precisamente um mês, no Estádio Bernabéu, o Barça de Ernesto Valverde ganhar (3-0) ao Real Madrid, o mesmo RM que em agosto triunfara em... Leia o resto →

Os grandes 60 anos de Carlos Manuel

A ver o delicioso Bar SportTV, conclui-se que Carlos Manuel encontrou nova vocação. Ele é um excelente contador de histórias e um facilitador da conversa alheia, qualidades que tempera com um espírito de humor que bem falta faz no triste ambiente em que vive o futebol português. Antigo jogador de raras capacidades e carreira brilhante, treinador auto-suspenso sem o mesmo êxito – breves passagens pelo Sporting e pelo Sp. Braga foi o melhor que conseguiu, não se pode ser bom em tudo – Carlos Manuel será sempre lembrado pela sua imagem... Leia o resto →

Manuel Faria, o “herói” da corrida de São Silvestre

Recordei aqui, há poucos meses, Manuel Oliveira, quarto classificado nos 3.000 metros obstáculos dos JO de Tóquio, em 1964, e percursor dos feitos olímpicos que viriam a assinar atletas como Carlos Lopes, Rosa Mota ou Fernanda Ribeiro. Mas dez anos antes de Oliveira nascera Manuel Faria, o fundista que foi o verdadeiro pioneiro da era dourada de Lopes, Mamede e dos manos Castro. Foi ele o primeiro português a triunfar na célebre corrida de São Silvestre, que ocorria na própria noite de 31 de dezembro, em São Paulo, no Brasil,... Leia o resto →

Kirk Douglas, um monstro que resiste

A gloriosa década de 60, foi o meu período de cinéfilo furioso: mais de mil sessões e perto de dois mil filmes. As tardes de cinema eram passadas, no final das aulas e, se fosse caso disso, em seu prejuízo, numa dúzia de salas: Paris, Cinearte, Chiado Terrasse, Europa e Jardim Cinema, quase sempre, Monumental, São Jorge, Império e Condes, algumas vezes, Politeama, Eden, Avis ou Tivoli, mais raramente. Foram os tempos de glória de grandes nomes da Sétima Arte, muitos deles desconhecidos hoje das novas gerações, reféns das séries... Leia o resto →

O dia em que Jaime Gama podia não ter almoçado

Em setembro de 2011, o Mundo vivia o horror pela ação terrorista nas Torres Gémeas, de Nova Iorque. No Tal&Qual, quisemos então saber como estaria a segurança numa dezena de edifícios públicos de Lisboa. Envergando uniformes de uma empresa fictícia de ar condicionado, a Ar&Tal, os repórteres Fernando Brandão e João Bénard Garcia – este hoje na Cofina – entraram facilmente em seis dos prédios-alvo, como a CGD ou a RTP. Já na Assembleia da República ficaram à porta, por falta de credencial, na Câmara Municipal de Lisboa visitaram o edifício mas não... Leia o resto →

Cada pessoa tem a sua época

Num destes dias, ao ver a psicóloga Teresa Paula Marques num debate na televisão, lembrei-me, por um lado do seu trabalho numa série que produzi para a RTP, em 1995 – A minha vida dava um filme, a que já aqui fiz referência em 2011, a propósito de uma entrevista de vida a Isabel Wolmar – e por outro da apresentadora do programa, uma mulher da velha guarda da estação oficial, que vivia, ela própria, num dilema frequente no seu escalão etário – ela tinha 62 anos. Dizia então Isabel... Leia o resto →

Núcleo de Teatro das CRGE: fez-se luz na companhia da eletricidade

No final de 1969, ganhava eu cerca de 700 euros, a valores atuais, na rádio, e fazia teatro amador no Clube Estefânia, quando respondi a um anúncio para encenador nas CRGE, Companhias Reunidas de Gás e Eletricidade, mais tarde EDP. Juntei uma carta de recomendação de Álvaro Benamor, meu professor no Conservatório Nacional, e fui escolhido. Por esse novo trabalho em part time pagavam-me quatro mil escudos limpos, hoje perto de 1200 euros, um luxo para os meus 23 anos. Começámos em março do ano seguinte com um texto de... Leia o resto →

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