Passaram 14 anos: é tempo de partir

Com esta crónica, chegam ao fim 14 anos de escrita semanal na Sábado, sendo quatro de edição de Parece que foi ontem, 200 evocações de pequenos episódios, boa parte deles – como é o caso do último, aqui ao lado (ao lado na revista, no site será no post seguinte) – tendo-me como discreto protagonista. Mantive reserva sobre os derradeiros 15 anos, pus de lado histórias antigas de menor dignidade, evitei recordações tristes e tentei não ser injusto. Optei por citar pessoas pela positiva e por não me entregar a acertos... Leia o resto →

Caixa Geral de Depósitos: os milhões e os trocos

A Relação acaba de dar razão aos funcionários da Caixa Geral de Depósitos que reclamaram do facto de lhes ter sido cortado um mês de subsídio de refeição. Não, não se tratou de uma ação de poupança absurda da administração do banco, antes da aplicação de uma norma seguida por todas as empresas: quando está de férias, o trabalhador não recebe subsídio de alimentação. Por muito óbvio que possa parecer, na CGD não era assim, o dinheiro jorrava e pagavam-se os almoços durante os 12 meses. E agora, por decisão... Leia o resto →

Feliciano Barreiras Duarte: humano e imperfeito

O caso de Feliciano Barreiras Duarte, exageradamente alvo de troça, como se o protagonista tivesse feito mais ou pior do que outros que por aí andam, apaparicados com salamaleques, é em muitos aspetos semelhante à tentativa de assassínio político de que foi alvo, há uma década, Ribau Esteves, outro ex-secretário-geral do PSD. As redes sociais ainda não tinham a projeção de hoje mas nos media – e nos programas de graçolas – se a Luís Filipe Menezes não se dava descanso, Ribau Esteves era o clown. Enganámo-nos na porta. Em... Leia o resto →

O imposto da inveja

As cabeças vinham dos tempos de vertigem, dos hábitos de lassidão, das mordomias e dos esquemas. Cada eminência parda consultada pelo acionista pedia fortunas à Cofina para lançar um canal de televisão. E tudo foi ficando em stand by até ao dia em que a companhia percebeu que tinha dentro de casa um visionário com um projeto editorialmente credível – assente numa filosofia clara e inovadora, a informação primeiro – e financeiramente adequado à profunda crise que atravessavam os média e o país. Avançou, então, a Cofina. E cinco anos... Leia o resto →

A esperança de Assunção Cristas

A sondagem da Aximage para o Correio da Manhã atribuía, no início do mês, 5,4% das intenções de voto ao CDS. É com esse valor, ou com outro mais recente que lhe dá 6,6%, que em pouco mais de um ano não conseguirá duplicar – e ainda inebriada pelo bom resultado, por falta de comparência do PSD, nas eleições para a Câmara de Lisboa – que Assunção Cristas assume a candidatura a primeira-ministra. Mas essa ambição só se concretizaria com o total afundamento de Rui Rio e do seu partido... Leia o resto →

Fernando Negrão? Demasiado decente

Foi comovente e ao mesmo tempo dececionante assistir ao primeiro debate entre António Costa e o novo líder parlamentar do PSD. Comovente por se confirmar que a política pode ser melhor desde que exista vontade e um nível intelectual superior, como é o caso de Fernando Negrão, uma pessoa respeitável e respeitadora, um deputado que transitou da área da justiça, um juiz que tem da política uma visão de serviço e na vida uma postura vertical. António Costa e Ferro Rodrigues não perderam a oportunidade para o saudar e sorrisos... Leia o resto →

A maldição dos aparelhos partidários

No regresso à ribalta, António Capucho não poderia ter sido mais claro: “Estão a tentar fazer a cama a Rui Rio”. Afinal, o ex-presidente da Câmara de Cascais conhece bem essa arte, já que só não fez a cama a Passos Coelho porque lhe faltavam lençóis. Mas a lata de Capucho vai mais longe ao defender que os deputados sociais-democratas que não concordam com a linha política traçada por Rio deviam afastar-se do Parlamento – e alguns, coitados, iriam viver de quê? Curiosamente, o ex-ministro de Soares e Cavaco não... Leia o resto →

Adolfo e Jaime: dois homens, duas gerações

No último sábado, choquei com dois títulos fortes. Um foi o da entrevista de Adolfo Mesquita Nunes ao Expresso, o outro era do CM online: Liga de Bombeiros faz ultimato ao Governo. Pertenço a uma geração que só tarde conviveu com a tolerância às orientações sexuais e com a expressão das opções individuais. Assisti a quase tudo, de sentimentos de vergonha a graçolas e insultos, passando pela coragem de casos pontuais, em especial de figuras públicas – Manuel Luís Goucha, então, foi determinante para ultrapassar preconceitos – e lamento que... Leia o resto →

A água não cai só do céu

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal avisou há dias que em 2018 a seca poderá constituir uma “calamidade ainda maior do que no ano passado”. Foi o derradeiro grito de alerta dos muitos que se têm feito ouvir e que são, afinal, o sublinhar de uma evidência. Entrámos no inverno numa situação grave em matéria de recursos hídricos, em janeiro pouco choveu e fevereiro parece ir pelo mesmo caminho. Se março e abril mantiverem a tendência, a água secará nas torneiras no próximo estio. Perante o pesadelo, o... Leia o resto →

Maria Germana Tânger: partiu uma amiga

Na manhã da fria segunda-feira da semana passada, soube por um post de João Soares que Maria Germana Tânger nos deixara, aos 98 anos. E coube-me dar a má nova à minha mãe, contemporânea e amiga da desaparecida, veterana de um dos dramas da vida longa: saber da morte dos que amamos. Declamadora, atriz, encenadora e professora de arte de dizer no Conservatório Nacional – quis o destino que eu fosse parar à turma do prof. Carlos de Sousa e não à dela – Maria Germana distinguiu-se também por uma... Leia o resto →

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