Marcelo em minha casa

Nos dois anos da “colaboração institucional” com António Costa, a popularidade de Marcelo Rebelo de Sousa foi extraordinária. Só terá caído um pouco (terá?) a partir do dia em que o PR teve de apontar um caminho ao Governo e este se apressou a segui-lo, permitindo depois o PS que figuras menores mordessem nas canelas do Presidente, em nome da “liberdade de expressão” – que tem as costas largas. Mas a maioria das pessoas é mais influenciada pela realidade que lhe chega através da televisão do que pelas manobras da... Leia o resto →

Marcelo, o Justo

A esquerda que não votou em Marcelo Rebelo de Sousa, e que em boa parte o detesta, arrepiou-se ao vê-lo atribuir a Grã-Cruz da Ordem do Mérito, a título póstumo, a António Champalimaud. Fez idêntico esgar de desprezo ao de certa direita quando, há dois meses, Marcelo entregou à viúva de Salgueiro Maia a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, com que quis honrar o militar de abril. E como paga por ser justo o Presidente! Primeiro, por ter interpretado a vontade de muitos portugueses – atrevo-me a escrever... Leia o resto →

Guerra ao caruncho em Belém

Pelo famigerado relógio de pé alto do Palácio de Belém, que marca sempre a mesma hora, calcula-se o estado de decrepitude dos tarecos da residência oficial do Presidente: os que estão em exposição e os da arrecadação, todos catalogados como património nacional para escaparem à lareira. Marcelo não precisará de primeira-dama para meter na gaveta essa ordem do bicho da madeira e do bafio. Escrevo isto depois de sentir a ira dos nossos ícones do bom gosto e da modernidade pela escolha do cenário em que o PR se dirigiu... Leia o resto →

O desafio de Marcelo

A descida da casa dos pais até à Assembleia sem a presença dos repórteres – ainda impreparados para antecipar a criatividade do novo Presidente – os filhos no anonimato do passeio público, enquanto ele subia, sozinho, a rampa do Palácio de Belém, ou o boné na cabeça, a caneta na boca e a manta nas pernas, no concerto da Praça do Município foram sinais de que o mandato de Marcelo Rebelo de Sousa poderá iniciar a reconciliação dos portugueses com a sua classe política. Em São Bento, as imagens das... Leia o resto →

Rui Ochôa: o fotógrafo dos presidentes

“Fotografar é colocar na mesma linha a cabeça, o olho e o coração” – Henri Cartier-Bresson, fotojornalista francês, 1908-2004 Foi lançado na semana passada o livro Afectos, em que o repórter-fotográfico Rui Ochôa descreve, por imagens, o percurso que levou Marcelo Rebelo de Sousa da decisão de candidatura à vitória eleitoral. Fotógrafo oficial de Sá Carneiro, de Francisco Balsemão e de Cavaco Silva, ex-diretor de fotografia do Expresso, Rui Ochôa deu, há 25 anos e a propósito da nova imagem de Cavaco Silva, uma entrevista à Tomorrow. Nela revelava ter... Leia o resto →

Marcelo apoiou Eanes há 40 anos

Com o golpe de 25 de Novembro de 1975 ainda fresco na memória, e com Otelo Saraiva de Carvalho candidato às eleições presidenciais de 27 de Junho de 1976, multiplicavam-se, um mês antes, os apoios à candidatura de Ramalho Eanes, afinal o homem que coordenara a reacção militar às forças que tinham o estratega do 25 de Abril como referência – e que haviam sido derrotadas seis meses antes. A comissão nacional de apoio a Eanes integrava personalidades das mais notáveis da sociedade portuguesa, como Sophia de Mello Breyner, Abranches... Leia o resto →

Barroso apoiou Marcelo como Valentim apoiou Soares

“Ao homem superior pouco se lhe dá que o elogiem ou censurem, ele não ouve senão a voz da própria consciência” – Napoleão Bonaparte Beneficiando do fenómeno PRD, Cavaco Silva ganhava as legislativas de Outubro de 1985 e o primeiro-ministro cessante, Mário Soares, candidatava-se à Presidência, para tentar suceder a Ramalho Eanes. Soares passaria à segunda volta com 25% dos votos e ganharia depois a Freitas do Amaral, por escassa margem. Recordarei até ao fim o derradeiro comício da candidatura vencedora, com o pavilhão da antiga FIL, na capital, repleto... Leia o resto →

Marcelo, Raonic e as desculpas de burro

Milos Raonic, nascido há 25 anos no Montenegro e canadiano por opção, é um dos mais aborrecidos tenistas do circuito mundial. Apesar das excepcionais condições físicas – tem 1 metro e 96 – nunca ganhou um torneio do Grand Slam ou disputou sequer uma final, mas chegou há dias às meias-finais do Open da Austrália graças a um trunfo irritante: um serviço a 230 km/h que lhe dá mais de 20 ases por jogo, o que constituiria um avanço insuperável caso o seu talento para o ténis fosse maior. Apesar disso,... Leia o resto →

Belém traçou o seu destino

Enquanto uns vibravam com o entusiasmo inútil dos velhos comícios, que só convencem os que já estão convencidos, Marcelo falava, no final da campanha, em Celorico de Basto – e na televisão – da sua avó Joaquina e da ligação à terra, combatendo com isso a tradicional abstenção no interior do País, afinal aquela que mais o poderia prejudicar. No polo oposto, reinava o desnorte, com Maria de Belém já com a aura da derrota, sem muitos daqueles que não resistiram à proximidade da humilhação anunciada pelas sondagens e ao... Leia o resto →

Os candidatos presidenciais e o clube do amor

Na Quadratura do Círculo, António Lobo Xavier revelou estar como Jorge Coelho e “gostar deles todos”. Referia-se à gente do CDS e não à do PS, claro. Eu peço imodestamente licença para me juntar a esse clube do amor, a propósito dos candidatos presidenciais.   Na realidade, gosto de Marcelo e sinto-me órfão ao domingo à noite. Gosto de Nóvoa e do seu talento de malabarista do verbo. Gosto de Maria de Belém e da ideia de pôr os chefes de Estado que nos visitem a comer com os pobrezinhos.... Leia o resto →

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