Jorge Jesus em busca da defesa perdida

Marco Ferreira confirmou, aqui no Record, o que todos vimos menos o árbitro: Soares a enganar Schelotto antes de cabecear para o 3-3, em Guimarães. E escrevo enganar, e não empurrar, desde logo por se ter tratado de um daqueles empurrões que os jogadores dão uns aos outros, dentro da área, para ganharem posição. E depois porque em vez de se tentar reposicionar – a bola ainda vinha longe… – o defesa argentino se preocupou, sim, mas com Marega, puxando-lhe a camisola, como a excelente foto de abertura da nossa... Leia o resto →

A bazófia paga-se caro no futebol

Os últimos auto-elogios de Jorge Jesus, empolgado com a bela exibição do Sporting em Madrid, surgiram na pior altura. Não pelo justo orgulho do técnico na sua capacidade – uma vitória em Camp Nou ou uma derrota na Arrentela manteriam tanto os seus méritos como os deméritos – mas pelo catastrófico efeito que não terão deixado de produzir nos jogadores, esmagados, quatro dias antes, pelo camartelo do Bernabéu. Foram esses profissionais generosos, que estiveram à beira de fazer história no futebol, que ouviram o seu treinador, antes de uma partida... Leia o resto →

Derrota injusta do Sporting? Contra o destino, nada feito

Em dez jogos em casa para início da Liga dos Campeões, o Real Madrid obteve dez vitórias. E isso aconteceu tanto a jogar bem como a não dar uma para a caixa, como ontem – ou como sucede, vendo bem as coisas, desde a última época de José Mourinho, quando os barões do balneário merengue se dedicaram, com pleno êxito, mais à intriga do que ao futebol. A esse peso estatístico chama-se destino e contra o destino, nada feito. Os leões ainda ousaram desafiá-lo até ao minuto 89, aquele em... Leia o resto →

O elixir de Alvalade ou a descoberta da pólvora

Reza a lenda que na China do século IX, ao procurar criar o elixir da imortalidade, um grupo de alquimistas descobriu a pólvora. Também o Sporting recorreu a um alquimista, Bruno de Carvalho, para inverter o rumo das desgraças que se sucediam em Alvalade e descobrir a pólvora. Podia é tê-lo tido mais cedo, logo nas eleições de 2011, quando Bruno tinha a batalha ganha até às 18 horas, para depois aparecer, sobre o fecho das urnas, a brigada do reumático, carregada de votos, a virar a coisa para o... Leia o resto →

Peseiro, Jesus e o trio maravilha

Na escola, o professor faz uma pergunta de algibeira ao Tonecas: duas equipas de futebol defrontam-se, uma delas atira duas bolas aos ferros da baliza adversária e a outra não atira nenhuma; qual dessas equipas é treinada por José Peseiro? O menino sorri de alívio, essa ele sabe. Lamúrias. O certo é que se no remate de Herrera ao poste, logo no início do jogo, a bola tivesse entrado, os portistas adiantar-se-iam no marcador. E se a “bomba” que Sérgio Oliveira lançou à barra desse em golo, restabeleceria o empate... Leia o resto →

A prepotenciazinha 42 anos depois

O 25 de abril de 1974, ao acabar com a PIDE, deu fortíssima machadada nos abusos de poder, tanto mais que impôs, em simultâneo, o regime democrático que defende as liberdades e dá garantias de igual tratamento aos cidadãos. Ao que os 42 anos de abril não conseguiram pôr fim foi à prepotenciazinha que dorme dentro de nós, mesmo contra a nossa vontade, nem à necessidade de afirmação sobre o outro, que não poucas vezes resulta em perseguição disfarçada de justiça. Passa-se isso, por exemplo, com o funcionário alfandegário que... Leia o resto →

O Benfica ganhou porque a vida são os momentos

O resultado justo para o dérbi seria o 1-1 que apostei no TotoRecord, mas a vida, além de injusta, é feita de momentos. Em Alvalade, tudo começou com um, aos 20 minutos, e terminou com outro, aos 72. Começou com o golo do Benfica, na sequência do ressalto da bola em William, com Ewerton a adiantar-se temerariamente e Coates a recuperar do nó cego que levou de Jonas. E terminou com o não-golo do Sporting, quando o excelente Bryan Ruiz não conseguiu empurrar para a baliza escancarada o cruzamento milimétrico... Leia o resto →

O mostrengo que ameaça o Sporting

Enquanto não vingarem os meios eletrónicos que defendam a verdade desportiva, incluindo a paragem do jogo – como no râguebi, para recurso ao vídeo-árbitro – o futebol continuará a ser uma modalidade em que os erros dos juízes vencem, pelas piores razões do protagonismo, a capacidade dos artistas. A mim, confesso, afetar-me-iam pouco esses erros se só houvesse intervenientes de boa fé, homens sensatos e justos que não olhassem a emblemas, que se enganassem para os dois lados e que jamais permitissem ser pressionados pelas circunstâncias. Agora, no futebol português,... Leia o resto →

A ideia errada de Bruno de Carvalho

Quando os objetivos dependem do trabalho de equipa, é bom e é útil – diria que é mesmo indispensável – que quem comanda se assuma também através de mensagens “para fora” que transmitam aos “de dentro” os sinais de determinação e de liderança sem as quais o grupo não se motiva, não ganha confiança e poucas possibilidades terá de êxito. Bruno de Carvalho desempenha essa tarefa no Sporting, mas exagera na intensidade e entra quase sempre “a matar”, recolhendo por vezes os efeitos opostos ao que pretende. Foi o que... Leia o resto →

Euforia nervosa em Alvalade

Diz-me o Record que os oito mil adeptos leoninos que se deslocaram a Alvalade no último sábado, para assistirem ao treino da equipa principal, criaram no estádio um clima de euforia. Euforia, mesmo euforia? Hum… Antes, há que sublinhar o mérito da iniciativa solidária, que permitiu à Fundação Sporting recolher mais de três mil brinquedos destinados a crianças desfavorecidas – cada pessoa devia “pagar” a entrada com uma oferta mas vivemos tempos difíceis. Foi, de qualquer forma, um passo importante numa frente em que se vê por aí muito egoísmo... Leia o resto →

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