A espiral basca

O que saltou à vista no confronto entre FC Porto e Paços de Ferreira foi a falta de confiança da turma da Invicta, que os falhanços do excelente Aboubakar ilustraram de forma concludente. E se a coisa vai andando é porque os resultados têm dado uma ajuda. Se, em Aveiro, foi Casillas quem defendeu o penálti e garantiu os 3 pontos, no sábado, outro penálti, esse a favor dos portistas, permitiu alcançar a vitória, quando cá fora já ninguém acreditava que a bola entrasse. No marcador, um golo para cada... Leia o resto →

Rui Vitória não faz milagres

Recordo-me de uma época, há uns bons 50 e tal anos, em que o Vitória de Setúbal desceu à segunda divisão e, para irritação minha, ganhou ao Belenenses os dois jogos, no Bonfim e no Restelo. É uma sina. Quando subimos, em 2012/13, iniciámos o campeonato goleados pelo Benfica B, algo idêntico ao que aconteceu agora: afastámos o Gotemburgo e o Altach do acesso à Liga Europa e fomos à Luz fazer de passarinhos e levar 6 do Benfica – ainda hoje Rui Vitória agradece aos céus a benesse. A... Leia o resto →

Casillas é um homem marcado

Deliciei-me com a catadupa de indignados comentários que os doutores da bola – entre os quais ouso incluir-me ainda que com um modesto bacharelato – dedicaram à “ingratidão” do Real Madrid com Casillas, na altura da sua despedida do Santiago Bernabéu. Já todos se esqueceram da forma como Alvalade tratou Manuel Fernandes, da porta dos fundos por onde Fernando Gomes deixou o FC Porto e José Águas e Eusébio abandonaram a Luz. Ou de como Matateu se viu forçado a sair do Restelo para a Tapadinha. Quando o rendimento baixa,... Leia o resto →

A cena macaca foi de Lotopegui

Em mais de 12 anos de crónicas neste jornal, enganei-me muitas vezes e, sempre que achei que valia a pena, emendei a mão. Tenho, por isso, que voltar ao meu “Canto direto” de há duas semanas, em que elogiei, acredito que merecidamente, Julen Lotopegui – sim, Lotopegui, agora também me apetece trocar-lhe o nome. Não quero alterar o sentido desse texto, escrevi, aliás, que o manteria mesmo que as coisas corressem mal em Munique, como infelizmente correram. Mas louvei o “positivismo do discurso” do treinador, que o próprio tem tornado... Leia o resto →

Do trauma superado pelo FC Porto ao exílio de Fabiano

Exilados. Interrompi uma tarde perfeita por causa do clássico. Via o superfechado Arsenal-Chelsea e ouvia o sempre excelente Luís Norton de Matos, enquanto mergulhava na leitura de “Os exilados não esquecem nada mas falam pouco”, um notável ensaio de Manuel Pedroso Marques, que o autor define como “uma reflexão esboçada sobre memórias vividas, lidas, testemunhadas”. Uma obra densa, profunda e rigorosa, dedicada aos que tiveram de abandonar a terra que os viu nascer, e editada numa altura em que, à frente da ilha italiana de Lampedusa, a União Europeia forra... Leia o resto →

Os nervos de aço de Lopetegui

A vitória retumbante sobre o Bayern tirou de vez as dúvidas, a quem ainda teimava em mantê-las, quanto ao acerto da contratação de Julen Lopetegui por parte do FC Porto e à razão que assistia a Pinto da Costa quando, contra a opinião de muita gente, “segurou” o técnico e lhe renovou mandato e confiança. Quero recordar que mesmo sabendo que a capacidade de Lopetegui não podia estar em causa, duvidei que triunfasse no Dragão. Por um lado porque nunca jogara ou treinara fora de Espanha e era um líder... Leia o resto →

Ao serão com Pedroto

A 8 de Janeiro de 1985, desaparecia um dos nomes mais carismáticos do nosso futebol: José Maria Pedroto, também conhecido por Zé do Boné. Ainda hoje apelidado de mestre por muitos agentes desportivos, ele foi o visionário que cedo compreendeu a necessidade de controlar a podridão em que vivia o denominado sistema – e que basicamente consistia na gestão da arbitragem e no aproveitamento da incultura, má formação técnica e permeabilidade a influências de alguns árbitros. Recordo com emoção a noite de Março de 1983 em que jornalistas do semanário... Leia o resto →

Trinta anos sem o Zé do Boné

Recordo com emoção a noite de Março de 1983 em que jornalistas do semanário Off-Side estiveram com Pedroto no Hotel Praia-Mar, de Carcavelos, onde o FC Porto pernoitava na véspera dos jogos na capital. Foi uma conversa fantástica com um homem de inteligência superior… Parece que foi ontem… na edição em papel da SÁBADO que estará amanhã nas bancas

Dois pingos de Lima no Dragão

Duas surpresas nas equipas iniciais: Marcano no lugar de Maicon e Lima em vez de Jonas. Quanto à primeira, nem foi bem uma surpresa, pois jogar só com dois espanhois não é vida para Lopetegui. Já quanto à segunda, não terão faltado sorrisos de desilusão: Lima não é um “matador” e marca poucos golos. É verdade, em matéria de talento, Jonas goleia Lima. O problema é que uma equipa de 11 Jonas não conseguiria ser campeã, a arte não é tudo, enquanto que 11 Limas podiam perfeitamente conquistar um campeonato,... Leia o resto →

O tijolo e o berlinde de Pacheco Pereira no Dragão

O berlinde e o tijolo. Para ilustrar o excesso de ruído sobre o próximo Orçamento de Estado, que o Governo se propõe fazer aprovar na AR, Pacheco Pereira levou para o último “Quadratura do Círculo”, da SIC Notícias, um tijolo a que chamou “realidade” e um pequeno berlinde que designou por “novidade”. Podíamos caricaturar da mesma forma o início de época do FC Porto, que aparentemente formou um plantel fortíssimo – com a vénia de quase toda a comunicação social, eu incluído… – que começa, afinal, a revelar-se um modesto... Leia o resto →

« Entradas mais antigas Posts mais recentes »

 
Back to top