Espuma dos dias

A pobre exibição da Seleção paira como um sonâmbulo que espera por segunda-feira voltado para o autocarro de Carlos Queiroz. A crise do Sporting voltou a dominar os debates, com o “happening” de ontem a tomar largas horas de transmissões televisivas. Infelizmente, os ânimos extremaram-se tanto que o apelo de Rogério Alves para se “abolir a linguagem bélica” caiu em saco roto e a violência anda no ar. E nesta questão de abuso de palavreado e postura agressiva, a culpa é menos da marginalidade e mais de quem se admitia... Leia o resto →

A pobreza das marchas populares na RTP

Foi o quarto programa mais visto de terça-feira, com 758 mil telespectadores – à frente de “Secret Story”, da TVI – e o segundo em “share”, a seguir à novela “A herdeira”, também da TVI. A transmissão das marchas populares deu à RTP um pico do “glamour” que há tanto tempo se foi. Um dos motivos dessa perda esteve, aliás, patente na noite de Sto. António, com a forma pouco imaginativa, para não dizer desleixada, como o canal acompanhou o desfile. No início de cada apresentação, um grafismo “naif” apontava... Leia o resto →

É preciso muito estômago para ser polícia

Referi aqui, há uma semana, a absolvição da mulher que insultou agentes da PSP que o próprio tribunal reconheceu terem sido “ofendidos”. Há que ter em conta, é certo, a cultura de “brandos costumes” que leva a que os nossos polícias não recorram a métodos drásticos como os dos norte-americanos, que algemam os presumíveis delinquentes mal os abordam. Ou como os dos brasileiros – que podemos seguir na Netflix, na inquietante série “P.O.L.Í.C.I.A” – que saem das viaturas com pistolas e metralhadoras prontas a disparar. Mas nem oito, nem 80,... Leia o resto →

A justiça que protege a javardice

A linguagem da mulher para os profissionais da PSP era injuriosa: “Vocês são uns palhaços, não valeis nada, ide-vos f…!” E não, não estava a ser interpelada pela polícia, já que foi a própria a dirigir-se ao posto de Massamá, às 6 da manhã, para apresentar duas queixas. Estaria ébria, mas sóbria que bastasse para acusar um taxista de a querer enganar e a seguir o companheiro, de a ter agredido. Finalmente, para dar um murro no computador da esquadra e bolsar os insultos. Bem andou o Tribunal de Sintra,... Leia o resto →

A revolta de José Mota e a lei sobre a eutanásia

Boa parte das pessoas vive no seu mundo, considera-o mais importante que o dos outros e pensa cada vez menos nos grandes desafios que a todos ameaçam. Vem isto a propósito da destemperada manifestação de revolta do treinador do Aves, José Mota, pela suposta falha no protagonismo dado ao Desportivo, ao contrário do que aconteceu com o Sporting. Primeiro: a chegada à final e a conquista da Taça pelos minhotos ocuparam tempo infindo e espaço relevante, ambos merecidos, na comunicação social. Segundo: o ataque selvagem à academia e o processo... Leia o resto →

Só a GNR defendeu o Estado

Se não há bruxas, parece. Num ai, o Sporting foi atingido pelo ataque dos bárbaros a Alcochete e por indícios de corrupção desportiva que levaram à detenção do homem de mão do presidente. O que está por provar, sendo grave, não chega para ofuscar o que já aconteceu, que foi gravíssimo. E a mim, que não sou sportinguista, inquieta-me mais a derrota do Estado do que os problemas que o Sporting resolverá. A cedência da ordem pública aos baderneiros é que me assusta. Marcelo tocou no ponto: somos muito bons... Leia o resto →

Que deputados queremos?

Um dos temas da semana noticiosa na TV foi a continuação da polémica relativa a subsídios e viagens dos deputados que residem longe da capital. Entendo que a questão não saia da agenda, pois a classe política está sob escrutínio severo. As pessoas fartaram-se de espertalhões e de gatunos, a inveja social segue em alta – fomentada pela cedência dos governos à demagogia – e a informação cavalga, como lhe cabe, a onda do interesse público. Vou contra esse tsunami. Para que um deputado de fora possa viver em Lisboa,... Leia o resto →

A propósito de Henrique Garcia: a máquina do tempo é cruel

Vivemos num país que valoriza pouco a experiência e sempre se entusiasma com a novidade e a presunção. Profissionais de cabelos brancos, que o Estado convida a seguir em ação, são postos de lado à primeira oportunidade por quem só depende de números e ignora a memória e a gratidão. Não defendo causa própria, pois reduzi a atividade na altura certa e sinto-me preparado para o inevitável dia em que o leitor estará cá e eu já não. Escrevo isto a propósito de Henrique Garcia, que aos 70 anos foi... Leia o resto →

Mendes & Mendes: a firma da semana

Fiéis à cultura do ódio com que tentam esquecer as frustrações, alguns gremlins das redes sociais (outros dedicam-se mais à inveja cor de rosa) criticaram agora Jorge Mendes por ganhar milhões de euros e ter oferecido uma casa de poucos milhares a uma família vítima dos incêndios de 2017. Em vez de se focarem nos muitos milionários que não dão um cêntimo a ninguém, os imbecis internautas preferem denegrir quem é generoso e dá o que entende, e não o que eles dizem que dariam se o dinheiro fosse deles... Leia o resto →

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