Lei tão banana como alguns juízes

Está a tornar-se numa triste moda em Portugal a violência sobre polícias, consequência da brandura da lei que não contempla o severo agravamento das penas quando as vítimas são elementos da autoridade. Daí que aos vídeos de desacatos da noite ou de rixas nas escolas se juntem na TV imagens como aquelas em que se vê um agente a ser agredido, perante o desespero de uma colega – impedida de ir à luta por falta de arcaboiço, de preparação e de meios de dissuasão –, a indiferença de alguns cobardes... Leia o resto →

A bÁctéria indestrutível

Ninguém está livre da asneira: escreva-se ou fale-se, há sempre uma fresta por onde entra o erro. Nas televisões, porque a visibilidade é maior, a ignorância e a falta de rigor abundam. E ainda esta semana, um desses plumitivos transformados pela ordem caceteira em “diretores de comunicação” surgiu, com recorte doutoral, a utilizar um termo inexistente: a “catrefada”. Mas o mais preocupante é que já nem pivôs de telejornal escapam – há dias, um recuperou a celerada “rÚbrica” – e são mesmo eles, pela montra em que dão exemplo, quem... Leia o resto →

É triste fazer de “Ellen” dos pobrezinhos

Ao serviço do “Queridas Manhãs”, da SIC, a economista Florbela Oliveira avançou para Alambique, Tondela, ao encontro do pedido de ajuda de uma família que perdeu quase tudo. Sobrou a casa principal, onde hoje vivem nove pessoas, salva à “mangueirada” pelo patriarca do agregado. Reduzida a cinzas ficou ainda a pequena ordenha que constituía a base do sustento – e desapareceram as 130 ovelhas e o seu pastor. Naturalmente tocada, a repórter ocasional acabou abraçada a uma das vítimas e garantiu: “Sou chata como a potassa, sou terrível, miudinha e... Leia o resto →

O caminho que resta a António Costa para restaurar a confiança perdida

Os últimos dias não deixam margem para dúvidas: por longos meses, iremos ter reportagens diárias sobre o atraso na recuperação das áreas ardidas, com deputados da oposição a aproveitarem o maná e os canais de TV a seguir-lhes as pegadas, pelo menos até surgirem as cheias ou outras desgraças. O engodo é irresistível, pois por muito que se trabalhe no terreno descobrir-se-á sempre alguém que ainda espera, um recanto em cinzas onde a reconstrução não chegou. É só ir lá e montar o arraial. Se tiver a noção clara de... Leia o resto →

Dois jornalistas, dois exemplos

Quando me iniciei no jornalismo, o repórter trazia a informação, sentava-se ao lado do redator e, do seu bloco de apontamentos, debitava os factos para a elaboração do texto. Como hoje, havia jornalistas que escreviam bem mas gostavam do rabinho sentado, e outros, menos aptos para o verbo, cujo faro pela notícia os tornava insubstituíveis – sem eles, não haveria jornais. A comunicação social mudou, entretanto. Mas não mudaram as qualidades inatas de um repórter. No último fim de semana, comovi-me ao ver em ação o Luís Oliveira – editor... Leia o resto →

Banho só ao sábado

Atravessamos o pior período de seca em duas décadas e repetem-se, na TV, as reportagens que anunciam dias mais negros. Há concelhos quase sem água e a racionar o fornecimento, dezenas de toneladas de peixes têm vindo a ser retiradas das albufeiras e só o Alqueva pode garantir o abastecimento por mais dois anos, se a situação se mantiver. E Lisboa? A persistir o drama da falta de chuva, não passará um ano sem que – como sucede em Roma – tenhamos horas para que corra um fiozinho de água... Leia o resto →

Conceição Lino voltou em grande forma

Há as figuras públicas que são notícia por razões escabrosas – que vão de não pagarem a água a fugirem à pensão de alimentos – e as que ultrapassam as contingências da vida com transparência e sabedoria. Bom exemplo disso foram agora Fátima Lopes, que anunciou a sua separação do marido, e Júlia Pinheiro, que deu conta, através de comunicado (!), não vá o diabo tecê-las, de ter entrado na menopausa. Mas há ainda outro tipo de figuras públicas – e públicas em Portugal são as da televisão, mesmo que... Leia o resto →

O ministro-anedota é protegido pelo Além

O bombardeamento mediático da semana foi feito através de um relatório sobre o roubo de material militar em Tancos, que aponta falhas graves – uma grande novidade! – ao desempenho das hierarquias. E carregava já a oposição em mais esse presente do diabo quando se procurou descobrir a quem pertenciam as judiciosas conclusões, que ao caírem em considerações políticas que não cabem no âmbito de uma análise técnica, estupidamente mostravam ao que vinham. Descascado o mistério, como o CM explicou na última quinta-feira, ou o autor foi um voluntário que... Leia o resto →

Como se ganha o direito a ser ouvido?

Foi um contributo recorrente desde o início século e ainda na quinta-feira o ouvimos esclarecer os portugueses sobre a confusão instalada por um mosquito potencialmente transmissor da dengue. Mas na vida tudo chega ao fim e Francisco George completa 70 anos – e deixa de ser diretor-geral da Saúde em outubro. Ao longo do seu mandato – que sucessivos governos confirmaram – o médico que tanto contribuiu para a tranquilidade coletiva não nos convenceu só pelo conhecimento, pelo bom senso do que dizia ou pela serenidade com que nos passava... Leia o resto →

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