António Sala: o “grand seigneur” da comunicação

Já aqui me referi ao “júri” de “A tua cara não me é estranha”, que não julgava coisa nenhuma, uma vez que o seu principal papel era o de dar espetáculo, ou seja, contribuir também para um programa de puro divertimento. Mas a última “gala” proporcionou-nos ainda um grande momento de António Sala, que usou o dom da palavra para relevar os méritos do “concurso” da TVI e a sua enorme vantagem sobre o “voyeurismo” dos “reality shows”. De facto, ao contrário do “Big Brother”, essa montra de anormais que... Leia o resto →

Os “apanhados” da CM TV

Nuno Graciano herdou o “know how” dos “apanhados” televisivos, ou seja, “bebeu” o néctar da melhor colheita do grande pioneiro do conceito entre nós: Manolo Bello. Além do que vier a conseguir nas manhãs com Maya e noutros projetos da CM TV, Graciano já deixou a sua marca no novo canal da Cofina, o 8 do Meo. A ideia do “general angolano” é brilhante – passem as ridículas reservas de suposto perfil antirracista – e a interpretação do ator são-tomense Ceciliano é notável. O “apanhado” inicial, com Paulo Futre, constituindo... Leia o resto →

O bulldog nunca larga a perna

Tenho o mesmo problema que os analistas políticos, preciso de assunto. E esta semana Miguel Relvas resolveu-nos o drama – uma vez mais. Foi essa, aliás, a perdição do ex-ministro: a sua inata capacidade para a provocação. Porque a comunicação social portuguesa, pelo meio de grandezas e misérias, tem a qualidade do bulldog, ou seja, depois de abocanhar a presa já não a larga. Como se o que aconteceu a Santana e a Sócrates – que sobreviveram a sucessivos atentados à bomba graças a um poder de sedução indestrutível –... Leia o resto →

Com Sócrates, Relvas ataca a alternativa

As brigadas de suposta proteção da pureza jornalística – uma fauna que trabalha pouco, mete o bedelho em tudo e odeia em particular que os órgãos de informação obtenham receitas e equilibrem as contas – atacaram desta vez a “liberdade” com que o diretor de informação da RTP convidou José Sócrates para analista político, a troco apenas, ao que parece, do tempo de antena. Melhor fora que, ao invés de dizerem e escreverem o contrário do que defendem quando lhes convém, atingissem o alvo: não é o jornalista – coitado!... Leia o resto →

Amanhã é o dia: arranca a CM TV

Portugal vive em estado de profunda desorientação, as pessoas andam desiludidas e não se vê uma luz ao fundo do túnel. Caímos num buraco sem percebermos como escapar e, pior ainda, sem a certeza de algum dia encontrar a saída. É neste clima de desesperança, com empresas a fechar e mais 500 desempregados a cada dia, que a Cofina lança a CM TV, a televisão do “Correio da Manhã”, um projeto que criou dezenas de novos postos de trabalho e mobilizou os colaboradores do grupo ou, pelo menos, os que... Leia o resto →

Ponte está feito ao bife

Nunca entendi os motivos que levam a RTP a não se assumir como estação de referência, de real serviço público, procurando antes acompanhar as grelhas da SIC e da TVI, com a programação da moda. E fazendo-o, para mais, com a pretensão da diferença para melhor, ou seja, parece julgar-se capaz de cobrir de ouro a coisa banal. É ao contrário: a efetiva vocação popular dos canais de Queluz e de Carnaxide deixa a anos-luz a capacidade da TV do Estado de realizar programas para grandes audiências, ficando por vezes... Leia o resto →

Antena paranóica: talvez palhaço

Não gosto de galas, seja lá isso o que for, tão gasto está o conceito por coisas rascas sem fim. É-me pouco menos que insuportável ver sorrisos de plástico a tentar exibir uma felicidade inexistente ou roupas emprestadas que disfarçam, tantas vezes, vidas pobres e desgraçadas. Nada é mais deprimente que a visão de gente pequenina disfarçada de poderosa. Acompanhei, assim, de longe, a comemoração dos 20 anos da TVI. Sou admirador, isso sim, do sucesso real, daquele que só pode ser conseguido porque a indispensável pitada de sorte caiu... Leia o resto →

Carmen Dolores… quem é?

Numa programação dominada por produtos “populares”, não é fácil, nos tempos que correm, encontrar grandes momentos de televisão. Eles surgem, inesperadamente, neste ou naquele canal, por vezes até deslocados no formato em que são apresentados. Há dias, numa pequena reportagem com Carmen Dolores, a propósito do lançamento do seu livro, “No palco das memórias”, Manuel Luís Goucha, que não é o simples “entertainer” que interpreta por ofício, assinou, no “Você na TV”, da TVI, um trabalho magnífico. Sim, magnífico, pois permitiu-nos rever não só uma enorme figura da representação –... Leia o resto →

RTP, essa agência de emprego

Ao cabo de relativos avanços e muitos recuos, eis que o Governo dá, enfim, o esperado passo atrás: a RTP não será privatizada, mas apenas “reestruturada”, um filme antigo. Nos últimos 20 anos, ou talvez há mais, centenas de trabalhadores rescindiram “amigavelmente” os seus contratos com a televisão pública, pelo que parece inacreditável que haja agora mais 600 (!) para mandar embora. A explicação é simples: o contribuinte paga do seu bolso as indemnizações e os partidos que passam pelo poder forçam de seguida os comissários políticos, essas lapas que... Leia o resto →

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