E Ricciardi lançou-lhes a bomba atómica…

A CMTV correspondeu como é habitual ao interesse do público e adiantou-se de novo à concorrência, desta feita para organizar o primeiro grande debate entre candidatos à presidência do Sporting. A ausência de três das sete personalidades permitia às presentes sublinhar pontos de vista e destacar-se do pelotão. Mas foi uma oportunidade perdida, já que só Pedro Madeira Rodrigues enfrentou o desafio com alguma técnica de comunicação televisiva: procurando o contacto visual com as câmaras, gesticulando de forma simétrica, variando o tom de voz e disfarçando a raiva. Infelizmente para... Leia o resto →

Os dois grandes trunfos da CMTV

Tornou-se banal assinalar o crescimento da CMTV, que em junho obteve o melhor resultado de sempre: 4% de share médio mensal. A 14 do mês findo, a estação deste jornal alcançara já 5,7% de share diário, mais que SIC Notícias e TVI24 juntas, e no semestre liderámos em… 181 dias.   Há anos, passei férias num hotel excelente, em que tudo funcionava bem exceto o buffet. A comida era boa e o pessoal atencioso e diligente, mas no meio da confusão provocada por dezenas de utilizadores em simultâneo a descoordenação... Leia o resto →

Espuma dos dias

A pobre exibição da Seleção paira como um sonâmbulo que espera por segunda-feira voltado para o autocarro de Carlos Queiroz. A crise do Sporting voltou a dominar os debates, com o “happening” de ontem a tomar largas horas de transmissões televisivas. Infelizmente, os ânimos extremaram-se tanto que o apelo de Rogério Alves para se “abolir a linguagem bélica” caiu em saco roto e a violência anda no ar. E nesta questão de abuso de palavreado e postura agressiva, a culpa é menos da marginalidade e mais de quem se admitia... Leia o resto →

É preciso muito estômago para ser polícia

Referi aqui, há uma semana, a absolvição da mulher que insultou agentes da PSP que o próprio tribunal reconheceu terem sido “ofendidos”. Há que ter em conta, é certo, a cultura de “brandos costumes” que leva a que os nossos polícias não recorram a métodos drásticos como os dos norte-americanos, que algemam os presumíveis delinquentes mal os abordam. Ou como os dos brasileiros – que podemos seguir na Netflix, na inquietante série “P.O.L.Í.C.I.A” – que saem das viaturas com pistolas e metralhadoras prontas a disparar. Mas nem oito, nem 80,... Leia o resto →

País de doidos varridos

Aumenta o número de portugueses a precisar de internamento, diria até que a nossa sociedade, como um todo, tem uma noção distorcida da realidade, não bate bem, pronto. Integro-me alegremente no desatino coletivo – ainda há dias escrevi que Lincoln foi o primeiro Presidente dos Estados Unidos e houve “apenas” 15 antes dele… – mas, existindo prioridades, cedo o meu lugar nas urgências aos mais necessitados. Como é o caso da rapaziada dos serviços de viação não sei das quantas, que tentou agora passar a multar os condutores das ambulâncias... Leia o resto →

Dois jornalistas, dois exemplos

Quando me iniciei no jornalismo, o repórter trazia a informação, sentava-se ao lado do redator e, do seu bloco de apontamentos, debitava os factos para a elaboração do texto. Como hoje, havia jornalistas que escreviam bem mas gostavam do rabinho sentado, e outros, menos aptos para o verbo, cujo faro pela notícia os tornava insubstituíveis – sem eles, não haveria jornais. A comunicação social mudou, entretanto. Mas não mudaram as qualidades inatas de um repórter. No último fim de semana, comovi-me ao ver em ação o Luís Oliveira – editor... Leia o resto →

Uma semana péssima para a sanidade mental

Nada corresponde a um raciocínio lógico e estamos cada vez mais dependentes dos fazedores de opinião, o que é outro problema: nem todos são recomendáveis. A semana foi péssima para a sanidade mental. Os efeitos colaterais do massacre de Barcelona foram igualmente arrasadores. Percebe-se que, numa pequena cidade, se possam reunir centenas de litros de acetona e de botijas de gás sem dar nas vistas? Percebe-se que a polícia catalã mate – numa área rural e podendo apenas feri-lo – o principal responsável pelo atentado, que haveria todo o interesse... Leia o resto →

A mão no ombro dos separados pela vida

Duarte Siopa não é uma jovem revelação da televisão, apenas um profissional que na CMTV encontrou o fato à sua medida e agarrou a oportunidade. É ele quem conduz o programa de serviço público que lançámos no último sábado: “Separados pela vida”. E começou bem essa nova aposta, com picos de audiência acima dos 100 mil espectadores e um desempenho seguro de Siopa, apoiado no bom trabalho de pesquisa de Ana Botto. Desde que – em 2002 e ao cabo de oito anos e de 239 episódios – a SIC... Leia o resto →

Nadar e fazer pela vida enquanto outros se afogam

A crise da informação impressa tem explicações várias, que vão do avanço das edições gratuitas online à marcação a tudo o que mexe por parte dos canais de TV – e por vezes em direto, com formação de opinião incluída. A essa realidade não responderam, como deviam, muitos profissionais dos média, que preferem agarrar-se à cabeça até se afogarem do que nadar e fazerem-se à vida. O conforto do rabo sentado e a dependência do que trouxer a agenda mandam em algumas redações, reféns da inércia e dos direitos adquiridos... Leia o resto →

LF Vieira na CMTV: nota 4 para um peixe de águas profundas

Um peixe de águas profundas não vive fora seu habitat. Precavido, foi um especialista em sobrevivência no agreste mar do futebol – em que Luís Filipe Vieira se transformou nos últimos 16 anos – que ontem enfrentou os entrevistadores da CMTV, também eles habitantes seguros dos mares mais frios. Tomemos como exemplo a pergunta de Octávio Ribeiro sobre a reunião “a sós” com o Conselho de Arbitragem, que deixou Vieira “descansado”: não devia ser antes com todos os clubes? A resposta resumiu-se à estafada defesa da “transparência”, sem desenvolver uma... Leia o resto →

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