Os príncipes é que decidem do emprego dos treinadores

Antes da visita do Manchester United ao Middlesbrough, José Mourinho sentenciou: os jogadores do Boro, ou alguns deles, que Mou sabe quem são, foram os culpados pelo despedimento de Aitor Karanka, antigo adjunto do português no Real Madrid. E o treinador do MU conhece bem esse truque, já que ele próprio foi vítima dos barões do balneário, tanto ao serviço dos blancos como depois, no regresso ao Chelsea. Veja-se como certos milionários blues, tão enjoadinhos e em sub-rendimento no tempo de Mourinho, estão agora ao seu melhor nível sob a... Leia o resto →

Quando se volta do inferno há olhares que matam

Uma das causas do nosso amor ao desporto reside no facto de ele possibilitar não só que os teoricamente mais fracos possam sair vencedores, como de permitir também que os atletas sejam protagonistas de casos de superação verdadeiramente extraordinários. Foi o que sucedeu com Carlos Lopes, que atravessou o deserto das lesões com a determinação de ferro que o fez campeão olímpico aos 37 anos – e campeão mundial aos 38 – quando muitos o julgavam acabado. Como adepto dos desportos de inverno, vi agora nos mundiais exemplos do que... Leia o resto →

Afinal, enganei-me: foram só 9 a 1

Não alimentem ilusões: se os dados forem os que estão hoje sobre a mesa, a 4 de março vão ser 10 a zero – escrevia eu aqui no passado dia 30 de janeiro, ainda a procissão ia no adro. Havia duas hipóteses: ou Pedro Madeira Rodrigues fazia uma campanha em crescendo, apresentando um programa inovador e construindo uma imagem de solidez e serenidade, ou se limitava a anunciar intenções e acabava por descambar na crítica crua, tanto mais descontrolada quanto maior fosse o desespero. Optou pela segunda hipótese e perdeu... Leia o resto →

José Mourinho: uma vénia nem só pelos 24

São 24 títulos na carreira, 10 em Inglaterra e dois no Manchester United em poucos meses. José Mourinho viveu ontem mais uma tarde de sucesso, que celebrou à sua maneira: semblante carregado, supostamente chateado com alguém ou apenas com o Mundo, hesitante na subida à tribuna, rosto fechado a expressões de alegria. Mou leva-se demasiado a sério e vê talvez o sorriso como uma fraqueza, uma fresta no manto com que tapa os sentimentos mais profundos, que guarda ciosamente para os seus. O treinador português tem essa personalidade, pelo que... Leia o resto →

Árbitros e lamúrias, o filme interminável

Com Sporting e FC Porto a atribuírem às arbitragens as culpas pelos resultados negativos, no Benfica percebeu-se não ser conveniente ficar a ouvir o chilrear dos passarinhos. E o inacreditável prejuízo sofrido pelos encarnados no jogo contra o Boavista, seguido das duas derrotas consecutivas, lançaram na Luz o pânico que leva Vieira e companhia a reunir-se esta semana com o Conselho de Arbitragem, que ainda há pouco recebeu os portistas e que a seguir ouvirá as queixas de quem mais lhe bater à porta. Trata-se de um diálogo inútil, já... Leia o resto →

Por onde andam os que gozavam com o “somos Porto”?

Com o Benfica a fazer convergir sobre a sua equipa o foco das vénias generalizadas pelo maravilhoso futebol desenvolvido e o Sporting a representar o papel de bombo da festa de todas as desgraças, o FC Porto foi saindo entretanto do radar daquela crítica que só exerce o seu magistério com denodo quando lhe cheira a sangue – porque sabe que é disso que se alimentam as emoções e se produzem as audiências. Por onde andam hoje os arautos das graves insuficiências portistas? Os que gozavam com o “somos Porto”... Leia o resto →

Sporting paga fatura do insucesso a dobrar

Recuperar 7 pontos ou 10 ou 12 é possível? Tudo é possível enquanto matematicamente não se tornar impossível. O que não vale a pena é continuarmos a alimentar a ideia de uma disputa de campeonato a três, quando um deles provou que não tem, para já, condições para se opor com êxito aos rivais – e atirou até a toalha ao chão. Refiro-me, obviamente, ao Sporting e ao conformismo de Jorge Jesus, que ao salientar, no final do clássico, o recurso a meia-dúzia de jogadores da formação, logo acrescentou: “Claro... Leia o resto →

A 4 de março vão ser 10 a 0

Passei ontem junto ao Estádio José Alvalade e tive a agradável surpresa de ver derrubado o tapume que existia há anos nuns terrenos contíguos e de poder observar, enfim, a “obra de regime” de Bruno de Carvalho: o Pavilhão João Rocha, uma velha aspiração das modalidades sportinguistas. Lembrei-me logo, claro, da polémica em torno de Fernando Medina, que teve de escolher entre deixar partes da capital a apodrecer e ser apontado pelo desleixo, ou encher meia Lisboa de estaleiros e ser desancado por isso. Mas é sempre melhor errar, fazendo,... Leia o resto →

Roger Federer voltou aos seus melhores tempos

Vemos o mítico Rod Laver, sentado na primeira fila do pavilhão com o seu nome, onde decorrem as principais confrontos do Open da Austrália, e lamentamos não ter podido seguir o campeão na sua década de ouro, a de 60. Porque para um adepto não é a mesma coisa ter visto ou não ter visto jogar aquele que é considerado, a par de Roger Federer, o maior tenista da história. Daí que se deva aproveitar a grande e talvez derradeira oportunidade de deslumbramento que Federer está a oferecer-nos, ao recuperar,... Leia o resto →

Rui Vitória: um homem sábio

Meses atrás, dediquei aqui uma crónica ao excesso de entusiasmo dos sportinguistas, que rapidamente se transformou em simples esperança e deu depois naquilo que vemos hoje: uma desilusão profunda. Porque os desafios não se ganham com o prestígio das camisolas, mas antes com realismo, tranquilidade, engenho e trabalho – e ganham-se, especialmente, com os jogadores. É a essa postura que Rui Vitória tem sido fiel, tanto nos momentos em que as coisas não correm bem, como, em particular, quando as vitórias se sucedem, a plateia fica eufórica – e na... Leia o resto →

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