Novembro negro ataca outra vez

O acidente de aviação de hoje que vitimou, na Colômbia, quase toda a equipa brasileira de futebol do Chapecoense, traz-me à memória outra queda de avião, aquela que no doloroso dia 24 de novembro de 2006 – fez agora 10 anos – na Patagónia, matou dois dos nossos jovens camaradas de redação do Record: César de Oliveira e André Romeiras, cujas famílias daqui saúdo com emoção. Mas faz-me também recordar mais dois acidentes de aviação, de que o meu pai muito me falava e que o marcaram: o que dizimou a equipa italiana... Leia o resto →

A ética é morta

Os dirigentes do Santa Clara têm razão em considerar “uma enorme falta de respeito” o modo como o treinador Quim Machado, ao serviço dos açorianos havia ainda poucos dias, os abandonou para assinar de seguida contrato com o Belenenses. Infelizmente, temos regulamentos que permitem estas indecências, e gente poderosa para a qual o oportunismo é rei e a ética é morta. Rui Pedro Soares repetiu com o seu novo técnico o mesmo gesto de março de 2015, quando, para ultrapassar o espúrio conflito com Lito Vidigal, foi ao Mafra, que... Leia o resto →

Sonho azul foi concretizado há 60 anos

Decorreram seis décadas sobre o dia 23 de setembro de 1956 em que o Belenenses inaugurou o Estádio do Restelo. Construído nos terrenos de uma antiga pedreira, cedidos pela Câmara de Lisboa, que pretendia desalojar o clube das históricas Salésias – primeiro campo relvado de Portugal –, o recinto foi estreado com um desafio particular em que os azuis bateram o Sporting, por 2-1. Dias depois, deu-se a inauguração noturna, tendo então o Belenenses derrotado, por 2-0, os franceses do Stade de Reims, finalista vencido (pelo Real Madrid) da primeira Taça... Leia o resto →

Salve campeões azuis de há 70 anos!

É uma efeméride poderosa, incontornável para um belenense como eu, já com 60 anos de associado: completam-se esta semana, mais propriamente no dia 26 de Maio, sete décadas sobre o único título de campeão nacional de futebol do clube do Restelo. Não será uma comemoração meramente contemplativa, pois a direcção dos azuis de Belém assinala este ano, na mesma data histórica e com um programa de festa, a recuperação das velhas Salésias (foto em baixo) – o primeiro (e durante muito tempo único) campo relvado do país, inaugurado em 1928... Leia o resto →

A única justiça nos títulos é a da soma de pontos

Dedico as primeiras linhas desta crónica a Álvaro Arbeloa, símbolo do Real Madrid, e que vai deixar o clube depois de ter conseguido quase tudo no futebol: campeão de Espanha, campeão da Europa, campeão do Mundo e campeão europeu de clubes, vencedor da Supertaça europeia, da Taça do Rei, da Supertaça de Espanha e da Taça do Mundo de clubes. É muito? É, mas o que aprecio particularmente em Arbeloa é a capacidade para analisar as situações apenas pela sua cabeça e a coragem com que diz sempre aquilo que... Leia o resto →

O Hino, Benzema e Rui Vitória, o resistente

Na edição de sábado, o provedor dos sócios do Belenenses, “roubou-me” o tema para esta crónica: a ideia, totalmente absurda, da SAD dos azuis, de querer tocar o Hino Nacional antes dos jogos no Restelo. E o brilho do texto de Rodrigo Saraiva faz com que nada do que eu pudesse aqui escrever acrescentasse algo de útil às razões que expôs. Pensei refletir então sobre o afastamento de Benzema do Europeu, uma decisão da federação francesa, “ratificada” num inquérito à opinião pública: quatro em cada cinco inquiridos aprovam que o... Leia o resto →

Portugueses em Belém

Quando o dinheiro de Rui Pedro Soares o colocou ao leme da SAD do Belenenses, vivia-se no Restelo, e salvaguardadas as proporções, um quotidiano semelhante ao do Benfica após Vale e Azevedo: dívidas por todo o lado, salários em atraso e dificuldades para pagar até a conta da água. Não me devo afastar muito do que teria sido a realidade se disser que – se continuasse entregue à coxa gestão dos sempre os mesmos – o Belenenses teria descido à II Divisão B e disputaria ainda hoje o Campeonato de... Leia o resto →

Muito mau, Zidane

Quando ontem, após o intervalo no Restelo, vi a coragem de Julio Velásquez ao tirar Tonel – cujo autogolo, após a polémica “mão” de Alvalade, em novembro, pode ter injustamente acabado com a sua carreira no Belenenses – para meter Miguel Rosa, lembrei-me de Zidane e do Real Madrid. Se os jogadores azuis atuam com o ritmo, e o nível de empenhamento e sacrifício, que lhes vimos na segunda metade da partida com o FC Porto, não o fazem só por serem bons profissionais mas também por acreditarem no treinador... Leia o resto →

Uma máfia no apito

Sou um daqueles cavernícolas que resistem ao vendaval de asneiras dos árbitros e os defendem. Talvez porque venho do tempo dos pançudos de apito na boca, que eram insultados desde a entrada em campo até ao regresso a casa. Estava ontem a ver a primeira parte do Boavista-Académica, em que a cada minuto jogadores faziam faltas sobre outros que se rebolavam no chão, fingindo-se magoados – agora, como sabemos, qualquer toque do adversário no pescoço ou no peito, faz com que se agarrem à cara, simulando uma agressão – e... Leia o resto →

Um Velázquez em Belém

Além de não ser chauvinista, simpatizo com Julio Velázquez. Ao contrário de Lopetegui, que recorria a duas ou três palavras de português, ao cabo de ano e meio no Porto, o treinador do Belenenses diz “miércoles” e logo corrige para quarta-feira, um sinal de respeito pelo país onde trabalha. E exibe, ainda, um sorriso, uma alegria natural que aplica no campo, quando deixa o “autocarro” na garagem e monta uma estratégia ousadamente atacante ou surpreende os adversários com mudanças táticas que têm trazido alguns bons resultados à equipa de Belém... Leia o resto →

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