Um fim de semana de horror futebolístico

Como adepto do Belenenses habituei-me a sofrer até ao dia em que percebi que só o que me restava era a dor, pelo que não valia mais a pena sofrer. Assim, acho normal a ampla derrota no Funchal – a sexta consecutiva (!) na Liga – como me parece natural a opção da SAD pelos dois últimos treinadores. Aliás, desde que dispensou Lito Vidigal e não quis também ficar com Jorge Simão, para ir contratar Sá Pinto, que Rui Pedro Soares não acerta uma. Veremos o fim da história. Como... Leia o resto →

Belenenses com defesa de veludo

Alguns dos meus prezados consócios e adeptos em geral do Belenenses andam superativos nas redes sociais. Uns a favor do presidente Patrick, outros em defesa de Soares, uns sonhando com a Liga Europa e até com a grandeza de outrora, outros preocupados com uma eventual despromoção e recordando desgraças passadas, uns atirando-se aos árbitros – em Moreira de Cónegos, há uma semana, foi um “roubo de igreja” –, outros defendendo a contratação urgente de (ao menos) um ponta de lança – temos o pior ataque do campeonato. À sua maneira, a razão chegará... Leia o resto →

Aos 90+3 o fantasma do Zé dos Frangos foi visto no Restelo

O Belenenses fez ontem um bom jogo contra o Sporting. Não ganhou porque não tem um ponta de lança, só tem armandinhos. E sofreu o golo da derrota a dois minutos do fim, o costume. Se eu tivesse uma nota de 100 euros por cada situação destas que já vivi no Estádio do Restelo, não estaria rico mas andaria perto. Recordo como se tivesse sido ontem um Belenenses-Sporting da época de 1961-62, já no Restelo, em que jogámos também de igual para igual com os leões e quando parecia que... Leia o resto →

Novembro negro ataca outra vez

O acidente de aviação de hoje que vitimou, na Colômbia, quase toda a equipa brasileira de futebol do Chapecoense, traz-me à memória outra queda de avião, aquela que no doloroso dia 24 de novembro de 2006 – fez agora 10 anos – na Patagónia, matou dois dos nossos jovens camaradas de redação do Record: César de Oliveira e André Romeiras, cujas famílias daqui saúdo com emoção. Mas faz-me também recordar mais dois acidentes de aviação, de que o meu pai muito me falava e que o marcaram: o que dizimou a equipa italiana... Leia o resto →

A ética é morta

Os dirigentes do Santa Clara têm razão em considerar “uma enorme falta de respeito” o modo como o treinador Quim Machado, ao serviço dos açorianos havia ainda poucos dias, os abandonou para assinar de seguida contrato com o Belenenses. Infelizmente, temos regulamentos que permitem estas indecências, e gente poderosa para a qual o oportunismo é rei e a ética é morta. Rui Pedro Soares repetiu com o seu novo técnico o mesmo gesto de março de 2015, quando, para ultrapassar o espúrio conflito com Lito Vidigal, foi ao Mafra, que... Leia o resto →

Sonho azul foi concretizado há 60 anos

Decorreram seis décadas sobre o dia 23 de setembro de 1956 em que o Belenenses inaugurou o Estádio do Restelo. Construído nos terrenos de uma antiga pedreira, cedidos pela Câmara de Lisboa, que pretendia desalojar o clube das históricas Salésias – primeiro campo relvado de Portugal –, o recinto foi estreado com um desafio particular em que os azuis bateram o Sporting, por 2-1. Dias depois, deu-se a inauguração noturna, tendo então o Belenenses derrotado, por 2-0, os franceses do Stade de Reims, finalista vencido (pelo Real Madrid) da primeira Taça... Leia o resto →

Salve campeões azuis de há 70 anos!

É uma efeméride poderosa, incontornável para um belenense como eu, já com 60 anos de associado: completam-se esta semana, mais propriamente no dia 26 de Maio, sete décadas sobre o único título de campeão nacional de futebol do clube do Restelo. Não será uma comemoração meramente contemplativa, pois a direcção dos azuis de Belém assinala este ano, na mesma data histórica e com um programa de festa, a recuperação das velhas Salésias (foto em baixo) – o primeiro (e durante muito tempo único) campo relvado do país, inaugurado em 1928... Leia o resto →

A única justiça nos títulos é a da soma de pontos

Dedico as primeiras linhas desta crónica a Álvaro Arbeloa, símbolo do Real Madrid, e que vai deixar o clube depois de ter conseguido quase tudo no futebol: campeão de Espanha, campeão da Europa, campeão do Mundo e campeão europeu de clubes, vencedor da Supertaça europeia, da Taça do Rei, da Supertaça de Espanha e da Taça do Mundo de clubes. É muito? É, mas o que aprecio particularmente em Arbeloa é a capacidade para analisar as situações apenas pela sua cabeça e a coragem com que diz sempre aquilo que... Leia o resto →

O Hino, Benzema e Rui Vitória, o resistente

Na edição de sábado, o provedor dos sócios do Belenenses, “roubou-me” o tema para esta crónica: a ideia, totalmente absurda, da SAD dos azuis, de querer tocar o Hino Nacional antes dos jogos no Restelo. E o brilho do texto de Rodrigo Saraiva faz com que nada do que eu pudesse aqui escrever acrescentasse algo de útil às razões que expôs. Pensei refletir então sobre o afastamento de Benzema do Europeu, uma decisão da federação francesa, “ratificada” num inquérito à opinião pública: quatro em cada cinco inquiridos aprovam que o... Leia o resto →

Portugueses em Belém

Quando o dinheiro de Rui Pedro Soares o colocou ao leme da SAD do Belenenses, vivia-se no Restelo, e salvaguardadas as proporções, um quotidiano semelhante ao do Benfica após Vale e Azevedo: dívidas por todo o lado, salários em atraso e dificuldades para pagar até a conta da água. Não me devo afastar muito do que teria sido a realidade se disser que – se continuasse entregue à coxa gestão dos sempre os mesmos – o Belenenses teria descido à II Divisão B e disputaria ainda hoje o Campeonato de... Leia o resto →

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