A vida Costa

A última sondagem sobre as eleições europeias dava o PS só 5% à frente do PSD. Se isso resulta muito da má aposta dos socialistas – Pedro Marques tem uma imagem que não “passa” – é também consequência do desgaste a que está submetido António Costa e de que a televisão é palco diário. Referi aqui a sequência imparável de greves e manifestações, e de protestos pela degradação dos serviços públicos, que prometem continuar a abrir telejornais. Entretanto, rebentou a bolha das relações familiares na área governativa – a TVI... Leia o resto →

Obrigado, Cristina!

António Costa somou pontos – e intenções de voto – com um desempenho profissional no “Programa da Cristina”, que na terça-feira terminou com mais de um milhão de espectadores. Como é hábito, o primeiro-ministro utilizou a capacidade de ser ou parecer ser genuíno e mostrou-se tão à vontade a responder a questões de política como a preparar a caldeirada – tarefa “improvisada” que estudou ao pormenor, como se percebeu quando não deixou passar uma incomodidade que saltava à vista: os tomates não estavam lavados… Costa aproveitou também eficazmente a presença... Leia o resto →

Televisão cerca António Costa

Na TVI, “Gente que não sabe estar”, de Ricardo Araújo Pereira, sublinha, como cabe a um programa de humor, as contradições, os absurdos e os erros dos poderosos. É um reforço natural para a oposição – menos alvejada pelas críticas por ser menos protagonista – e que vem juntar-se, no suplício do Governo, a “Deus e o Diabo”, de José Eduardo Moniz, na estação de Queluz, e “A procuradora”, de Manuela Moura Guedes, na SIC. São três pilares relevantes no desgaste a que se sujeita António Costa, como se não... Leia o resto →

António Costa excitado: ora tomem lá quatro!

Depois de aprovado o OE para 2019, António Costa e Pedro Nuno Santos, já a caminho da saída, ergueram ambos – num gesto combinado – quatro dedos na direção dos repórteres, como que a dizer: tomem lá, vocês que não acreditavam que passasse nem sequer um orçamento! A insólita atitude, de petulância e triunfalismo, mais parecia a daqueles rapazolas, espertinhos e excitados, que marcam golos nos torneios escolares e não perdem a oportunidade de rebaixar o adversário ao mesmo tempo que se exibem para as meninas da bancada. Já a... Leia o resto →

Coitado do ministro Cabrita!

Por que será que os países da UE não têm forças militares de intervenção? Por falta de consenso, por convicção política ou apenas por ser muito caro? A resposta é simples: porque a opinião pública de cada país não aceitaria ver chegar as urnas com os seus mortos. Esse foi, aliás, o princípio do fim do regime de Salazar. O ano passado, não foram os incêndios que fizeram tremer António Costa. O mais duro de enfrentar – cujas sequelas só se conhecerão de facto nas eleições de 2019 – resultou... Leia o resto →

A crítica só porque sim desgasta mais a oposição do que o Governo

O Governo não passa uma semana sem criar um caso estúpido como o da transferência do Infarmed para o Porto, uma decisão de que nem o Presidente da República foi avisado – ao menos em nome da colaboração institucional que tão útil tem sido a António Costa. Mas a oposição acha que cavalgar a asneira do momento não basta – na verdade, PSD e CDS travam um combate pela liderança do seu espaço político – e desgasta-se ou anula-se a criticar cada passo do Executivo, incluindo o que nada interessa ao eleitorado. Nessa... Leia o resto →

O caminho que resta a António Costa para restaurar a confiança perdida

Os últimos dias não deixam margem para dúvidas: por longos meses, iremos ter reportagens diárias sobre o atraso na recuperação das áreas ardidas, com deputados da oposição a aproveitarem o maná e os canais de TV a seguir-lhes as pegadas, pelo menos até surgirem as cheias ou outras desgraças. O engodo é irresistível, pois por muito que se trabalhe no terreno descobrir-se-á sempre alguém que ainda espera, um recanto em cinzas onde a reconstrução não chegou. É só ir lá e montar o arraial. Se tiver a noção clara de... Leia o resto →

Só good news para António Costa

Na segunda-feira em que escrevo esta coluna prevê-se para quarta o anúncio da candidatura de Rui Rio à presidência do PSD e aguarda-se que Pedro Santana Lopes avance igualmente para o duelo grisalho de punhos de renda. Paulo Rangel, que após a bênção de Passos Coelho mais facilmente conquistaria o aparelho e poderia mandar, retirou-se antes de se apresentar, e Luís Montenegro, que se afastou da liderança parlamentar com a precisão de um relógio suíço, optou por intervir por fora. Duplo de Passos, este não é o seu tempo. São... Leia o resto →

António Costa passou por cima da passadeira de Gomes Ferreira

No último fim de semana, António Costa esteve no “Alta definição”, da SIC, e respondeu às perguntas com sorrisos rasgados: afinal, o ambiente é “friendly” e o primeiro-ministro limitou-se a desfilar pela passadeira vermelha dos convidados de Daniel Oliveira. Creio que a gravação da entrevista se fez por altura de outra – transmitida antes, em direto, também na SIC, e conduzida por José Gomes Ferreira – já que o tom amigável de António Costa se manteve, com a sua estratégia de bom humor a impor-se à excessiva e confusa confrontação... Leia o resto →

Ambição no pós-2020 e Metro no século passado

Enquanto Passos Coelho retoma a velha obsessão pela reforma da Segurança Social – no que mais não pretende do que cortar as pensões contributivas em pagamento, uma sanha persecutória que parece ser o seu grande projeto político – Assunção Cristas traça um caminho autónomo para o CDS e no duelo autárquico enfrenta Fernando Medina, o Adamastor que sabe não poder vencer. E com Carmona Rodrigues ao lado, então, arrisca-se ao desastre. Há dias, querendo contribuir “com rasgo, horizonte e ambição” para a solução do endémico problema dos transportes públicos na... Leia o resto →

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