Passos não desistirá

Chega ao fim a era de Passos Coelho ao leme do PSD. Dois terços do País, comigo a bordo, veem-no partir com alívio, tal o peso da austeridade que o seu governo impôs e a bonança em que se vive no limbo da geringonça. Já ninguém se recorda da situação de pré-bancarrota, nem da coragem de um homem que serviu num momento de desespero. Vai-se embora? Boa viagem. Como ando um bocado desatento – dizia Jorge Luis Borges que “o que for importante eu vou saber” – se calhar Passos... Leia o resto →

Espero que o MP continue a falhar

Foi um dia de escândalo: também fiquei chocado com a invasão do gabinete de Mário Centeno e julguei, por algumas horas, estarmos perante algo de muito grave. Não estávamos. Mas como o soubemos? Simplesmente porque os inspetores foram lá. O episódio, negativo para a imagem do Ministério Público, constituiu a exceção ao que é regra: a investigação do que tem de ser investigado. Porque a nós – que sabemos não viver numa sociedade de homens perfeitos – o que nos interessa são os resultados, o balanço positivo do combate profissional... Leia o resto →

O regresso de Fernando Mendes e Miguel Vital

Em março de 2017, a novidade que foi o “Apanha se puderes”, da TVI, entrou de imediato no “top 5” dos programas mais vistos, com audiências médias superiores a um milhão de telespectadores e o “share” a rondar os 30%. Esse êxito levou à queda de “O preço certo”, da RTP, transmitido no mesmo horário, que manteve apenas cerca de meio milhão de fiéis – abaixo de metade do concorrente. Na altura, vaticinei o rápido regresso à ribalta do concurso da estação oficial, uma previsão errada que também aqui tive... Leia o resto →

Os bobos do recreio

Não vou engrossar o coro de críticas a “Supernanny” porque desde 2010 perdi a conta às ocasiões em que condenei aqui os programas que exploram crianças. E vejo até com algum gozo a “indignação” vinda daqueles papás que expõem os filhos a torto e a direito nas redes sociais – por simples vaidade e tantas vezes de modo grotesco. O problema de “Supernanny” é que marca a fogo as pequenas vítimas e as sujeita ao terrível fenómeno do “bullying”. Porque há uma grande diferença na exposição pública em ambientes de... Leia o resto →

Gente pobre sem barras de segurança

No início do milénio, quando tive de dirigir um jornal tablóide, senti necessidade de deixar o carro em casa e andar de metro: refugiado, há vários anos, na minha zona de conforto, tinha perdido a noção do país real. A tragédia de Tondela, mais uma, fez-me pôr de novo o foco nesse chão onde tudo acontece, terra infértil avessa a alegrias e que parece apenas capaz de produzir desgraças. Com a descrição do terror – houve também quem falasse em “terror” após o abanico de Arraiolos, que falta de consciência... Leia o resto →

Empataram na TV mas um deles vai ganhar

Chega hoje ao fim, com o ato eleitoral, uma semana de televisão dominada pelas campanhas de candidatura de Rui Rio e de Santana Lopes à presidência do PSD. Não houve uma vantagem clara, já que ao melhor domínio da comunicação por parte de Santana, expresso no primeiro frente-a-frente, respondeu Rio com um desempenho sereno, no segundo, em que logrou até substituir a habitual frieza histriónica por uma bonomia que contrastou com o rosto crispado do adversário. Rio fez bem em só ter aceitado dois debates, pois pôde, nas entrevistas, explanar... Leia o resto →

Três dias sufocantes para quem não gosta de bola

O ano começou televisivamente bem, com a clara e positiva mensagem do Presidente a ultrapassar os 3 milhões de espectadores – e só na TVI, com mais de 1,2 milhões, a pulverizar o máximo obtido pelo seu antecessor e a quase triplicar o que Cavaco registara na derradeira comunicação, em janeiro de 2016. Marcelo recuperou a forma e isso foi uma primeira excelente notícia para os que o apreciam. Mas nos dias seguintes o sofrimento voltou. Na terça-feira, logo pela manhã, os canais iniciaram os “diretos” perto do Estádio da... Leia o resto →

2017: o ano das cremalheiras rotas

Os dramáticos acontecimentos do verão e a campanha eleitoral trouxeram-nos imagens televisivas de pessoas que não vemos normalmente no ecrã. Muitas pareciam até mais abastadas do que o mortal comum a quem se pergunta se a gasolina está cara, se no verão vai à praia ou se no Natal come bolo-rei. Mas a surpresa dessas caras novas – de bombeiros a autarcas, passando por secretários de Estado e especialistas de clima, mestres em floresta, repórteres e analistas de tudo ou de coisa nenhuma – encontrava-se em algumas bocas que os... Leia o resto →

Acusar um bombeiro de homicídio? Ainda há juízes em Portugal

Em vésperas de Natal, dirijo os meus pensamentos às vítimas dos grandes incêndios do ano e aos seus familiares. Mas sinto-me igualmente solidário com os bombeiros de Portugal, em especial com os injustiçados, os que deram o seu melhor, com risco da própria vida, e são hoje acusados de negligência e responsabilizados pela morte daqueles a quem não puderam acudir. Não faltam, nesta altura, imagens fantásticas, candidatas a melhores de 2017, mas eu escolho outras: as do rosto fechado e humilhado do comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande quando... Leia o resto →

Câmara de TV, um objeto cortante

Já com tantas relações político-familiares no Governo, havia necessidade que a nova secretária de Estado da Saúde fosse a mulher de um eurodeputado do PS? Não mandaria a prudência que a seguir à tomada de posse, em Belém, Rosa Zorrinho se moderasse nas manifestações de uma alegria mais própria de quem acabou de ganhar o Euromilhões? Quando se terá em conta que uma câmara de televisão é uma espécie de objeto cortante que pode dilacerar em segundos a imagem de uma pessoa? O que aconteceu com a ex-presidente da Raríssimas... Leia o resto →

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