Golpe de talento e algum amadorismo

No episódio inicial de “Golpe de sorte”, na SIC, temi o pior, quando, no espaço de carga de uma camioneta, uma mulher deu à luz, de pernas voltadas para a parte aberta da caixa e para quem assistia na rua… As realizações portuguesas sofrem dessa pecha: adaptam o que deviam ser exigências à comodidade da produção, em vez de procurarem reduzir ao mínimo as situações inverosímeis. Outro exemplo cruel: na sociedade recreativa de Alvorinha, cheia de gente a meio da manhã – como se não houvesse mais televisores na terra... Leia o resto →

Ruben Rua: a “capacidade zero” de José Castelo Branco

De vez em quando, a RTP brinda-nos com momentos de felicidade. Como aconteceu na quarta-feira, com o “direto” do Portugal-Suíça, que levou o canal do Estado à liderança do dia, graças ao “empurrão” de uma audiência média de 2,3 milhões de espectadores e um share de 52,9%, que atingiu os 59,3% após Cristiano Ronaldo ter marcado o segundo golo – e logo o terceiro. Além de permitir acompanhar mais uma proeza do melhor futebolista-competidor do Planeta – Messi é mais jogador-artista – a RTP prestou ao País outro serviço: fez... Leia o resto →

Votaram mais: não vale fazer batota

Na noite eleitoral e tomando as dores coletivas, repórteres e comentadores encheram os espaços televisivos sublinhando a elevada abstenção e o seu aumento em relação às “europeias” de 2014. E finou-se o serão sem que se explicasse a lógica da coisa: o “recenseamento” de cerca de 1,2 milhões de emigrantes – a juntar aos 245 mil de há cinco anos – que ligam tanto a eleições como às probabilidades da existência de água em Marte. E a consequência, claro, foi chocante: de 1 milhão e 441 mil inscritos votaram menos... Leia o resto →

O “especial” de Cristina Ferreira e o toque de Midas

Ao longo da vida, fartei-me de ver como acabaram aqueles que se julgavam dotados do toque de Midas e que menosprezaram o poder do talento e do trabalho na obtenção de resultados. Lembrei-me desses iluminados a propósito de uma edição “especial” do programa “Cristina”, da SIC, no período anterior aos telejornais. É que a popularidade da apresentadora talvez não bastasse para que as audiências fossem ouro. E a verdade é que liderou na estreia, na segunda-feira, e perdeu – para “O preço certo”, para que outro poderia ser? – pelo... Leia o resto →

Paulo Futre, uma referência

Não dedicarei hoje esta coluna a um programa. Refiro apenas o “Liga d’Ouro”, da CMTV, em que José Manuel Freitas normalmente “enfrenta” – com a reconhecida competência – essa personalidade extraordinária que é Paulo Futre. Génio da bola e “globetrotter” do futebol – jogou em Espanha, França, Itália, Inglaterra e Japão – nem entre nós foi fiel a um emblema, pois vestiu a camisola dos três “grandes” e nos três deixou marca: no Sporting, onde se formou e permaneceu o coração, no FC Porto, que foi com ele bicampeão nacional,... Leia o resto →

Adeus, Teixeirinha!

Longe vai o tempo em que a TVI lançou “Apanha se puderes” e passou a liderar o horário anterior ao “prime time”, fulminando o domínio de “O preço certo”, da RTP. A queda do concurso iniciou-se ainda com Cristina Ferreira, já a caminho da SIC, e com a introdução de ideias novas no programa de Fernando Mendes. O despertar da estação de Paço de Arcos, primeiro com “Casamento à primeira vista” e depois com “Quem quer casar com o agricultor?” cimentou-lhe a preferência antes dos telejornais, “O preço certo” manteve-se... Leia o resto →

Ricardo Ribeiro, o fadista especial

De vez em quando, quem vive da música em Portugal descobre um alegado talento que logo impinge a canais de TV, rádios e sites, ao que resta da imprensa e agora também às redes sociais. Pior do que a encomenda, só o raciocínio enviesado dos “artistas”, que nos massacram com considerações filosóficas de sua pobre autoria. Jornalistas e comunicadores enfiam, claro, os barretes. Não é destes tempos, é de sempre. Não me esqueço da campanha de há 50 anos, paga por um empresário das tintas que financiava a carreira da... Leia o resto →

Operação Páscoa: mais uma que serviu para pouco

Com a campanha da Páscoa, repetiram-se as idas à televisão de responsáveis pela luta diária dedicada, há tantos anos, à redução dos níveis de sinistralidade rodoviária. São várias as culpas pelo insucesso dessa batalha. A legislação em primeiro lugar, talvez. Mas ela existe e já é severa. Depois, a negligência dos condutores, que bebem demasiado, abusam da velocidade, encostam o telefone ao ouvido, atrapalham-se com os cigarros, enviam mensagens, circulam com pneus carecas ou usam as ruas como se estivessem num rali. Trata-se de uma questão cultural, do resultado de... Leia o resto →

As odiadas 12 horas de Jack Ma

Em 2013, ao formar-se a equipa do “Hora Record”, da CMTV, apontou-se para futura pivô do programa uma estagiária que pouco percebia de desporto. Como tinha potencial, incentivei-a a anular o “gap”, dedicando-se ao seu projeto laboral para além do horário normal. E ela passou a entrar mais cedo do que os colegas e a ir para casa muito depois deles. Juntava ainda, a 12 horas na redação, o tempo das conversas com o pai, adepto de futebol e que lhe esclarecia as dúvidas. Em três meses, a jornalista foi... Leia o resto →

Agricultores sem eira nem beira

Ao lançar “Quem quer namorar com o agricultor?”, 18 anos após estreia de “Farmer wants a wife”, em Inglaterra, a SIC fez de Portugal o último das três dezenas de países que, desde 2001, apostaram na capacidade do programa para captar audiências. Há pouco tempo, a SIC Mulher transmitiu a nona (!) temporada da versão australiana, um luxo que ia da imensidão das herdades ao nível das candidatas, passando pelo cheiro, intenso, a dinheiro. Também pela realização, pois em televisão a abundância de recursos ajuda muito. Na edição portuguesa nota-se... Leia o resto →

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