A polícia já anda de comboio

Desgastado pelo verão horrível e pelas imparáveis sequelas do roubo de armas em Tancos, o Governo “estacionou” nos 40 por cento nas sondagens quando devia estar já no limiar da maioria absoluta. É certo que a agressividade de Passos Coelho – que todos os dias encontra forma de criticar António Costa – e a boa campanha de Assunção Cristas na corrida à câmara da capital também não têm facilitado a vida ao PS. Mas o que falha demasiado no Executivo é a estratégia de propaganda – em que tem muita... Leia o resto →

Acabam US Open e Vuelta: ficam as saudades de Federer e Contador

Para se escrever sobre televisão, existe um mandamento óbvio: ver televisão. E esta semana, chegado o dia de produzir a crónica, verifiquei que não cumpri a tal regra de ouro que me habilitaria a refletir com o leitor sobre um tema de interesse comum. Preciso de me justificar, não foi propriamente não ver televisão, mas ver apenas aquilo que na época do ano que atravessamos me mantém refém do televisor: o Open de ténis dos Estados Unidos e a Volta a Espanha em bicicleta. A agenda diária não me dava... Leia o resto →

Certa não é a vitória, certa é a estupidez

Só paciência dos leitores e do diretor do CM permite que se cumpram hoje sete (!) anos de “Antena paranoica”. Grato pelo privilégio. Gostaria de me focar apenas no caso daquela juíza que se condoeu do “arrependimento” de um violador – que em dois anos tudo fez para não ser apanhado – e o libertou, não valorizando tanto a vida destroçada da mulher violada. Quando a justiça põe a eventual reabilitação do criminoso à frente dos direitos da vítima, é a civilização que cede à barbárie. Mas a greve de... Leia o resto →

Uma semana péssima para a sanidade mental

Nada corresponde a um raciocínio lógico e estamos cada vez mais dependentes dos fazedores de opinião, o que é outro problema: nem todos são recomendáveis. A semana foi péssima para a sanidade mental. Os efeitos colaterais do massacre de Barcelona foram igualmente arrasadores. Percebe-se que, numa pequena cidade, se possam reunir centenas de litros de acetona e de botijas de gás sem dar nas vistas? Percebe-se que a polícia catalã mate – numa área rural e podendo apenas feri-lo – o principal responsável pelo atentado, que haveria todo o interesse... Leia o resto →

Dois meses depois, só um fantasma

Agosto anda maluco por cá. Como se não chegasse a brutalidade dos incêndios, cai um avião na praia e tomba um carvalho na romaria, ou seja, nem precisávamos que nos atingisse o terrorismo para chorarmos mortos e feridos. Portugueses que somos, interessa-nos primeiro conhecer o número de vítimas e, mesmo antes disso, começamos a procurar culpados, ainda que a força da natureza seja incontrolável e o diabo espreite atrás da porta – e contra isso o homem tenha o peso do grão de areia. A televisão complica a vida aos... Leia o resto →

Anormais de agosto

A imagem da semana que retenho é a de um ex-primeiro-ministro a empurrar uma cadeira de rodas com a mesma determinação e capacidade de enfrentar momentos difíceis com que durante quatro anos conduziu os destinos do país – seja qual for o nosso julgamento individual sobre a dimensão dos seus méritos e deméritos. Uma imagem, aliás, que não foi poupada – nem essa – aos comentários escabrosos dos energúmenos à solta nas redes sociais, que por minutos mudaram o foco do que achavam de facto mais relevante: a foto de... Leia o resto →

Devia o piloto ter levado o avião para o mar?

É chocante saber que duas famílias regressaram a casa, após um dia de praia que se julgava tranquilo, sem uma filha ou sem um avô, como sucedeu na Costa da Caparica – senhores jornalistas, deixem lá o “de” para a Póvoa de Varzim, vejam o Ciberdúvidas, aprendam. Por outro lado, é injusto não aceitar que o piloto já não conduzia um avião, antes uma máquina desgovernada que procurava o chão a quase 200 km/hora. Devia ter tido a grandeza de atirar o Cessna para o mar, arriscando a sua vida... Leia o resto →

Se pudesse, André Ventura

Foram 64 ou mais um ou dois? Durante longos dias, acolheu-se a polémica sobre o número de mortos do incêndio de Pedrógão Grande, como se 65, 66, 11 ou 100 agravassem ou reduzissem a dimensão da tragédia. Essa discussão espúria, que a oposição alimentou por conveniência e o Governo engordou por incompetência, constituiu apenas um novo exemplo daquilo que tanto agrada à abúlica sociedade portuguesa: o debate do inútil. Porque esse vírus lhe foi inoculado por uma classe política que, com exceções meritórias, nunca se afasta do conforto do politicamente... Leia o resto →

Nem criminosos fardados, nem bandidos inocentes

A notícia apanhou-me de férias mas o tema não permite que o deixe passar em claro. Trata-se da acusação de tortura, sequestro e xenofobia que recai sobre os 18 elementos da PSP em serviço na Cova da Moura, um absurdo. Entendamo-nos: a ser verdade que três ou quatro agentes tiveram o bárbaro comportamento que lhes é apontado e utilizaram o palavreado inaceitável que também se lhes atribui, é evidente que não merecem servir a causa pública, pelo que devem ser expulsos da PSP e responder perante a justiça. O que... Leia o resto →

Militares andam a dormir na forma

Não fosse o trabalho da comunicação social e Pedrógão Grande seria pouco mais que um marco pintado de novo, na berma da estrada. E é bom que o foco dos média se mantenha na região mártir do centro do país, para que a vontade política não ceda à modorra do tempo. Este fenómeno, que já não é de agora, não o entenderam ainda os militares, que há pouco responderam a novas desconsiderações do poder com a marcação de uma “manif” do reumático para Belém e ameaçaram com a deposição das... Leia o resto →

« Entradas mais antigas

 
Back to top