O fracasso da TVI

A mudança na direção de programas marcou o início do regresso da SIC à liderança e a contratação de Cristina Ferreira foi seguida de outras medidas de gestão de recursos e de captação de audiências igualmente importantes.

O segundo tiro na “mouche” de Daniel Oliveira foi o da recuperação de Júlia Pinheiro. A apresentadora, “desaparecida” após o “flop” das manhãs, encontrou no novo “Júlia” o porto de abrigo, sendo raro o dia em que não bate o “A tarde é sua”, de Fátima Lopes. Desgastada pelas piadolas e pelo equívoco do formato matinal, Júlia utiliza nas tardes o tom sério que melhor se adapta ao seu perfil de conversadora ponderada e credível.

Também o “Linha aberta”, de Hernâni Carvalho, tem no período a seguir ao almoço o espaço certo, e até a pepineira do “Quem quer namorar com o agricultor?” – quase um milhão de espectadores! – arrasa mais uma aposta falhada da concorrente e leva o “Jornal da noite” ao colo para o topo. Faltam só as telenovelas para que o fracasso da TVI seja total. E pelo que se vê, não demorará muito.

A celebrar 40 anos, o “Correio da Manhã” e a CMTV vivem um momento de expansão de popularidade que a presença do Presidente Marcelo na gala do “Viva a vida” veio confirmar. Chapeau!

Antena paranoica, Correio da Manhã, 23mar19

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