Raul Figueiredo ou a luta contra o esquecimento

Os capitães Figueiredo e Manuel Passos trocam galhardetes na inauguração do Estádio do Restelo

Filho do famoso Raul Soares de Figueiredo, Tamanqueiro – futebolista internacional que brilhou no Olhanense e no Benfica – Raul António Leandro de Figueiredo, que por estes dias completou 88 anos, pouco diz hoje, aliás como o pai, aos adeptos do desporto-rei. Ele fez parte das equipas do Belenenses que iluminaram a minha década de 50 com o vibrante futebol que eu via nas Salésias. Jogou ao lado de Matateu e Di Pace, e chegou também à Seleção Nacional. Era um central de grande poder físico e de uma entrega rara à camisola.

O Raul integra uma vasta lista de ídolos esquecidos pelos clubes que representaram e que não honram o esforço das anteriores gerações. Notei isso com muitos daqueles a quem entregámos o Record de Ouro e que viram com esse ato quebrar-se a pedra do esquecimento a que foram condenados.

Entrega do Record de Ouro a Raul Figueiredo, em 2011

Há sete anos, tive a felicidade de receber Raul Figueiredo na redação para lhe prestar a homenagem merecida. E senti como foi importante para ele esse reconhecimento. Afinal, sofremos ambos com a perda do título, em 1955, quando o sportinguista Martins, o sexto violino, empatou o jogo quase no final e impediu o Belenenses de ser campeão. Com o Raul dentro de campo, sem poder evitar o golo fatal, e eu e o meu pai em desespero com o relato da rádio… É assim a vida. Parabéns, Raul, e um eterno abraço.

Parece que foi ontem, Sábado, 1MAR18

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