Passaram 14 anos: é tempo de partir

Com esta crónica, chegam ao fim 14 anos de escrita semanal na Sábado, sendo quatro de edição de Parece que foi ontem, 200 evocações de pequenos episódios, boa parte deles – como é o caso do último, aqui ao lado (ao lado na revista, no site será no post seguinte) – tendo-me como discreto protagonista.

Mantive reserva sobre os derradeiros 15 anos, pus de lado histórias antigas de menor dignidade, evitei recordações tristes e tentei não ser injusto. Optei por citar pessoas pela positiva e por não me entregar a acertos de contas. O que fiz de errado não pode, infelizmente, ser corrigido, e sei que fui muito condicionado pelo tempo e pelas circunstâncias. Daí que não alimente ódios, nem tenha pedras no sapato.

Mas esta despedida não será a definitiva na comunicação social, pois seguirei ligado à Cofina e aos habituais textos de opinião no Correio da Manhã (Antena paranoica, no jornal de sábado, e Excitações, na revista Domingo) e no Record (Outra vez segunda-feira). Só por mais um tempo, pois pedi a compreensão do Octávio Ribeiro para que possa reformar-me de vez – dando lugar a cabecinhas mais frescas e mais brilhantes – na posse das minhas capacidades e não quando começar a escrever pataratices. E de volta e meia já dou com algumas…

A frase é de autor anónimo, mas própria para final de ciclo: não digo adeus, agradeço-vos apenas por terem feito parte da minha vida. E continuem a ler a Sábado, que surgirá, para a semana, renovada e mais forte! Foi um prazer, leitor.

Observador (texto final), Sábado, 10MAI18

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