O pecado da gula dos grandes clubes

O Benfica fez o melhor negócio com a venda dos direitos televisivos para o futebol, ao colocar fora do acordo com a NOS a publicidade no estádio e nas camisolas, o que pode elevar a faturação total até perto dos 500 milhões de euros, com o maná a iniciar-se já em julho e não no verão de 2018, como sucederá com FC Porto e Sporting.

Notável é também o contrato conseguido pelos leões, longe do título há 13 anos e que se colaram aos valores obtidos pelos grandes rivais. A minha dúvida assenta é na longa duração dos compromissos, uma vez que no audiovisual tudo muda rapidamente e a década de 20 – ou ainda esta – não deixará de nos oferecer o mundo novo que tornará obsoleto muito do agora acertado.

Nada que preocupe as partes. Às operadoras interessa dominar o mercado e os clubes cometem o seu tradicional pecado da gula: receber hoje por conta para continuar amanhã e sempre a pagar salários proibitivos, errar nas contratações e empurrar as dívidas com a barriga. Nunca aprenderão.

Antena paranoica, Correio da Manhã, 2JAN16

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