O achado de “Casamento à primeira vista”

A criatividade venceu a inércia: depois de anos a ver passar os comboios, o “restyling” nos conteúdos de “O preço certo” fê-lo voltar ao pódio dos mais vistos do dia – aconteceu na última quarta-feira, com 891 mil espectadores.

Chegou na altura certa a “refundação” de Mendes, Vital e companhia, já que o período anterior aos telejornais das 20 conhecera, na segunda-feira, um novo líder, “Casamento à primeira vista”, da SIC, que bateu não só o concurso da RTP como o moribundo “Apanha se puderes”, da TVI – uma reviravolta total nas audiências.

Não foi preciso ter um grande programa, bastou a inteligência de o gerir. O diário, que não existia – ou não passava entre nós – nas edições estrangeiras do “Casamento” transmitidas pela SIC Mulher, foi o achado de Daniel Oliveira para subir de terceiro a líder no horário. Porque a verdade é que a versão nacional é um pastelão descuidado e irritantemente repetitivo. Rostos suados, planos com rachas nas paredes e cerimónias pobrezinhas nada têm a ver com a venda do sonho.

Mas os castings salvaram a coisa, pois seria difícil escolher gente mais bronca e mais portuguesa, uns cromos que prestam serviço público ao dizerem e fazerem o contrário do que se deve.

Antena paranoica, Correio da Manhã, 10NOV18

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