Minha cabeça estremece com todo o esquecimento

Os canais estão cheios de
comentadores e os da política ou da economia são como os do futebol: há os bons
e os que não nasceram para aquilo.

Na análise da atualidade vejo,
entre tantos curiosos, gente com qualidade, mesmo para além do indiscutível
quinteto Marcelo-Sócrates-Vitorino-Mendes-Sousa Tavares, que ouvimos sem nos ficar
a sensação de “nonsense” que por vezes resulta das intervenções de outros.

Permito-me, assim, destacar
dois analistas que tento não perder: o sempre brilhante Medeiros Ferreira, que
puxa as audiências para cima na CM TV com a sua imbatível capacidade de
argumentação, e o tranquilo António Bagão Félix, na SIC Notícias, cujo
raciocínio linear nos faz compreender facilmente as razões da nossa desgraça.

Esta semana, Bagão Félix
manteve com Ana Lourenço mais um diálogo admirável, selado na última página da
conversa com o habitual “pensamento”, uma não menos admirável frase do poeta
dos poetas: “Minha cabeça estremece com todo o esquecimento”. De Herberto
Hélder, obviamente – a assinatura perfeita de um momento mágico.

Antena paranóica, publicado na edição impressa do CM de 1 junho 2013

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