Melhor que o futebol nem a cortiça

Com a qualificação do Sp. Braga para os “quartos” da Liga Europa, Portugal recuperou à França o 5.º lugar no ranking da UEFA. Os franceses têm ainda o PSG na Liga dos Campeões e nós temos o Benfica, pelo que o desempenho europeu dos arsenalistas será importante para mantermos a posição até ao fim, o que permitirá ao 3.º da Liga, de 2017/18, disputar o playoff da Champions em vez da 3.ª pré-eliminatória.

Os quatro primeiros do ranking são, naturalmente, quatro potentados do futebol e do Velho Continente: Espanha, Alemanha, Inglaterra e Itália. Os outros dois, França e Rússia, seguem em 6.º e em 7.º, com Portugal a intrometer-se assim numa disputa a seis que passou a ser a sete graças à valia dos clubes de um pequeno país de 10 milhões de habitantes – os outros vão dos 47 milhões da Espanha aos 145 milhões de russos, todo um mar de recursos humanos e financeiros.

Também noutro ranking da UEFA, o de clubes avaliados um a um pela participação nas competições europeias, nas últimas cinco épocas, o Benfica surge em 6.º lugar e é o único emblema do “top ten” que não pertence a um dos grandes países europeus, sendo preciso ir até à 14.ª posição para encontrar o primeiro russo, o Zenit, logo seguido do segundo português, o FC Porto.

E se olharmos para o ranking da FIFA encontraremos a Seleção Nacional em 7.º, a quarta europeia, pelo que lanço a pergunta recorrente: haverá outra área de atividade em Portugal tão reconhecida internacionalmente como o futebol? Não, não há. Quer dizer, por uma questão de patriotismo devemos sempre contar com a cortiça.

Canto direto, Record, 21MAR16

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