Manuel dos Santos nos 125 anos da praça do Campo Pequeno

A praça de touros do Campo Pequeno no dia da inauguração: 18 de agosto de 1892

Assinalou-se, no agosto findo, o 125.º aniversário da inauguração da praça do Campo Pequeno, ex-libris de Lisboa e uma catedral do toureio que faz parte de um tempo da minha vida que desapareceu. Na década de 60, cresci a ver as transmissões da RTP, em direto do Campo Pequeno, e assisti, por vezes ao vivo, à fase de declínio de dois ícones da festa brava: Salvação Barreto e Manuel dos Santos – ambos já retirados e com atuações esporádicas.

Referi aqui o primeiro, em abril, a propósito da sua pega de caras no filme Quo Vadis, de 1951, e quero hoje prestar homenagem àquele que é ainda o maior nome da tauromaquia em Portugal, uma figura tão popular na sua época como já era Amália e viria a ser Eusébio.

Manuel dos Santos em foto emblemática de uma lide no México

A vida de Manuel dos Santos ficou intimamente ligada ao Campo Pequeno. Foi lá que tomou a alternativa como bandarilheiro, em 1944, que foi preso por ter morto um touro no final da lide, em 1951, e que se retirou, em 1953, antes de se tornar empresário da própria praça.

Vítima de um brutal acidente de automóvel, em Vendas Novas, a 17 de fevereiro de 1973, Manuel dos Santos morreu no dia seguinte, no Hospital Particular de Lisboa, outro marco de tempos que se foram. O funeral, da capital para a sua Golegã natal, constituiu uma impressionante manifestação de pesar. As pessoas passam, o País é outro, mas há memórias que resistem.

Parece que foi ontem, Sábado, 31AGO17

Imagem do funeral de Manuel dos Santos, publicada no Diário Popular(?)

 

 

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