José Mourinho: cobiçado por “eles”

Para quem odeia o técnico do Real, e simplesmente lhe cobiça o sucesso, tratou-se de um castigo tão merecido como para o italiano sem dentes para as nozes milionárias que lhe deram para brincar. No futebol, como na vida afinal, só vence quem mete, repetidamente, todos os dias, a cabeça no cepo. 

Canto direto, publicado na edição impressa de Record de 22 setembro 2012

José Mourinho anunciou esta semana através de comunicado que irá investir no BCP, uma notícia animadora, já que pior seria se investisse no Deutsche Bank.
Curiosamente, e não por acaso, a notícia caiu nas redações no dia seguinte a um momento terrível do técnico português, que tinha a cabeça a prémio aos 85 minutos do Real Madrid-Manchester City, quando Kolarov fez o 1-2, e saiu a seguir do Bernabéu, conseguido o 3-2, como um dos “heróis” da noite de terça-feira.
Foi bem feito para Mancini, treinador dos campeões ingleses, um homem medroso e um líder vulgar, que nada arriscou para vencer a partida. Começou a festejar antes do tempo e aconteceu-lhe em Madrid o inverso do que havia sucedido na última jornada da Premier League, quando teve, a jogar em casa, o título perdido para o Man United já nos minutos de compensação e acabou em primeiro graças ao talento de Kun Aguero.
Agora, foi a vez de Cristiano Ronaldo e Benzema destroçarem os armários “citizens” mesmo ao fechar do pano, numa reviravolta histórica que deixou Mourinho de “rodillas” sobre o relvado e de novo os céticos merengues rendidos às virtudes dos portugueses, todos no epicentro da “remontada”.
E foi de facto interessante ler a imprensa espanhola na quarta-feira e verificar como era reduzida – para o que é habitual – a opinião publicada. Não sei se aos 85 minutos haveria já crónicas adiantadas, como sugeriu Mourinho, que não permitiam mudança na direção que levava a escrita, ou se a deceção foi tão grande que impediu o supremo exercício da hipocrisia. 
Para quem odeia o técnico do Real, e simplesmente lhe cobiça o sucesso, tratou-se de uma lição tão merecida como para o italiano sem dentes para as nozes milionárias que lhe deram para brincar. No futebol, como na vida afinal, só vence quem mete, repetidamente, todos os dias, a cabeça no cepoJosé Mourinho anunciou esta semana através de comunicado que irá investir no BCP, uma notícia animadora, já que pior seria se investisse no Deutsche Bank.Curiosamente, e não por acaso, a notícia caiu nas redações no dia seguinte a um momento terrível do técnico português, que tinha a cabeça a prémio aos 85 minutos do Real Madrid-Manchester City, quando Kolarov fez o 1-2, e saiu a seguir do Bernabéu, conseguido o 3-2, como um dos “heróis” da noite de terça-feira.Foi bem feito para Mancini, treinador dos campeões ingleses, um homem medroso e um líder vulgar, que nada arriscou para vencer a partida. Começou a festejar antes do tempo e aconteceu-lhe em Madrid o inverso do que havia sucedido na última jornada da Premier League, quando teve, a jogar em casa, o título perdido para o Man United já nos minutos de compensação e acabou em primeiro graças ao talento de Kun Aguero.Agora, foi a vez de Cristiano Ronaldo e Benzema destroçarem os armários “citizens” mesmo ao fechar do pano, numa reviravolta histórica que deixou Mourinho de “rodillas” sobre o relvado e de novo os céticos merengues rendidos às virtudes dos portugueses, todos no epicentro da “remontada”.E foi de facto interessante ler a imprensa espanhola na quarta-feira e verificar como era reduzida – para o que é habitual – a opinião publicada. Não sei se aos 85 minutos haveria já crónicas adiantadas, como sugeriu Mourinho, que não permitiam mudança na direção que levava a escrita, ou se a deceção foi tão grande que impediu o supremo exercício da hipocrisia. Para quem odeia o técnico do Real, e simplesmente lhe cobiça o sucesso, tratou-se de uma lição tão merecida como para o italiano sem dentes para as nozes milionárias que lhe deram para brincar. No futebol, como na vida afinal, só vence quem mete, repetidamente, todos os dias, a cabeça no ce

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