José Manuel Trigo fechou o T Clube: ficaram as memórias

“Uma retirada a tempo é uma vitória” – Napoleão Bonaparte, imperador francês, 1769-1821

Em 1988, no T-Clube, Trigo (o segundo à direita) recebeu o escriba e o jornalista Mário Zambujal

Há três décadas, vivi o meu período sempre em festa: ia a quase todas. Nessa altura, em Lisboa, afirmava-se um novo rei da noite, Pedro Luz – que lançou de uma assentada o Docks e o Indochina –, o Porto era Twins, e no Algarve lideravam o negócio, com públicos diferentes, Liberto Mealha e José Manuel Trigo, este a aproveitar o enorme sucesso da Trigonometria, para abrir, também na Quinta do Lago, o sofisticado T-Clube.

Trigo tinha o melhor know how: passara, no Brasil, pelo carismático Hipopotamus, de São Paulo, onde foi braço-direito de outra lenda, a francesa Regine Chouckron, que mudou a face da noite brasileira nos idos de 70. Setenta, eis a questão. Rapaz da minha incorporação, José Manuel fechou agora, no final de agosto, um ciclo glorioso de 29 anos ao leme do T, na verdade aquela que era ainda, na viragem do milénio, a sua segunda casa. Cerradas as portas da discoteca da elite porque “a vida é para a frente e não se pode viver do passado”, como diz, José Manuel Trigo  promete continuar no ativo, com o seu insubstituível conhecimento do negócio da noite. Mas ficam de vez para trás festas fantásticas, a que gente brilhante deu o glamour das estrelas. Tudo por causa do visionário, o emperor of the night, como justamente lhe chamou José Paulo Fafe. Chapeau!

Páginas da revista “Élan”, dedicadas às festas do T

Parece que foi ontem, Sábado, 7SET17

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