Haverá renovação da Seleção no Mundial de 2018?

Quando Fernando Santos chegou à Seleção, há dois anos, dizia-se que iria ser o homem da renovação de uma equipa… acabada. Mas o primeiro sinal do esperado rejuvenescimento foi o regresso às convocatórias dos proscritos mas já nada jovens Danny, Bosingwa e Ricardo Carvalho. Santos sabia, como ninguém, que renovar não significava dispensar talentos pelo cartão do cidadão. A Seleção é para os que rendem mais, respondem melhor à pressão e criam laços mais fortes no grupo de trabalho, tenham os 18 anos de Renato Sanches ou os 38 de Ricardo Carvalho.

Foi a aplicação dessa política, conduzida pela inteligência, bom senso e “savoir faire” do selecionador, que deu o excelente resultado que levou o País ao êxtase. Mas a conquista do Europeu não eliminou de vez o preconceito presente no regresso da tese da regeneração da Seleção. E reclama-se, para o Mundial, a utilização de estrelas ascendentes do futebol português, um rol interminável que vai de Rúben Semedo a Bernardo Silva, de André Silva a Rúben Neves, de João Carvalho a João Carlos Teixeira e por aí fora.

Tenhamos calma. O pleno rendimento no Europeu de jogadores como Bruno Alves, Eliseu ou Ricardo Quaresma – que nada garante não serem convocáveis em 2017 e 2018 – foi decisiva nos momentos em que outros quebraram porque o corpo não é de ferro. E se Fernando Santos chegou à Seleção sem ter já o que provar, existe hoje a garantia total de que a renovação prosseguirá com o recurso a valores confirmados no terreno e não nos comentários avulsos. Até porque a fasquia subiu: iremos ao Mundial, e Fernando Santos di-lo-á, com a ambição de ganhar. O que jamais acontecerá com reverências à crítica ululante.

Canto direto, 25JUL16

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