Francisco Penim e Carlos Abreu Amorim: dois casos

Ninguém tem dúvidas sobre o
poder da televisão para construir ou para destruir carreiras. O que causa
espanto é a inabilidade que pessoas inteligentes revelam para o utilizarem em
seu proveito.

Com um pequeno intervalo de
tempo, testemunhei dois casos opostos. Num deles, na CM TV, Francisco Penim fez
os melhores comentários que ouvi nos diversos “diretos” da caça ao homem, após
o atentado da maratona de Boston: excelente domínio da palavra, total à vontade
perante as câmaras, conhecimento do que falava, um desempenho perfeito.

O outro caso foi interpretado
por Carlos Abreu Amorim, no discurso de apresentação da candidatura à
presidência do município de Gaia: um tom exaltadíssimo, uma carga histriónica
exagerada, um ar zangado, um por-favor-não-votem-em-mim-que-eu-sou-terrível.

Não me surpreendeu Penim, igual a si próprio. Já quanto a Amorim,
espera-se que se tenha apenas “esquecido” de que estavam lá as câmaras, um
lapso que, a repetir-se, lhe será fatal nas urnas. O sucesso de Luís Filipe Menezes prova
que é a serenidade o caminho, não a gritaria.

Antena paranóica, publicado na edição impressa do CM de 27 abril 2013

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