E tudo terminará com o habitual “para o ano é que é?”

E agora, Sporting? Poderá uma eventual presença na final da Liga Europa ou uma vitória na Taça de Portugal – como aconteceu há três anos, com Marco Silva, lembram-se? – fazer esquecer o terceiro falhanço consecutivo da era Jesus na conquista do título? E se os leões, com um calendário mais difícil que o Sp. Braga, perderem ainda o terceiro lugar? Tudo se resumirá de novo ao clássico “para o ano é que é”? O que mais me surpreende é o modesto rendimento da equipa, que não será a ausência de William, na Pedreira, que conseguirá explicar. Daí que a partida da próxima quinta-feira possa apontar um destino. Porque pior do que fracassar na liga seria juntar-lhe a perda do resto que está em jogo. E tendo em conta que Atlético de Madrid e FC Porto são os obstáculos que se seguem, a missão de Jorge Jesus parece impossível.

Mistérios não faltam no futebol caseiro, mas no Benfica há um que me intriga: as poucas oportunidades dadas a um jogador precioso, Raúl Jiménez de seu nome. O sentido de baliza do mexicano – tal como a sua capacidade para aumentar a intensidade do jogo – é fantástico. E no sábado, a assistência para o segundo golo encarnado é a prova, irrefutável, do seu talento como executante. Espero que o Benfica não o dispense – e, sendo suplente, seguramente abaixo do seu valor – sem ele ter deixado uma marca entre nós.

Falando de classe. A estreia de Ibrahimovic na MLS foi um êxito inacreditável. Entrar a 20 minutos do final, marcar pouco depois um golo de antologia a 35 metros do alvo e, ao cair do pano, fazer o cabeceamento para o triunfo (4-3), do Los Angeles Galaxy, é uma proeza apenas ao alcance de meia dúzia de predestinados. Como é que um jogador ainda com esta capacidade há três meses que não era convocado por José Mourinho?

Grande luta na 2.ª Liga, com seis (!) equipas a discutir os lugares de promoção, a sete jornadas do fim. Na clara melhoria de nível global afundam-se as turmas B dos chamados “grandes”. O FC Porto é o melhor, em 7.º, com o Benfica em 11.º e o Sporting em antepenúltimo, já na zona de descida, onde se encontra também o Sp. Braga. Projeto falhado, vai ter de mudar o paradigma da coisa.

Melhor na fotografia não está a nossa arbitragem, pois não teremos nenhum juiz de campo no próximo Mundial, o que constitui uma humilhação. Talvez um ou dois possam ir como VAR, ficando de qualquer forma confirmado que os árbitros portugueses não dispõem das competências necessárias para se afirmarem numa grande competição internacional. Não me espantaria, no entanto, que a ausência estivesse igualmente ligada a um trabalho deficiente junto do poder de decisão porque, não sendo boa, a arbitragem cá de casa não é pior que outras que vamos apreciando – a espanhola, por exemplo.

Nem de propósito, termino a destacar um facto preocupante: João Capela está a arbitrar, como estagiário, jogos de basquetebol! Por que será que as más notícias nunca param?

Outra vez segunda-feira, Record, 2ABR18

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