E em Madrid restará Pepe

No Real Madrid, está o caldo entornado e esta terceira temporada de José Mourinho no clube será, tudo o indica, a última.

Não me impressionam as campanhas da imprensa espanhola contra o treinador português porque sei bem de que é feita a cabeça dos jornalistas e como nos custa a engolir o facto de deixarmos de ter a informação privilegiada a que nos habituámos. No dia em que jogam os merengues, é ver como os diários do país-vizinho falham rotundamente na formação do onze titular do Real, sinal claro de que o balneário está blindado. E quando as coisas não correm bem – e basta saber esperar porque algum dia as coisas não correrão bem – há que procurar um culpado e o culpado pelos resultados menos bons dos madridistas só pode ser… José Mourinho.

Mas Mou paira acima dessas guerras e gere sempre o presente com um pé à frente no tempo, pelo que, sendo grande a procura, sairá em breve e numa de duas situções: ou porque à perda da Liga se juntou novo inêxito na Liga dos Campeões, o que lhe deixará o ar irrespirável no Bernabéu, ou porque conquistou a ambicionada La Décima e abandonará então Madrid em glória, após haver conquistado em três épocas tudo o que havia – Liga, Taça do Rei, Supertaça e Champions. Apesar do Barça ou, melhor, vencendo-o, como sucedeu já nas três competições espanholas.

Maiores dúvidas residirão quanto ao futuro dos jogadores portugueses, sendo certo que Ricardo Carvalho terminará contrato, que é provável que Fábio Coentrão seja cedido e que Cristiano queira aproveitar a proposta irrecusável de algum xeque a Florentino e partir para outra… se calhar com Mourinho.

Restará Pepe em Madrid. Logo aquele que há bem pouco parecia mais perto da saída – e pela porta pequena – mas que soube recuperar o calor dos adeptos e voltar a ser ídolo. Tudo porque arrefeceu a cabeça, porque nunca se esconde em campo, porque vive o clube e não falha sequer na entrega final da camisola à plateia, porque é sempre o primeiro a felicitar ou incentivar os companheiros. Grande Pepe!

Canto direto, publicado na edição impressa de Record de 22 dezembro 2012

No Real Madrid, está o caldo entornado e esta terceira temporada de José Mourinho no clube será, tudo o indica, a última.
Não me impressionam as campanhas da imprensa espanhola contra o treinador português porque sei bem de que é feita a cabeça dos jornalistas e como nos custa a engolir o facto de deixarmos de ter a informação privilegiada a que nos habituámos. No dia em que jogam os merengues, é ver como os diários do país-vizinho falham rotundamente na formação do onze titular do Real, sinal claro de que o balneário está blindado. E quando as coisas não correm bem – e basta saber esperar porque algum dia as coisas não correrão bem – há que procurar um culpado e o culpado pelos resultados menos bons dos madridistas só pode ser… José Mourinho.
Mas Mou paira acima dessas guerras e gere sempre o presente com um pé à frente no tempo, pelo que, sendo grande a procura, sairá em breve e numa de duas situções: ou porque à perda da Liga se juntou novo inêxito na Liga dos Campeões, o que lhe deixará o ar irrespirável no Bernabéu, ou porque conquistou La Décima e abandonará então Madrid em glória, após haver conquistado em três épocas tudo o que havia – Liga, Taça do Rei, Supertaça e Champions. Apesar do Barça ou, melhor, vencendo-o, como sucedeu já nas três competições espanholas.
Maiores dúvidas residirão quanto ao futuro dos jogadores portugueses, sendo certo que Ricardo Carvalho terminará contrato, que é provável que Fábio Coentrão seja cedido e que Cristiano queira aproveitar a proposta irrecusável de algum xeque a Florentino e partir para outra… se calhar com Mourinho.
Restará Pepe em Madrid. Logo aquele que há bem pouco parecia mais perto da saída – e pela porta pequena – mas que soube recuperar o calor dos adeptos e voltar a ser ídolo. Tudo porque arrefeceu a cabeça, porque nunca se esconde em campo, porque vive o clube e não falha sequer na entrega final da camisola à plateia, porque é sempre o primeiro a felicitar ou incentivar os companheiros. Grande Pepe!

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