Dúvidas e preocupações não faltarão em 2017

O ano termina com alguns indicadores preocupantes na economia mas com os portugueses mais felizes por terem visto crescer o dinheiro nos seus bolsos. Irresponsavelmente porque o diabo tarda mas há um dia em que aparece?
Talvez seja essa a grande ameaça para 2017, como já sucedeu, afinal, no ano que finda, com a maioria dos professores doutores em previsões a caírem do pedestal, com estrondo mas sem o mínimo vestígio de vergonha, conforme se vai acreditando que o défice ficará – “com conforto”, jura António Costa – abaixo dos 2,5%.
Dúvidas é o que não nos faltará nos próximos 12 meses, desde quanto iremos pagar pelo buraco que a venda do Novo Banco não poderá tapar até ao tempo que será necessário para que a CGD deixe de apresentar prejuízos, passando pelos custos que recairão ou não sobre os contribuintes por causa do acordo feito com os lesados do papel comercial do GES.
Mas também o atraso na recuperação da confiança dos investidores, os problemas de integração dos refugiados, a degradação de serviços na Saúde, o caos que se instalou no Metropolitano de Lisboa ou a anunciada revisão dos escalões do IRS, que manterá, na prática, a sobretaxa para muitos contribuintes, constituirão pontos de incerteza e preocupação.
Vamos precisar de sorte. Feliz 2017, leitor.
Observador, Sábado, 29DEZ16
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