Dossier has been – Pedroto na minha primeira crónica de um jogo

Já me têm perguntado porque não faço aqui no Record crónicas de jogos. Vou dar hoje a resposta mais franca possível: não me apetece.

Por um lado, por me ter dedicado a outras vertentes do trabalho jornalístico e da gestão editorial, para que o acionista me contratou, e que me deixam pouca capacidade para me deslocar aos estádios, ver os jogos, escrever as crónicas e regressar à redação – cinco horas perdidas, no mínimo, um dia a menos para fazer o que devo.

Por outro, por entender que tudo tem um tempo na vida. Fiz inquéritos de rua, reportagens em hospitais, tribunais e clubes populares, entrevistei muita gente e fui enviado-especial (Inglaterra, Espanha, Brasil, União Soviética, Alemanha, Polónia, Israel, etc.), tudo antes de me dedicar a tarefas de coordenação e de edição primeiro, de desk, chefia e direção mais tarde.

Finalmente, por ter o Record uma vastíssima e competente equipa de profissionais vocacionados para analisar e comentar os jogos, o que faria, da minha “intromissão” nessa área, um gesto gratuito e voluntarista, que nada acrescentaria ao leitor.

Dito isto, deixo aqui aquela que julgo ser a minha primeira crónica de um jogo de futebol, publicada na edição do “Diário de Lisboa” de 20 de Março de 1972, faz agora 38 anos (ai, ai…). Era de um V. Setúbal-Leixões, quando José Maria Pedroto, treinador dos sadinos, fazia ainda “estágio” para a sua grande carreira no FC Porto.

Admito que melhor me ficava esconder este recorte, pois nada mais confrangedor do que o retrato do artista enquanto jovem, mas cheguei a uma altura da vida em que, atingidos os meus objetivos, deixei de me preocupar com eventuais opiniões negativas. Quem ficar incomodado com a fraca qualidade da croniqueta, faça o favor de destruir o papiro…

Partilhar

Os comentários estão fechados.