Conceição Lino voltou em grande forma

Há as figuras públicas que são notícia por razões escabrosas – que vão de não pagarem a água a fugirem à pensão de alimentos – e as que ultrapassam as contingências da vida com transparência e sabedoria. Bom exemplo disso foram agora Fátima Lopes, que anunciou a sua separação do marido, e Júlia Pinheiro, que deu conta, através de comunicado (!), não vá o diabo tecê-las, de ter entrado na menopausa.

Mas há ainda outro tipo de figuras públicas – e públicas em Portugal são as da televisão, mesmo que por lá passem ocasionalmente – que nunca são notícia pelos piores motivos. Ou por não serem dadas ao espalhafato na vida privada ou por terem sabido gerir a carreira longe da área do entretenimento mais fútil, aquele que faz com que vejamos qualquer coisa que nos desvie a atenção da multiplataforma das desgraças.

Entre essas personalidades forjadas pela TV, mas também por talento e brilho próprios, está Conceição Lino, de volta à linha da frente com a continuação do “E se fosse consigo?”, na SIC, um notável e pedagógico programa que põe a nu as insuficiências do Estado e a nossa indiferença – e a cobardia de gente que é tudo menos humana. É a grande televisão que interrompe as férias para nos inquietar.

Antena paranoica, Correio da Manhã, 7OUT17

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