Belenenses com defesa de veludo

Alguns dos meus prezados consócios e adeptos em geral do Belenenses andam superativos nas redes sociais. Uns a favor do presidente Patrick, outros em defesa de Soares, uns sonhando com a Liga Europa e até com a grandeza de outrora, outros preocupados com uma eventual despromoção e recordando desgraças passadas, uns atirando-se aos árbitros – em Moreira de Cónegos, há uma semana, foi um “roubo de igreja” –, outros defendendo a contratação urgente de (ao menos) um ponta de lança – temos o pior ataque do campeonato.

À sua maneira, a razão chegará para todos e eu vou acrescentar a minha: o principal problema da nossa equipa é a defesa de veludo, um verdadeiro desastre. Não joga concentrada e tem um valor individual no mínimo discutível. Aí estão, aliás, as três últimas partidas para o provar.

Estivemos bem contra o Sporting e aos 90+3 sofremos o golo e perdemos porque o Bas Dost, que não é propriamente pequeno, surgiu lá detrás, dos confins do inferno, para marcar. Estivemos benzinho contra o Moreirense, chegámos aos 70 minutos a ganhar (por 3-1!), e no último quarto de hora deixámos que o adversário empatasse – com um penálti inexistente e um golo em fora de jogo, é verdade. No último confronto, com o Feirense, já estivemos assim-assim – sem Gerso e Camará a fragilidade ofensiva acentuou-se – mas demos a volta ao resultado desfavorável e só não ganhámos porque, mais uma vez nos descontos (agora aos 90+5!), sofremos o golo da igualdade. Tivéssemos vencido, como devíamos, os dois derradeiros desafios e iríamos à fase final da Taça da Liga. Assim, foi mais um quase.

Uma equipa constroi-se a partir da defesa e a do Belenenses não oferece segurança, é no mínimo irregular. E o bom do Ventura, então, é irregularíssimo. Agora, ao que se julga, com Joel e Palhinha partirá também Domingos Duarte, e vêm aí mais experiências. Veremos se melhoramos ou… se será ainda pior! É a vida dos pobres.

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