O Abel, as algemas, a rolha e a Venezuela

Antes da meia-final da Taça da Liga, Abel Ferreira disse: “Vou passar a ver os jogos com algemas”. Tratava-se, obviamente, de uma graça, mas depois da figura que fez na conferência de imprensa a seguir ao desafio com o Sporting, o treinador do Sp. Braga precisava era de uma rolha na boca. Durante e após os jogos.

Durante, para não se pôr aos gritos, exasperado pela anulação de um golo, sem ter visto sequer as imagens do lance. Protesta porquê? Só porque sim? E no final dos jogos a rolha talvez evitasse o absoluto descontrolo que revelou perante câmaras e jornalistas.

Aceita-se a revolta de quem se sente injustiçado – se tem ou não razão é outra coisa – mas os termos em que se manifestou Abel são terríveis para a sua imagem e para a sua credibilidade. Um condutor de homens tem de constituir um exemplo, deve ser sempre o farol pelo qual se guiam aqueles que dirige. Um destrambelhado não pode ser líder. Só se for na Venezuela.

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