A verdade sobre Drogba: contra Portugal, não joga

Alguns jornais, que percebem do seu negócio e conhecem por isso a importância dos protagonistas, alimentavam hoje, com esperança e irrealismo, a possibilidade de Drogba ainda poder defrontar Portugal, no próximo dia 15, dentro de pouco mais de uma semana.

Ora, como não estamos todos doidos, ou o costa-marfinense não partiu de facto o braço ou, em 10 dias, a sua recuperação não é possivel. Se estivéssemos perante um golfista, um piloto ou um ciclista, ou seja, um atleta não sujeito ao contacto físico em competição, o seu regresso às provas não se daria em menos de três ou quatro semanas.

Mas tratando-se, como é o caso, do intérprete de um jogo em que o despique físico é não só necessário como pode mesmo ser violento, o retorno à atividade tem obrigatoriamente de demorar mais tempo, já que a intervenção cirúrgica, sendo simples, implica a utilização de placas e parafusos, e tem uma “fase aguda” de quatro a seis dias.

Partir o cúbito não é, portanto, uma brincadeira que permita fazer a fratura, ser submetido à operação, consolidar o seu resultado, recuperar a força e a mobilidade do braço e voltar à alta competição – e tudo isso em dez dias.

Sendo assim, fica a certeza que Drogba não enfrentará Portugal, a 15 de junho. E para vos dizer isto bastou-me ler o que explicou, no diário “Marca” de hoje, o dr. Guillén. É, há jornais que têm esta mania: recolher a opinião dos que sabem, em vez de se meterem a dar palpites.

Partilhar

Os comentários estão fechados.